28 mai, 2008

-Morre escritor curitibano que inspirou o filme "Bicho de sete cabeças"

Austregésilo Carrano Bueno tinha 51 anos. Ele estava internado no Hospital das Clínicas

28/05/2008 | 10:35 | G1/Globo.com e Agência Estado  (Mais)

28 mai, 2008

Classe média, achatada, compra livros didático em sebos


Deu no Valor Econômico

Tradicionais pontos de venda de livros didáticos, as livrarias e as escolas perderam participação de mercado nos últimos anos.

Em 2000, 54% dos livros utilizados em salas de aula eram vendidos em livrarias e 24% pelas escolas.

No ano passado, esses percentuais caíram para 44% e 18%, respectivamente. "Houve um achatamento da classe média, que passou a procurar outros canais de venda.

Um exemplo são os sebos, que aumentaram a participação de 1% para 7%", disse Galeno Amorim, coordenador da segunda edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, organizada pelo Instituto Pró-Livro.

Realizado com mais de 5 mil entrevistados de todo o país, o levantamento mostra um crescimento expressivo das vendas desse tipo de livro em bancas de jornal devido à maior comercialização de livros de bolso e publicações encartadas em jornais e revistas.

Fonte: Brasília em tempo Real (www.emtemporeal.com.br)


28 abr, 2008

Cultura é um negócio promissor (Livraria Osorio na Gazeta do Povo!)

Tecnologia

Segunda-feira, 28/04/2008

Marcelo Elias/Gazeta do Povo

Alejandro, livreiro no mundo físico e no ambiente virtual: mãozinha para quem procura obras difíceis e para os que sofrem de rinite alérgica

Cultura é um negócio promissor

Venda on-line de livros usados e download de obras permitem popularizar a literatura e são antídoto contra a falta crônica de livrarias no país

Publicado em 28/04/2008 | Franco Iacomini, da Redação, e Elis Monteiro, da Agência O Globo, no Rio de Janeiro

O número de livrarias no Brasil ainda é muito pequeno, principalmente em comparação com países como os Estados Unidos. Só para ter uma idéia, de acordo com dados da Fundação Biblioteca Nacional, o país tem 2.767 livrarias, numa proporção de 70 mil leitores para cada uma; nos EUA, a relação é de 15 mil habitantes por livraria. O número de lançamentos no mercado editorial também não é grande. Com um número reduzido de alternativas, os leitores têm procurado saídas, como as compras on-line e os livros usados. Muitas vezes esses caminhos se cruzam.

Numa dessas encruzilhadas encontra-se a Livraria Osório (www.livronet.com.br), de Curitiba, que reivindica o título de mais antiga livraria on-line ainda em atividade no país. Especializada em usados, o sebo Osório funciona há 23 anos e está na rede desde 1995, ano em que a internet comercial chegou a Curitiba. O proprietário, o argentino Alejandro Francisco Rubio, diz que a adoção da tecnologia foi um passo natural para a empresa:" As pessoas sempre ligavam perguntando se tínhamos determinada obra ou o que havia no acervo sobre algum assunto", conta. "Logo que nos informatizamos, em 1993, imprimíamos listas para para consultas, e muitas vezes enviávamos pelo correio para que o cliente fizesse a sua escolha. Só que freqüentemente a lista tinha mais de 300 folhas. Quando o acervo chegou a 10 mil exemplares, isso ficou inviável."

Literatura nacional a preço baixo e com entrega virtual

Mas não é só de usados que vivem os livreiros virtuais. Os livros foram os primeiros artigos a serem comercializados pela internet, e há boas razões para isso: é um produto padronizado e com referências claras de preço. Praticamente não há diferenças entre comprar deste ou daquele varejista. E, quando se trabalha com grandes volumes, é possível praticamente eliminar o estoque e trabalhar com parcerias diretas com as editoras; essa é a fórmula da Amazon, referência mundial em comércio on-line que começou com a venda de livros e hoje negocia de ferramentas a alimentos, de sapatos a xampus.

Cyber-sebo

Alguns marcos na história do site livronet.com.br.

1985 Abertura da Livraria Osório.

1993 Início da informatização, com computadores XP.

1994 Envio de listas impressas pelo correio para que os clientes fizessem suas encomendas.

1995 Começa a era da internet: a cada três ou quatro dias, uma nova lista entra no site da empresa.

1997 Com a adoção de um sistema de banco de dados, as listas começam a ser atualizadas em tempo real.

1998 Começam as vendas on-line

2003 O site atinge o pico de visitantes: 15 mil usuários por dia.

A internet encurtou o caminho. No princípio Alejandro pôs no ar listas estáticas, atualizadas a cada três ou quatro dias. Os internautas consultavam-nas e mais tarde faziam suas encomendas por telefone ou passavam na loja. O site começou a aparecer nos mecanismos de busca da época, como o Yahoo!, o Lycos e o Altavista, e ganhou o mundo: "Começamos a receber contatos de gente de todo o país e de fora, conta o livreiro. "

As facilidades aumentaram com a adoção de bancos de dados, que passaram a atualizar as listas do site em tempo real, e com a adoção do e-commerce, em 1998. O número de acessos bombou. Em 1995, eram 100 por dia, e Alejandro e sua equipe já ficavam admirados. Em 2003 chegaram a 15 mil por dia, o pico histórico. Depois disso veio a concorrência, e os números se estabilizaram perto de 8 mil. Ele não reclama: "A oncorrência é boa para a população. Com várias lojas na rede, o público passou a ter confiança no serviço.:"Quem está sozinho no mercado fica cercado de suspeita; agora ninguém mais pensa que nós somos picaretas."

Há outros sebos curitibanos na internet, com sites bastante amigáveis e a possibilidade de fazer a compra on-line. O Papirus (www.sebopapirus.com.br) permite consultas às obras incluídas recentemente no acervo, pelo link "Novidades". O Espaço do Livro (www.espacodolivro.com.br) tem uma interface idêntica, e não cobra taxa de envio para encomendas acima de R$ 60,00. Em todos eles o cliente pode encontrar volumes difíceis, fora de catálogo ou raros, e fazer pesquisas por autor, título e editora.


24 abr, 2008

Você sabe qual foi a primeira técnica de impressão que existiu?

Foi a xilogravura!

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Xilogravuras do século XVI ilustrando a produção da xilogravura. No primeiro: ele esboça a gravura. Segundo: ele usa um buril para cavar o bloco de madeira que receberá a tinta
Xilogravuras do século XVI ilustrando a produção da xilogravura. No primeiro: ele esboça a gravura. Segundo: ele usa um buril para cavar o bloco de madeira que receberá a tinta

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16 abr, 2008

Como saber se um papel é mesmo reciclado?

Papel embolado

Só olhando, não há como saber. Isso porque muitos dos papéis que têm aquela cor parda cheia de fiapinhos pouco ou nada têm de reciclados. Segundo a Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), papel reciclado é aquele feito somente com fibras secundárias, ou seja, que já foram utilizadas pelo menos uma vez.

Acontece que a fibra mais importante para a fabricação do papel, a celulose, vai enfraquecendo cada vez que é reutilizada, diminuindo de tamanho e perdendo a qualidade. Por isso, algumas empresas a misturam com a fibra virgem, aquela que nunca foi usada, precisando cortar novas árvores para produzir o material reciclado e manter as características do produto. Então, todo o processo que seria poupado na produção do reciclado (corte de eucalipto, processo químico para separação das fibras da madeira, gasto de água e energia e liberação do CO2) volta a ser necessário para conseguir a celulose novinha em folha.

"Fazer papel é uma receita de bolo", afirma Maria Luiza Otero, responsável pelo laboratório de papel do Instituto de Pesquisas Tecnológicas da USP (clique aqui e veja a receita no quadro). "Não dá para saber se o papel que recolhemos da rua tem as fibras de origem primária ou secundária", completa. Por isso, as empresas aproveitam suas sobras e as jogam no processo. As empresas se defendem dizendo que a introdução de fibras virgens é ecológica porque ajuda a fazer do papel reciclado um produto com qualidade e apelo no mercado.

O Brasil recicla cerca de 3,5 milhões de toneladas por ano (quase metade da sua produção de papel), mas muita coisa ainda vai para o lixo. O papel que acabar em um aterro, durante sua decomposição, solta o gás metano, que se perde na atmosfera e contribui para o efeito estufa.

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3 abr, 2008

Semana do Escritor

Não resta dúvida de que a internet pode auxiliar a literatura, principalmente com relação à divulgação dos trabalhos de autores, lançamentos, dicas de leitura, discussões a respeito de obras...

Ela também te ajuda a encontrar aquele poema do qual você só se lembra um verso: basta uma pesquisa Google e você o terá inteiro. Contos, crônicas, todas as formas curtas encontram impulso na rede, além dos blogs de criações literárias. A Internet é ágil, não possui as tradicionais limitações de espaço ou de horário, e é ainda poderosa ferramenta de pesquisa cruzada. A internet também oferece obras.
Mas livros longos são difíceis de ler, mesmo com o e-reading e o e-book (espécie de programa de leitura e livro eletrônico portátil), então, a modalidade impressa ainda se faz mais eficaz. Livros eletrônico não têm cheiro, nem textura; não amarelecem com o tempo. Os livros são de papel: folheiam-se, dobram-se nos cantos, oferecem-se aos amigos com uma dedicatória manuscrita - afirmação do próprio Bill Gates, fundador da Microsoft, maior rede de software do mundo, em defesa de que o computador nunca irá substituir o livro. Assim, convém evitar algumas falsas questões, a começar pela idéia de que a impressão em papel é uma tecnologia condenada à obsolescência.
Como um dia se acreditou que o livro traria a libertação do ser humano e a possibilidade do conhecimento pleno, é importante não se render às promessas semi-religiosas da rede mundial para a comunhão dos povos e a distribuição do saber. A crença nos poderes virtuais, às vezes, parece ter gerado uma nova ideologia, um novo ismo, que se poderia batizar de virtualismo, tão nocivo quanto qualquer utopia.
Entretanto, acho que o maior aspecto negativo da internet em relação ao livro comum, é que a rede é uma teia dispersiva. Com tanta informação, creio ser missão impossível parar e ficar horas degustando uma história. Principalmente porque quando estamos em frente a um computador, mesmo que seja por lazer, o estado de espírito é outro: a curiosidade nos faz buscar outras coisas, diferente do momento de descontração em que você se deita em baixo de uma árvore, ou em sua cama antes de dormir, para deixar que o livro te leve a uma viagem de imaginação. Assim, essa pressa, agitação que temos em frente ao computador, atinge diretamente o prazer de ler, que é complexo e duradouro.
Quando perguntam às pessoas por que lêem tão poucos livros, elas dizem que é por falta de tempo. Mas todas têm algumas horas diárias, em média, para ficar entre o computador e a TV. Assim, a internet não é inimiga dos livros, mas adversária do tempo para os livros. Mas você ainda pode argumentar: pela internet você também pode acessar livrarias, sebos e receber seus exemplares em casa...e aí eu te digo, está aí um prazer que lhe é roubado: o de buscar as prateleiras, procurar uma obra e encontrar outra, de tocar, folhear, como que as mulheres quando estão em sua loja preferida, frente a enormes promoções e levam diversas peças consigo ao provador. Assim, leia, aventure-se no mundo da imaginação e arrisque-se também a escrever. Por que não?
Todos temos experiências de vida, muitas estórias para contar. Sentimos o mundo cada um através de uma experiência sensorial diferente: divida a sua com os outros. A escrita pode também ser um exercício de autoconhecimento, no qual você passa a se perceber melhor e a refletir sobre sua vivência.
Ótima oportunidade de se iniciar neste processo, é através da Semana do Escritor. O contato com escritores permite a troca de experiências, de dicas sobre o mundo literário, sobre o prazer de se ler e de também oferecer sua contribuição ao mundo, escrevendo...
Fonte: site www.itu.com.br- texto escrito por Douglas Lara, idealizador do projeto