17 nov, 2009

Um mundo sem sebos (Cristovão Tezza)

Publicado em 17/11/2009 , na coluna de Cristovão Tezza, no portal.rpc.com.br:

O grande assunto do mun­­do do livro, hoje, é o li­­vro eletrônico. Basica­­mente, é um arquivo digital que se baixa via internet, celular ou aparelho especialmente desenhado para isso, para ser lido na telinha. Há anos se fala dele e de suas vantagens: não pesa, não ocupa lugar no es­­paço, custa muito menos que o livro de papel. E, como efeito colateral, dispensaria bibliotecas, estantes, pó e traças. Ele veio em ondas: primeiro falou-se em livro-cedê (alguém se lembra das primeiras enciclopédias em disco?), depois em arquivos simples em formato texto para ser lidos no computador e finalmente apareceram os primeiros “leitores”, maquininhas projetadas para leitura, com o tamanho de um livro e um botão de “virar páginas”. Algumas até imitavam o ruído de uma página virando.

Esse é um tema fascinante, sob qualquer aspecto. São mu­­danças radicais, tanto na relação do usuário com o objeto, quanto na relação comercial subsequente. Sim: muitos dirão que é chato ler um livro num monitor. Eu mesmo não consigo ler mais do que três páginas – além disso, melhor imprimir e ler. Mas pensemos nas novas gerações, nas crianças que já aprendem a soletrar no computador. Essa multidão está prontinha para o livro digital. No Brasil, há um detalhe suplementar curioso: a população foi historicamente “educada” do ponto de vista visual – lem­­bremos que para a metade do país a TV chegou antes do li­­vro. E, no aspecto comercial, desenha-se uma revolução incrível: nada impede que eu formate um livro em casa e ponha-o à venda diretamente numa grande rede digital, dispensando a tradicional editora.

as a coisa não pegava. Preço alto, reflexos na imagem, limitações de formato, falta de hábito. Recentemente, a Amazon Books, a maior livraria virtual do planeta, lançou um modelo que caiu nas graças dos americanos, de tal forma que o livro eletrônico passou a ser o grande assunto das feiras internacionais do livro. A razão do entusiasmo é que vinculou-se ao aparelho – que aliás imita a página impressa com uma qualidade que os anteriores não conseguiam – uma rede universal já instalada de arquivos digitais, a própria Amazon. E ela está entrando forte no mercado, propondo associações com editoras importantes do mundo inteiro, o que inclui também as brasileiras.

Bem, são apenas especulações – na verdade, ninguém sa­­be o que vai acontecer com o livro digital. De minha parte, nada contra. Como não tive au­­torama quando criança, sou até hoje fascinado por tudo quanto é quinquilharia eletrônica. Mas tenho certeza absoluta de que o velho e bom livro vai continuar firme e forte durante séculos. Não se trata de “ou um, ou ou­­tro”, mas apenas de um e outro convivendo pacificamente, cada um com seus nichos de leituras e leitores. Cá entre nós, fico com o livro de papel. Seria muito triste um mundo sem a delícia dos sebos, dominado somente por abstrações digitais –e sem capas!


9 out, 2009

A Engrenagem do Desenvolvimento

Se toda maquina conta com um componente indispensável, que faz com que tudo funcione perfeitamente, o livro poderia ser apontado como o principal mecanismo do mundo que conhecemos hoje. Um objeto capaz de guardar valiosas informações e colocá -las à disposição daqueles interessados em ler.
Foi ele o responsavel pela transmissão do conhecimento através das gerações. Com esse advento, não era mais nescessário que uma pessoa ensinasse algo diretamente a outra. O aprendizado poderia acontecer à distância, sem a presença do tutor. O livro elevou a importância da escrita a outro nível e colaborou com a propagação do conhecimento.
No ínicio, os livros eram produzidos de forma lenta, pois a escrita era manual. Na idade média, monges da igreja católica dedicavam a vida a copiar livros. Como a produção de uma cópia levava anos, os exemplares eram extremamente caros. Apenas membros do clero e da nobreza tinham acesso a eles.
O primeiro passo em direção a democratização do livro foi dado pelo inventor alemão Johannes Gutenberg, que aperfeiçou tecnicas já existentes de impressão e desenvolveu a primeira máquina capaz de produzir diversas cópias de um livro em um tempo relativamente curto.
Ele desenvolveu pequenos blocos de metal para representar cada letra ou sinal gráfico. Essas peças, chamadas de tipos móveis, eram combinadas para formar palavras. Assim, a página de um livro era montada em uma grande chapa e bastava apenas imprimir o conteúdo do papel, como um carimbo. Em 1455, Gutenberg apresentou ao mundo uma edição da Bíblia produzida em sua "prensa". Foi o primeiro livro de uma nova era.
Surge, então, um novo segmento industrial, com empresas especializadas na produção dos livros, as editoras. O produto passou a atrair mais leitores e, assim, espalhar o conhecimento. Foram inumeras melhorias na parte grafica e estrutural dos livros para que as informações geradas pelo escritor pudessem chegar da melhor forma até o público. Cada vez mais leves, bonitos, acessíveis e faceis de manusear, os livros da atualidadesão o ápice de mais de 500 anos de trabalho e pesquisa.
Hoje o livro chegou a tal ponto que transcedeu, inclusive, o meio físico. A empresa americana de comércio na internet Amazon lançou recentemente o "Amazon Kindlle", um dispositivo portátil com conexão sem fio desenvolvido especialmente para a visualização de livros eletrônicos, que podem ser baixados da internet.
A tela busca reproduzir o aspecto de uma folha impressa, para que a luminosidade não canse a vista do leitor. Em apenas um aparelho - leve o suficiente para ser segurado com uma mão -, o leitor pode carregar o conteúdo de uma biblioteca inteira. Trata-se mais avançada tecnologia desenvolvida nesse sentido.
No entanto, isso não significa o fim das tradicionais obras de papel. É comum ouvir dos aficcionados por livros que o objeto faz parte da experiência de ler. Aspectos como o peso, textura, coloração do papel, diagramação e até o cheiro influenciam na percepção do conteúdo e fazem parte da viagem proporcionada pela leitura. Características como essas garantem a continuidade da produção de um objeto que mudou os rumos da humanidade.

Você sabia?
O Dia Nacional do Livro é comemorado em 29 de agosto, aniversário da fundação da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. O acervo foi criado com a transferência de 60 mil itens - entre livros, mapas, manuscritos e medalhas - da Real Biblioteca de Portugal para o Brasil. O ano oficial da criação é 1810. Trata-se da maior Biblioteca da América Latina.


9 jun, 2009

Bibliotecas pessoais: como morar em uma "bibliotecasa"

Casal tem 10 mil volumes no seu acervo, que ocupa todos os cômodos do apartamento onde reside

Publicado em 06/06/2009 | Marcio Renato dos Santos

No apartamento de 150 metros quadrados em que Alberto Albergaria, 63 anos, e Noriko Ohta, 59, vivem, os móveis são um detalhe. Objetos como cama, mesa e sofá até parecem atrapalhar. É que essa casa na verdade é, antes de qualquer outra coisa, uma biblioteca. Ou uma bibliocasa. Há livros nas paredes de todos os sete cômodos, incluindo o banheiro. Ao total, a partir da contagem mais recente, são mais de 10 mil títulos.

Já na sala de entrada, dez metros de extensão de parede preenchidos com obras de Psicanálise, Filosofia, Literatura, Mitologia Grega e Física. Albergaria é físico. Trabalhou na Usina de Angra, na área nuclear, mas cansou do caos que, na ótica dele (e de muitos), toma conta do Rio de Janeiro. A sua companheira, a jornalista Noriko, com passagem por O Globo e Jornal do Brasil, também quis colocar um ponto final na temporada existencial em território carioca. Até fizeram uma lista, com dezenas de motivos para não retornar à Cidade Maravilhosa. Está na porta da geladeira. Para eles, desde 2005, viver é sinônimo de pulsar em Curitiba.

A sala (ou quarto?), onde há uma esteira e uma bicicleta ergométrica tem uma das paredes tomada por livros de saúde. Um, dois, três passos e o corredor, onde há (entre tantas opções) obras de paranaenses. Dante Mendonça, Dalton Trevisan, Jamil Snege são alguns. Há o texto "Curitiba, a Fria", do forasteiro Fernando Pessoa Ferreira. Coincidência ou não, todos autores que ajudam a entender esse jeito de ser humano em solo curitibano. Noriko e Albergaria, pedestres por opção, começam a caminhar em rotas sugeridas em páginas ficcionais. Estariam em busca de uma Curitiba perdida?

Se houvesse um novo dilúvio, e o nível das águas não ultrapassasse o altura do quinto andar, Albergaria e Noriko não teriam dificuldades para sobreviver. Plantam e colhem tomates e outros vegetais comestíveis. Teriam muito o que fazer. Eles não leram tudo o que está nas estantes do apartamento do Bigorrilho. O acervo é uma reserva para o futuro.

Alguém poderia dizer que a "bibliotecasa" é uma espécie de bunker. Aqueles livros todos até sugerem uma muralha que os protegeria. Do quê?"Da eventual falta de curiosidade", dispara Albergaria. Ele, após fazer análise, passou a estudar o assunto. Lacan e Freud fazem parte de suas leituras, constantes e aprofundadas.

De repente, Albergaria revela qual o tipo de leitura que mais gosta. "A que conduz ao silêncio.Um exemplo? O romance Extensão do Domínio da Luta, de Michel Houellebecq".Mas, como todo leitor voraz, não tem autor nem livro preferido. Transita (com igual prazer) de Proust a Richard Feynman, de Guimarães Rosa a Fernando Sabino, de Oscar Wilde a Nassim Taleb. E Noriko? "Noventa por cento da biblioteca é dele" (Albergaria), despista.


29 mai, 2009

Um café com o legista (reportagem do portal RPC)

José Carlos Fernandes

Foto: Rodolfo Bührer – Ilustração: Benett / Foto: Rodolfo Bührer – Ilustração: Benett

Um café com o legista

Publicado em 29/05/2009 | jcfernandes@gazetadopovo.com.br

Passei uma tarde com Manif Zacharias. E ele passou uma existência inteira em companhia do século 20. Deram-se muito bem, aliás, apesar de o homem ter nascido em plena epidemia de gripe espanhola, visto sua juventude ser tragada pela Segunda Guerra e perdido as estribeiras com o governo militar. Escapou por pouco. A gripe matou 40 milhões, a guerra mais 70 milhões e o golpe, bem, essa é uma conta que não fecha. Mas que nada. Aos 91 anos e alguns espirros, o médico legista confessa que viveu. Em sua mesa de café das cinco, o sonho não acabou, e “ainda tem cuque”, como diria o cartunista Solda.

Os paralelepípedos da Rua Saldanha Marinho são testemunhas dos “anos Manif”. Era ali que seus pais – os sírios Assad e Zalfa – tocavam uma fábrica de acolchoados e uma “lojinha de turco”, dessas que faziam de Curitiba uma franchising de Damasco, onde já se vendia “baratinho, baratinho” lá por 5 mil antes de Cristo. A descrição que faz de seu tempo de menino é um retrato em sépia. Dá para vê-lo – calças curtas – subindo a Saldanha para estudar no Gimnasio Paranaense. Podia ser um personagem de uns tantos Johns – o Reed, o Steinbeck, o Dos Passos. E em certo sentido, é.

Manif tinha “inclinação para os livros”, mas, sabe-se lá, entregou-se à medicina com a paixão de um pracinha em campanha na Itália. O afastamento da literatura deve tê-lo deixado numa fossa dos diabos. Pelo menos até botar os pés na cidade catarinense de Criciúma e arrumar um jeito de conciliar bisturis e pendores beletristas: passou a publicar crônicas no jornal local e apostou que seria feliz para sempre.

A inspiração para as historietas vinha do próprio consultório, onde o entra-e-sai deixava como saldo de mexericos de comadres a dilemas shakespearianos. Até que, caros amigos, arrombaram a festa. Era 1964, o ano que dispensa apresentações.

O homenzarrão de jaleco, vozeirão de coreto e cultura de monge medieval causava impressão naqueles rincões, onde nem enchente dava. Foi lá que se pôs a defender os operários das minas de carvão, feito um Émile Zola de Laguna, um Garibaldi de Urussanga. Entrou em cana, claro. “Papai arrumou briga até com um padre polaco”, apimenta a filha Dóris, pondo um pouco de graça na tristeza de tê-lo visto ingressar nos porões da ditadura. A irmã Nabia, entre um pão de queijo e uma nega-maluca, não se contém: “Que bonitinho ele. Até de carroça atendia o povo.”

Cá entre nós, o desfecho desse filme é digno das mil e uma noites. Manif tinha um irmão delegado – em cujo peito varonil estava impresso “Brasil, ame-o ou deixe-o”. Mas perdeu o chão ao flagrar o mano na lista de presos políticos. Aquilo podia ter virado a guerra do Rio Eufrates, mas Miguel salvou o pelo do mano virando seu tutor. A trama dos Zacharias se parece à dos Sigaud – dom Geraldo e Eugênio. Um era bispo TFP, o outro artista marxista – desses de ajoelhar diante da múmia de Lenin. As picuinhas não o impediram de pintar anjos revolucionários na Catedral de Jacarezinho, onde Geraldo ocupava o trono.

Na casa dos Zacharias, a peleja foi resolvida com diplomacia de fazer inveja à Liga Árabe: os dois nunca deram um piu sobre o assunto, resguardando a paz na hora da kafta e do arroz com aletria. Além do mais, de acordo com as pedras da Saldanha, o Zacharias de esquerda tinha mais o que fazer: andava às voltas com seu novo posto de trabalho, no Instituto Médico Legal, o IML.

Para surpresa geral, foi ali, em meio aos exames de vísceras nas pias de alumínio, que a literatura renasceu para Manif. Ele fazia necropsias durante o expediente e necropsias literárias nas horas vagas. Rendeu. Em 2001, publicou um catatau de 991 páginas sobre um dos livros de sua vida – Os sertões, de Euclides da Cunha. Explicou cada tintim de expressões caboclas, como “bamboante” e “noite velha”. Uma lenha.

Depois de dissecar Os sertões, o então octogenário escreveu um gigantesco dicionário de composição literária. São 662 páginas repletas de sinomínias, locuções e o escambau, radiografando sem dó termos que vão de “caruncho” a “utopia”. O livro – de 2006 – permite virar as palavras do avesso. É seu legado para o século 21. As pedras da Saldanha Marinho já podem descansar em paz.Em tempo. Em bom árabe, Manif significa “ser privilegiado”. Eu sabia.

Fonte: site portal.rpc.com.br, escrito por José Carlos Fernandes, 29/05/2009.


15 ago, 2008

Bienal de SP espera público de 800 mil

Começou nesta quinta-feira em São Paulo a 20ª Bienal Internacional do Livro, um dos maiores eventos do mercado editorial no mundo. São cerca de 350 expositores nacionais e internacionais, representando mais de 900 selos editoriais. São esperadas 800 mil pessoas até o próximo dia 24.

Neste ano, o público poderá apreciar 4.000 lançamentos – 1.000 unidades a mais que em 2006, ano da última Bienal – e cerca de 2 milhões de livros à venda. Dos lançamentos, 800 são infanto-juvenis.

O diretor-executivo da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Eduardo Mendes, diz que se surpreendeu com o gosto literário dos jovens. “Diferentemente do que eu pensava, os jovens gostam muito de ler poesia e são estes livros que eles devem procurar na Bienal”.

Mendes destacou também que o gosto pela leitura tem aumentado entre os brasileiros. No ano passado, a média de leitura do brasileiro era de 1,8 livro ao ano. Este ano, a média subiu para 3,7 livros.

O público que não quiser acompanhar só os lançamentos nas prateleiras, poderá visitar outros espaços, como o Salão de Idéias, no qual 40 convidados estrangeiros e 75 nacionais vão discutir obras e idéias.

Já o Espaço Literário pretende estimular debates como os 200 anos da vinda da família real ao Brasil, o centenário da imigração japonesa e os 100 anos de morte de Machado de Assis e de nascimento de Guimarães Rosa.

A Bienal vai até o próximo dia 24, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, na Av. Olavo Fontoura, 1.209. O horário para visitação vai das 10 às 22 horas. A entrada custa R$ 10. As informações são da Agência Brasil.

Fonte: http://atribunadigital.globo.com/bn_conteudo.asp?cod=369687&opr=311


12 ago, 2008

Onde encontrar os livros da Federal?

A Biblioteca Pública do Paraná oferece todos os títulos, mas as obras nem sempre estão disponíveis para empréstimo. Adquirir livros de segunda mão, emprestá-los de conhecidos ou procurar versões online estão entre as soluções

Estudante do cursinho gratuito Formação Solidária, de Curitiba, Juliana Alves Garcia, 19 anos, já leu 5 dos 10 livros de literatura que serão cobrados no vestibular desse ano da UFPR. E não precisou comprar nenhum deles. “O Dom Casmurro eu consegui no cursinho onde estudo. Lá há alguns livros, mas são poucos números de cada obra. Felicidade Clandestina eu peguei emprestado da minha tia e O Santo e a Porca, Memórias de um Sargento de Milícias e São Bernardo encontrei na Biblioteca Pública do Paraná”, conta. Para conseguir os exemplares, ela teve de ir duas vezes ao local. “O São Bernardo eu encontrei logo na primeira vez, mas os outros dois estavam emprestados”, afirma.

A dificuldade de Juliana talvez seja a mesma de outros estudantes. Apesar de dispor de todas as obras de literatura solicitadas pela UFPR (algumas, inclusive, em braille), a Biblioteca Pública oferece um número pequeno de exemplares de Romanceiro da Inconfidência (12), Felicidade Clandestina (19) e Muitas Vozes (29). A quantidade de exemplares dos outros títulos é maior – são 118 números de Dom Casmurro e 88 de Memórias de um Sargento de Milícias, por exemplo –, mas ainda assim insuficiente para atender a todos os interessados. No dia 31 de julho, havia na biblioteca apenas dois livros disponíveis para empréstimo, um exemplar de Memórias de um Sargento de Milícias e um de Leão-de-Chácara.

Variação de preços passa de 100%

Quem pretende comprar livros novos não terá dificuldade em encontrá-los. As Livrarias Curitiba do Shopping Estação e a Fnac, no ParkShopping Barigüi, têm todas as obras solicitadas pela UFPR. Na Livraria do Chain (ao lado da reitoria da UFPR), apenas um título está em falta. No local, há prateleiras reservadas exclusivamente para as obras do vestibular da Federal, assim como nas Livrarias Curitiba. Para economizar, é importante não apenas comparar os preços cobrados pelas diferentes livrarias, como cotar os valores de um mesmo título no mesmo estabelecimento – os preços mudam bastante conforme a editora. Na Fnac, por exemplo, o exemplar mais barato de Memórias de um Sargento de Milícias custa R$ 11 e o mais caro sai por R$ 24,90, diferença de 126%. (MC)

Se não conseguir as obras na Biblioteca Pública do Paraná, Amanda Cristina Leonardo, 18 anos, pretende comprá-las em sebos e livrarias. Outra opção é procurar os livros na biblioteca do colégio particular em que o irmão estuda. Já o vestibulando John Welber Lourençone, 21 anos, planeja recorrer ao acervo de livros disponíveis na empresa onde trabalha. “Já dei uma olhada e vi que eles têm O Santo e a Porca. Os outros vou tentar pegar no Formação Solidária, onde estou matriculado”, afirma.

Os alunos dos cursinhos particulares de Curitiba não devem ter problemas para encontrar as obras. As escolas costumam ter vários exemplares dos livros obrigatórios. No Expoente, há pelo menos 60 exemplares de cada título, segundo o diretor, Renaldo Franque. Já no Dom Bosco, os estudantes encontram cem números de cada obra.

Ajuda online

Para aqueles que não se importam em ler os livros pela tela do computador, a dica é acessar uma das bibliotecas virtuais disponíveis na internet. Lançado em 2004 pelo governo federal, o Portal Domínio Público (www.dominiopublico.gov.br) oferece, de forma gratuita, obras científicas, artísticas e literárias que integram o patrimônio cultural da humanidade e são de livre uso de todos. Dos títulos cobrados pela UFPR, três estão no portal: Dom Casmurro, Memórias de um Sargento de Milícias e Como e Por Que Sou Romancista. Outro site que pode ser útil é o Estante Virtual (www.estantevirtual.com.br), que permite pesquisas no acervo de mais de mil sebos do Brasil. O internauta tem a chance de comparar preços e comprar livros de qualquer parte do país. O estado de conservação da obra vem descrito pelo vendedor, que também pode anexar fotos do livro.

Link da matéria: http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/vestibular/conteudo.phtml?tl=1&id=795567&tit=Onde-encontrar-os-livros-da-Federal

Fonte Gazeta do Povo On-line

...Confira a lista de livros de Filosofia...

• DESCARTES, René. O Discurso do Método [trad. Bento Prado Jr.] São Paulo: Nova Cultura, 1987, 4. ed. (Col. Os Pensadores)

• KANT, Immanuel. "Resposta à Pergunta: Que é 'Esclarecimento'?". In: Textos Seletos [Trad.: Floriano de Sousa Fernandes]. Petrópolis: Vozes, 1985. P. 101-117.***

• MAQUIAVEL, Nicolau. O Príncipe. [Trad.: Lívio Xavier] São Paulo: Nova Cultura, 1987, 4. ed. (Col. Os Pensandores) • MERLEAU-PONTY, Maurice. Conversas: 1948. [Trad.: Fábio Landa; Eva Landa] São Paulo: Martins Fontes, 2005. Capítulos I, II e III. ***

• PLATÃO. A República: Livro VII. [Trad.: Elza Moreira Marcelina] 2 Ed. Brasília: Editora UnB, 1996.

...Confira a lista de livros de Literatura...

• “Romanceiro da Inconfidência”, de Cecília Meireles;

• “Muitas vozes”, de Ferreira Gullar;

• “Dom Casmurro”, de Machado de Assis;

• “São Bernardo”, de Graciliano Ramos;

• “Memórias de um sargento de milícias”, de Manuel Antônio de Almeida;

• “Como e por que sou romancista”, de José de Alencar;

• “Leão-de-chácara”, de João Antônio;

• “Felicidade clandestina”, de Clarice Lispector;

• “O pagador de promessas”, de Dias Gomes;

• “O santo e a porca”, de Ariano Suassuna.