29 mar, 2007

-São Paulo repagina livrarias - Folha de S. Paulo - 18/03/2007

Livraria da Vila abre hoje nova loja com arquitetura de "luxo";
Cultura segue a tendência nos próximos meses

Teatros, auditórios, bares e restaurantes são oferecidos como vantagens a público que poderia comprar livros na internet ou em megastores

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29 mar, 2007

-Oferta de obras digitais aumenta no Brasil - Valor Econômico - 27/03/2007

O mercado de livros digitais ainda é incipiente no Brasil. Porém, há várias iniciativas que estão ampliando a oferta do produto na internet, principalmente por parte das bibliotecas. Também há apostas comerciais no segmento, como a do site eBookCult que, a partir de abril, passa a vender também um tipo de eBook reader (aparelho que armazena os arquivos e no qual as pessoas podem ler os livros).  (Mais)

8 mar, 2007

-Best-sellers são alvo de pirataria na internet -Caderno G-Gazeta do Povo-06/03/2007

por LUÍS CELSO JR. - GAZETA DO POVO ONLINE

Os best-sellers são o principal alvo da pirataria de livros
Os best-sellers são o principal alvo da pirataria de livros
Assim como acontece com a música e os filmes, os livros também são alvos da pirataria na internet. Em programas de conexão entre usuários (P2P ou torrent) não é difícil se encontrar obras digitalizadas, principalmente best-sellers como “O Código Da Vinci”, “Harry Potter” e “O Monge e o Executivo”, o que viola a Lei de Direitos Autorais (LDA). Na web, devido à maior vigilância, esse tipo de pirataria explícita é mais rara, mas ainda assim pode acontecer.

Ao contrário do que muita gente pensa, fazer o download de quaisquer obras intelectuais, mesmo que para fins não comerciais, caracteriza pirataria, pois viola a licença, que são os termos de uso, para qual aquela obra foi cedida.

Segundo a LDA (Lei n.º 9.610 de 19 de fevereiro de 1998), com exceção de pequenos trechos, é proibido reproduzir ou distribuir uma obra sem a autorização do autor, que é o detentor dos direitos da mesma. De acordo com Rafael de Sampaio Cavichioli, professor de Direito Civil do Unicenp, a proteção acontece desde a concepção da obra. "No momento em que se cria uma obra intelectual o autor possui os diretos sobre ela, independente de um registro", explica.

Portanto, para que uma obra seja distribuída gratuitamente na internet, é necessário que ela se enquadre em uma das duas condições: que ela esteja em domínio público, o que ocorre 70 após a morte do autor; ou que o próprio autor autorize, o que vem ocorrendo por meio de licenças públicas como o Creative Commons (entenda melhor como funciona).

Os livros digitais

Theo Marques/Gazeta do Povo
Theo Marques/Gazeta do Povo / Os e-books ainda encontram resistência dos leitores. Muitas pessoas preferem o papel
Os e-books ainda encontram resistência dos leitores. Muitas pessoas preferem o papel
Apesar da pirataria, há muito livros que são distribuídos de graça na internet, e com total legalidade. Os e-books (também chamados de livros digitais, livros eletrônicos ou livros-e) já estão disponíveis na rede há muito tempo. Devido ao tamanho reduzido dos arquivos e à facilidade de digitalização, o material já era colocado à disposição antes mesmo das músicas ou vídeos. A prática só cresce à medida que a tecnologia evoluiu. A quantidade de material distribuído em diversas línguas é muito grande.

Somente o Project Gutenberg (Projeto Gutenberg) tem no catálogo mais de 20 mil obras, com inserção de 50 novos textos por semana. Iniciado em 1971, pelo americano Michael Hart, então na Universidade de Illinois, o projeto também se denomina a mais antiga biblioteca digital do mundo. O primeiro texto inserido no sistema foi a Declaração de Independência dos Estados Unidos da América, que também é considerado o primeiro e-book.

E-books
Confira uma lista de alguns dos sites que fornecem e-books gratuitos
Atualmente na web há diversos sites e bibliotecas digitais (também chamadas bibliotecas virtuais), tanto em português quanto em outras línguas. No Brasil, alguns dos maiores são o Cultvox, que oferece cerca de 500 livros gratuitos e possibilita a compra de outros títulos em formato digital; o Virtual Books, que possui também outros serviços como entrevistas e resumo de jornais; e o eBookCult, que oferece além de livros diversas informações sobre a cultura dos e-books, notícias, links, dicas de software e hardware para leitura.

Resistência e Receptividade

Olho seco
Ar-condicionado e muito tempo no computador podem causar a Síndrome do Olho Seco. Veja como se prevenir
Mesmo sendo a mídia digitalizada há mais tempo, os e-books sofrem resistência de muitos usuários devido ao incômodo em permanecer longos períodos lendo no computador. Além dos problemas posturais, causados pelo posicionamento incorreto na cadeira e em relação ao computador, o leitor está sujeito a complicações oftalmológicas.

No entanto, há pessoas que dizem não sentir esse mal estar. "Eu acho melhor ler no computador. Posso aumentar e diminuir a letra conforme o meu gosto. Além do fato de ser de graça", afirma o jornalista Marcos Alede (26). "Eu acho que é bem mais prático [ler no computador]. Se há algum problema de saúde nesse sentido, a tecnologia está caminhando para resolver", diz Alede referindo-se a novos softwares e hardwares que prometem solucionar o problema.

Sebos online
Se você também não abre mão de ter um livro de papel e precisa de uma opção acessível, veja a lista de sites de sebos que a Gazeta do Povo Online preparou
Mesmo assim, para algumas pessoas a sensação de ter o livro em mãos é importante. É o caso da diretora da Faculdade de Tecnologia Instituto Politécnico do Paraná, Valdelúcia Krüger (53). "Acho que o leitor tem uma relação com a obra que se consolida com o manuseio do livro. O computador é impessoal. Para mim ele distancia, não permite as emoções da leitura", afirma. "Mesmo para ler jornais e revistas há todo um charme que no computador não tem. Não leria jamais um livro no computador porque não tem a emoção do livro", finaliza.

Já a doutora em história social Ana Paula Vosne Martins (45), professora da Universidade Federal do Paraná, afirma que não gosta de ler no computador, mas usa os e-books. "Não tenho o hábito de baixar livros digitais. Só uso quando não acho [para vender] o título que eu quero", afirma. "Acho que deveria existir muito mais [livros digitais gratuitos] porque facilita o acesso às obras. Não significa que o livro de papel vai acabar, mas o preço democratiza o conhecimento", enfatiza.