28 ago, 2007

-Quem vai ler nosso futuro? Cláudia Costin 16/03/2007 Blog do Galeno

As pesquisas de mercado e avaliações do ensino médio e superior não deixam dúvidas: o brasileiro lê pouco, muito pouco.

Baixa escolaridade e baixo poder aquisitivo certamente estão entre as causas da pouca afeição à leitura. Mas não há dúvida de que a falta de incentivo é uma grande indutora desse processo, que deixa milhares de brasileiros à margem da cidadania. Cabe ao Estado mudar esse quadro. E é possível fazê-lo com uma política cultural destinada a aumentar o espaço dedicado às letras, formar o hábito da leitura e tornar o livro um objeto acessível para qualquer pessoa.

Ler é uma atividade fundamental para que as civilizações promovam a circulação de idéias, a geração e a troca de conhecimento. É pela leitura que a pessoa se prepara para pensar, compreende melhor o mundo e se torna apta a solucionar problemas. Mas o livro é, acima de tudo, prazer estético, entretenimento, encantamento. E ninguém se encanta pelo que desconhece, pelo que lhe é tão distante e indiferente. Algum estímulo é necessário. O que, no caso, passa pela família, pela escola e, em última instância, por uma política pública adequada.

Segundo a Câmara Brasileira do Livro, 61% dos brasileiros adultos alfabetizados não têm praticamente contato nenhum com livros. A leitura atrai apenas um terço dos alfabetizados -praticamente todos das classes A e B-, e mais da metade dos compradores de livros está em apenas seis Estados, das regiões Sul e Sudeste, justamente os mais ricos. Ou seja, assim como a renda, a leitura também é concentrada neste país marcado pela exclusão social.

A desigualdade retratada pelos números se realimenta a cada dia de um círculo vicioso: o jovem que não lê se transforma no pai que se mantém ao largo dos livros ou no professor sem leitura, ao qual falta a consciência crítica necessária para o exercício de educar. Um moto-contínuo garantido pela dificuldade de acesso a livros, jornais e revistas, seja por questões econômicas, seja pela inexistência de livrarias ou bibliotecas.

O Brasil tem hoje apenas 1.500 livrarias, enquanto o ideal seria existirem pelo menos 10 mil. E mais: cerca de 1.300 municípios brasileiros das regiões mais pobres não dispõem de nenhuma biblioteca. Uma realidade que faz da formação de leitores um dos maiores desafios educacionais do país.

Uma política cultural que nos permita enfrentar e vencer esse desafio terá de levar em conta alguns fatores. O primeiro deles é que crianças, jovens, adultos e idosos têm necessidades diferentes e precisam ser atendidos de forma distinta.

As publicações infanto-juvenis, por exemplo, podem combinar conteúdo educacional com textos atraentes. Temos grandes autores no segmento infantil, mas poucas publicações de qualidade para jovens de 13 a 17 anos, o que se pode mudar com uma política articulada de incentivo.

De qualquer forma, o bom livro de nada adiantará se não puder chegar à mão do leitor. Por isso, deve-se incentivar a criação de bibliotecas públicas, escolares e comunitárias que funcionem até mesmo à noite e nos fins de semana. Quando a escola já tiver uma biblioteca, que ela seja aberta à comunidade, principalmente nos municípios mais pobres, para que toda a população possa ter contato com os livros. Claro, é preciso capacitar os professores e bibliotecários para que trabalhem como agentes incentivadores da leitura.

Quando aumentarmos o número de bibliotecas e de leitores, naturalmente abriremos espaço para baratear o preço do livro, outro entrave na disseminação do hábito da leitura. Novamente estamos diante de um problema de gestão pública: no Brasil, apenas 1% da produção editorial destina-se às bibliotecas, enquanto nos Estados Unidos 30% dos livros editados são adquiridos pelos acervos públicos.

Nossa experiência na Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo comprova que há soluções simples e com impacto imediato na transformação de habitantes de municípios com baixíssimo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) em leitores apaixonados, aptos a aprender e a se desenvolver ao longo da vida.

Os resultados já alcançados reforçam a convicção de que só pela leitura conseguiremos realmente fazer de cada brasileiro um cidadão pleno. Um cidadão capaz de pensar e construir um futuro em que desenvolvimento pressuponha inclusão social.

28 ago, 2007

-Bibliotecas em tempo de guerra- Affonso Romano de Sant´Anna 01/07/2007 Correio Braziliense

Como escritor, como ex-presidente da Biblioteca Nacional do Brasil ou como um simples cidadão, não poderia ficar indiferente diante das notícias do que ocorre com a Biblioteca Nacional do Iraque e das agruras de seu diretor, Saad Estkander.

Durante a estúpida invasão americana naquele país, em 2003, eu havia escrito uma crônica assinalando que se estava arrasando um dos patrimônios mais valiosos da história da humanidade, ao despejarem toneladas de bombas e passarem tanques em cima de ruínas históricas onde estão os míticos rios Tigre e Eufrates, naquelas bandas onde estava a Nínive do profeta Jonas, na paisagem onde se construiu a Torre de Babel e onde reinou Nabucodonosor, na terra onde se escreveu o código de Hamurabi e no cenário das aventuras de Gilgamesh.

Agora vejo uma fotografia onde um funcionário da Biblioteca Nacional do Iraque, entre os destroços da seção de obras raras, recolhe livros queimados, arruinados. E descubro que o diretor Saad Estkander, impotente diante do descalabro, resolveu fazer um diário na internet narrando as coisas terríveis e estapafúrdias que ocorrem.

Eu já estava, de alguma forma, familiarizado com a lastimável situação de algumas bibliotecas, a começar da nossa, quando a assumi e via livros empilhados pelos corredores ou expostos à chuva e à incúria. Na guerra que também travava, lembro-me que uma bala perdida caiu, certa manhã, a dois metros de minha mesa de trabalho. Mandei recolhê-la à seção de obras raras. Mas lembro-me também, no plano internacional, de quando recebi um espantoso comunicado expedido pelo diretor da Biblioteca Nacional da Rússia pedindo socorro, exatamente, socorro!, pois aquela instituição estava sendo espoliada e à deriva, logo que o comunismo desintegrou-se e não se sabia em que direção aquele país ia. Assim, um dos maiores acervos do mundo parecia ir a pique, num naufrágio titânico. Já tinha, na mesma linha, ouvido, em Moçambique, o ministro da Cultura me narrar que todas as bibliotecas do país haviam sido destruídas nos muitos anos de guerrilha.

Mas essa outra notícia, agora, sobre o que está ocorrendo no Iraque é por demais perturbadora.

Ali foram destruídos, com a guerra, 60% do material arquivado e 95% dos livros raros. Ou seja, a guerra arrasa tanto os monumentos de cal e pedra quanto as obras monumentais do passado. E o diário do acuado diretor da BN iraquiana vai narrando, por exemplo, que “o dia 3 de fevereiro foi um dos mais sangrentos. Um caminhão explodiu na área de Al Sadriya. Mais de 150 pessoas inocentes morreram e 250 ficaram feridas”. Nos dias seguintes, mais explosões, cortes de luz e água; noutro dia, desaparecimento de funcionário seqüestrado ou, até mesmo, o assalto ao ministro da Cultura, ao sair do banco, quando levaram todo o seu salário. E assim por diante. Fora isso, segue descrevendo uma outra guerra, a guerra da burocracia, menos barulhenta, mas mesquinha e danosa.

Muitos de nós já vimos uma espantosa e ao mesmo tempo encorajadora foto tirada durante os bombardeios nazistas de 1940, em Londres. O cenário é uma biblioteca bombardeada, destelhada, mas, entre os destroços, três senhores, britanicamente vestidos, com capote e de chapéu, contemplam e examinam livros que restaram nas estantes. Como diz Alberto Manguel em Uma história da leitura, “eles não estão dando as costas para a guerra nem ignorando a destruição. Não estão escolhendo os livros em vez da vida lá fora. Estão tentando persistir contra as adversidades óbvias; estão afirmando um direito comum de perguntar; estão tentando encontrar uma vez mais – entre as ruínas, no reconhecimento surpreendente que a leitura às vezes concede – uma compreensão”.

É isso que também cada um de nós procura entre as ruínas desta e de outras guerras.


28 ago, 2007

-Leitura, pra quê? Adelson Fernando 11/7/2007 Blog do galeno

Quando o aluno se depara na Universidade com a leitura de certos textos, logo se descobre as dificuldades de entendimento e um estranhamento com a linguagem contida neles. O processo mental acrítico favorece esse estranhamento. Ler significa aquela qualidade que faz a diferença entre o que percebe o mundo e o apreende como forma de domínio de campo e o que deixa o conhecimento passar sem sentido, sem se dá conta de sua relevância e vigor. (Mais)

27 ago, 2007

-O aniversário da coleção Vaga-lume -Gazeta do Povo-26-08-2007

Série completa 35 anos e ainda encanta leitores de diferentes idades. Em comemoração à data, a Editora Ática pretende lançar outros títulos – além dos 90 já disponíveis nas livrarias e bibliotecas do país (Mais)

10 ago, 2007

-Biblioteca digital ao alcance de todos..

Uma bela biblioteca digital, desenvolvida em software livre :) mas que está prestes a ser desativada por falta de acessos...Imaginem um lugar onde você pode gratuitamente:
. Ver as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci ;
· E
scutar músicas em MP3 de alta qualidade;
· Ler obras de Machado de Assis ou a Divina Comédia;
· Ter acesso às melhores historinhas infantis e vídeos da Tv Escola
· E muito mais ...

Esse lugar existe!!

O Ministério Da Educação disponibiliza tudo isso no site:

www.dominiopublico.gov.br

Só de literatura portuguesa são 732 obras!

Estamos em vias de perder tudo isso, pois vão desativar o projeto por desuso, já que o número de acesso é muito pequeno. Vamos tentar reverter esta situação, divulgando e incentivando amigos, parentes e conhecidos, a utilizarem essa fantástica ferramenta de disseminação da cultura e do gosto pela leitura.


9 ago, 2007

-Deseja fazer doação de livros em Curitiba, mas não sabe pra quem??

Aos interessados em fazer uma limpa e doar livros, cadernos, roupas, materiais escolares que estão sem uso em casa...No Uberaba, funciona o Centro de Educação Infantil Curumim, entidade pública a serviço da comunidade que funciona como creche e Projeto.Eles estão fazendo uma campanha de arrecadação de livros e materiais escolares, de todos os tipos, e estão aceitando doações.Se for grande quantidade, eles buscam no local.Lá eles receberão as doações de coração aberto!
Falar com Igle Boelter (diretora) ou Claudete.
3366-3994
Rua Dona Saza Lates, 116
Curitiba PR


7 ago, 2007

-Leitura, pra quê?-Adelson Fernando-Gestão Universitária - 11/7/2007

Quando o aluno se depara na Universidade com a leitura de certos textos, logo se descobre as dificuldades de entendimento e um estranhamento com a linguagem contida neles. O processo mental acrítico favorece esse estranhamento. Ler significa aquela qualidade que faz a diferença entre o que percebe o mundo e o apreende como forma de domínio de campo e o que deixa o conhecimento passar sem sentido, sem se dá conta de sua relevância e vigor. (Mais)

7 ago, 2007

-Colecionador de palavras-Gabriel Perissé-Correio da Cidadania - 19/7/2007

O colecionismo figura entre as manias humanas mais interessantes. Revela nossa capacidade de fazer recortes no universo e criar microcosmos temáticos. Nesses pequenos mundos, construídos com carinho e obsessão, o colecionador se torna especialista, pesquisador contumaz, “pastor” zeloso de um rebanho de coisas e símbolos. (Mais)

7 ago, 2007

-Livros na era digital-O Estado de S. Paulo (por Pedro Doria) - 06/08/2007

Na semana passada, o assunto cá da coluna foi a OpenLibrary, projeto para digitalizar todos os livros do mundo. É o terceiro destes projetos, que incluem também um do Google e outro da Microsoft. (Mais)

7 ago, 2007

-Notícias do futuro-Folha de S. Paulo (por Carlos Eduardo Lins da Silva) - 04/08/2007

Das análises já publicadas sobre o destino dos jornais diários impressos diante do assédio que sofrem das novas formas de comunicação, nenhuma é mais relevante do que a de Philip Meyer, professor da Universidade da Carolina do Norte, no livro "Os Jornais Podem Desaparecer?", agora lançado no Brasil.  (Mais)

4 ago, 2007

-Um país de 320 milhões de livros-Blog do Galeno 02-08-2007

Para ler mais, o país precisa de livros. Para ter mais livros - e fazer chegar às livrarias e outros pontos de venda, às escolas, às bibliotecas e, em especial, às mãos dos leitores - é preciso escrevê-los e publicá-los. (Mais)

3 ago, 2007

-Brasil tem 5 universidades entre as 500 melhores do mundo-Terra-3 de agosto de 2007

O ranking 2007 das 500 melhores universidades do mundo, divulgado desde 2003 pela Shanghai Jiao Tong University, na China, classificou cinco instituições brasileiras. A primeira a aparecer é a Universidade de São Paulo (USP), entre as 200 melhores.

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