27 set, 2007
-Você sabia? Extraído do site da CBL
27 set, 2007
-Um só português - Jornal do Comercio 26/09/2007
22 set, 2007
-O amansa-burros por Ivo Sefton de Azevedo
Agradecemos ao nosso cliente Ivo Sefton de Azevedo que nos mandou esse texto para publicação no blog!
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O vô estava muito bem acomodado numa poltrona quando ouviu aquele característico bulício no corredor, a partir do elevador, em direção à porta de entrada do apartamento. É claro, só podia ser aquela sua netinha. Soou a campainha e ele foi atender à porta.
- Vô ! Preciso da tua ajuda. A profe disse que amanhã todo o mundo tem que chegar na escola sabendo o que é amansa-burros. E eu não sei o que é.
- Já vamos dar um jeito nisso.
E foi apanhar na estante uma porção de volumes: Dicionário Houaiss da língua portuguesa, Novo Aurélio Século XXI, Michaelis Moderno Dicionário da Língua Portuguesa, Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea em 2 volumes publicados pela Academia das Ciências de Lisboa . . . Espalhou-os sobre a mesa da sala de jantar e disse à menina:
- Taí. Podes procurar nesses dicionários todos aí. Acho que vais acabar descobrindo o que é amansa-burros . . .
A menina fez uma careta de decepção, imaginando que o vô deveria ter a resposta na ponta da língua, poupando-a da chatíssima tarefa de pesquisar naqueles imensos e pesados livrões em cima da mesa. Mas o vô tinha lá as suas manias. Achava que o que se aprende com exagerada facilidade e rapidez também logo e rapidamente é esquecido. Agora, o que custa esforço para ser encontrado e absorvido mais dificilmente será esquecido. Voltou para a sua poltrona, apanhou uma revista e ficou esperando, longos minutos, até que a menina, muito triste e meio desesperada, lhe disse, com voz quase chorosa:
- Não achei esse tal de amansa-burros em nenhum desses livros !
O vô não conseguia acreditar:
- Mas nenhum deles explica o que é amansa-burros ? Não pode ser ! Deixa o vô conferir.
E lá se foi ele a folhear, um por um, os seus preciosos dicionários. E não é que a sua neta tinha razão !? Nenhum, mas nenhum mesmo, apresentava o verbete amansa-burros ! . . .
- Mas isso é um absurdo ! Como é que esses dicionários, com milhares de páginas, não são capazes de registrar o que é um amansa-burros ?!
Não se deu por achado. E não queria dar o braço a torcer. É claro que o vô sabia o que é um amansa-burros. Mas também queria que a netinha tivesse o prazer de descobrir, ela própria, o significado da esquisita expressão. E pensou se não seria o caso, em desespero de causa, de consultar um dicionário espanhol . . . Ora, ora . . . Foi apanhar a vigésima segunda edição do Diccionario de la Lengua Española, publicado, em 2001, pela prestigiosa Real Academia Española. E lá encontrou, numa única e curta linha, na página 131 do 1º volume, isto aqui:
amansaburros. m. fest. El Salv. diccionario
Isso queria dizer, então, que na República de El Salvador, o substantivo masculino amansaburros é usado, de forma chistosa ou espirituosa, com o significado de diccionario . . . Tal como em português . . .
- Cá pra nós - pensou o vô - precisei de um dicionário espanhol para documentar que amansaburros ou amansa-burros não é outra coisa senão um dicionário ! Com que cara eu fico diante da minha neta ? Faço esse brutal empenho para que se use o dicionário e os meus belos, imensos (e caros . . .) dicionários me fazem passar essa vergonha ! . . . E agora, daqui em diante, como é que eu vou poder convencer a menina de que consultar o dicionário é o que se deve fazer para saber o significado de qualquer palavra ainda desconhecida ? . . .
Os editores desses belos dicionários que não possuem o verbete amansa-burros devem ao público brasileiro e português uma explicação convincente. Mas é difícil acreditar que consigam apresentá-la.
Que fez, então, o vô ? Acabou ele mesmo tendo de explicar à netinha o significado da expressão . . . E a vó dava risada, acrescentando:
- É isso aí, minha neta ! Eu sempre digo que não preciso consultar o dicionário porque o teu vô é um dicionário ambulante ! . . . :-)
20 set, 2007
A morte de um livraria (Rascunho- seção Ponto Final)
Com o fechamento da Guerreiro, Curitiba perde mais uma livraria de rua
Assisto ao vivo e a cores (como se dizia na década de 70) à morte de uma segunda livraria. Agora a do Joaquim, a Guerreiro. A primeira foi a minha própria, que faleceu em meus braços, agonizante, e eu esperando até o último instante por um milagre que não veio, apesar de os meus amigos terem organizado uma cooperativa na tentativa de evitar o fechamento da Eleotério.
Um advogado e um consultor empresarial me aconselharam a esquecer; ou melhor, agradecer a todos e começar tudo do zero. Matutei ainda por uns dias, mas analisando friamente, não cedi a impulsos e recomecei de balconista no “quintal onde nasci como livreiro” — nos arredores da Universidade Federal do Paraná. Estava na Guerreiro. Após 22 anos de Livraria Chain, sete como empresário, era agora um “guerreiro”, literalmente.

8 set, 2007
-O apaixonado plágio - Milton Hatoum - 21/08/2007
8 set, 2007
-William Ospina - A Cidade dos livros - Blog do Galeno - 04/09/2007
8 set, 2007
-Um novo modo de ler - Muniz Sodré - Blog do Galeno - 23/04/2007o
8 set, 2007
-Como se aprendia português - Deonisio da Silva - 31/05/2007 - Blog do Galeno
8 set, 2007
-O Livro e a História - Pedro A. Biondo-Blog do Galeno 03/09/2007
Depois que os dois livro eu li,
Fiquei me sintindo bem,
E ôtras coisinha aprendi
Sem tê lição de ninguém.
Na minha pobre linguage,
A minha lira servage
Canto o que minha arma sente
E o meu coração incerra,
As coisa de minha terra
E a vida de minha gente.
(Aos Poetas Clássicos, Patativa do Assaré)
O que é história? Apesar da resposta ser simples, poucos respondem com precisão. História é o registro dos fatos, o que pode ser feito através da escrita ou da gravação de sons ou imagens. Com certeza a escrita foi a primeira a registrar com detalhes os fatos que se tornaram história. A pré-história é o período no qual os estudiosos classificam o que aconteceu antes da escrita. Mas antes da escrita, foi necessário a codificação de sons que representavam as ações, fatos ou coisas. Esta codificação é o que chamamos de linguagem.
