28 nov, 2007
Manuscrito de García Lorca é vendido por mais de US$ 45 mil
Publicado em 28.11.2007, às 11h15
Um poema do espanhol Federico García Lorca, que faz parte de seu livro mais aclamado, "Poeta em Nova York" (1929), foi vendido nesta quarta-feira em um leilão na Sotheby's de Londres por US$ 45.583.
A identidade do comprador, que deu seu lance por telefone, não foi divulgada. Mas, segundo especialistas, pode se tratar do ministério da Cultura espanhola e a Fundação Federico García Lorca, que teriam feito uma oferta conjunta para obter esse precioso manuscrito.
O manuscrito do poema "Crucifixión", que García Lorca teria dado de presente a um amigo, Miguel Benítez, sem ter feito cópia, estava avaliado pela Sotheby's entre US$ 40 mil e US$ 60 mil.
Fonte: JC Online- www.jc.uol.com.br
23 nov, 2007
-A profissão do livreiro
Entre os mais humildes comércios do mundo está o do livreiro. Embora sua mercadoria seja á base da civilização, pois que é nela que se fixa a experiência humana, o livro não interessa ao nosso estômago nem a nossa vaidade. Não é portanto compulsoriamente adquirido. – O pão diz ao homem: ou me compras ou morres de fome; - O batom diz á mulher: ou me compras ou te acharão feia. E ambos são ouvidos. Mas se o livro alega que sem ele a ignorância se perpetua, os ignorantes dão de ombros, porque é próprio da ignorância sentir-se feliz em si mesma, como o porco com a lama. E, pois o livreiro vende o artigo mais difícil de vender-se.
Qualquer outro lhe daria maiores lucros; ele o sabe e heroicamente permanece livreiro. E é graças a esta generosa abnegação que a árvore da cultura vai aos poucos aprofundando as suas raízes e dilatando a sua fronde. Suprimam-se o livreiro e estará morto o livro – e com a morte do livro retrocederemos á idade da pedra, transfeitos em tapuias comedores de bichos de pau podre. A civilização vê no livreiro o abnegado zelador da lâmpada em que arde, perpetua, a trêmula chamazinha da cultura. ”
- Monteiro Lobato
22 nov, 2007
Leitor de livro eletrônico da Amazon renova a leitura digital
Kindle gasta pouca energia e oferece internet sem fio grátis nos Estados Unidos.
Livros custam a partir de US$ 3; usuário também pode assinar jornais e blogs.
"Kindle", o futuro do livro impresso?
É preciso muita audácia para lançar um leitor de livro eletrônico em 2007. Sem dúvida, a idéia tem o seu atrativo: um leitor eletrônico permite que você armazene centenas de livros, pesquise ou pule para qualquer parte do texto e aumente o tamanho da fonte quando sentir a vista cansada.
Mas os contra-argumentos não são menos convincentes. Os livros impressos são baratos, nunca ficam sem bateria e sobrevivem a quedas, derramamentos e atropelamentos. Além disso, seu formato de arquivo ainda poderá ser lido daqui a 200 anos.
Assim, os aparelhos para ler livros eletrônicos continuam chegando e frustrando, como é o caso do Rocket eBook Reader, do Gemstar, Everybook, SoftBook e Librius Millenium Reader. O Sony Reader continua nas lojas, custando US$ 350 e abocanhando literalmente dezenas de vendas.
Mas na segunda-feira (19), a Amazon lançou o seu próprio leitor de livros eletrônicos, o Kindle. O produto chega ao mercado custando US$ 400, sendo que o material de leitura é vendido separadamente. Esse pessoal enlouqueceu?
5 nov, 2007
Viver de livros antigos- Jormal Primeiro de Janeiro - Portugal - 5 de novembro de 2007
Apesar de todas as inovações que nos desafiam no dia-a-dia, a profissão de alfarrabista persiste no tempo e mantém-se fiel à sua ideologia: Vender livros antigos. Nos alfarrábios, além da qualidade dos livros antigos, procura-se preços acessíveis ao bolso de cada um.
(Mais)