24 jun, 2010

Arquitetos holandeses transformam igreja em livraria

A empresa holandesa de arquitetura Merkx + Girod assumiu o projeto de revitalizar e transformar em uma livraria uma antiga igreja dominicana em Maastricht, na Holanda, que foi chamada de Boekhandel Selexyz Dominicanen. Para manter as características da igreja e, ao mesmo tempo, proporcionar um espaço comercial, os arquitetos adotaram a simples ideia de erguer uma estrutura preta de ferro de um lado da nave, em que os livros são armazenados. Do lado oposto, há apenas alguns stands baixos com exemplares de diversos títulos. Há ainda uma seção para café e socialização no final do corredor. O projeto garantiu a vitória do prêmio Lensvelt de Architect Interior, cujos juízes disseram-se impressionados com a simples solução espacial, além da iluminação, que a empresa conseguiu obter. (Mais)

28 mai, 2010

Manual de leitura no ônibus - José Carlos Fernandes

“Tenho lido a média de dois livros por mês na linha Boqueirão-Carlos Gomes. Nunca tive enjoos ou naúseas. Leitura é um santo remédio...” Carlos Eduardo Guariente, 39 anos, gestor de marketing, na Carta do Leitor da Gazeta do Povo (Mais)

25 mai, 2010

Lula sanciona lei que determina instalação de bibliotecas em escolas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que determina a instalação de bibliotecas em todas as instituições de ensino do país, incluindo públicas e privadas. De acordo com o texto, publicado no "Diário Oficial" da União nesta terça-feira (25), cada biblioteca deve ter, no mínimo, um título para cada aluno matriculado. (Mais)

21 mai, 2010

LEI DO LIVRO

LEI Nº 10.753, de 30 de outubro de 2003
Institui a Política Nacional do Livro

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

CAPÍTULO I
DA POLÍTICA NACIONAL DO LIVRO
DIRETRIZES GERAIS
Art. 1° Esta Lei institui a Política Nacional do Livro, mediante as seguintes diretrizes: (Mais)

21 mai, 2010

Mais renda, mais livros

A chegada de milhões de famílias à condição de classe média nos últimos cinco anos não atiçou só os negócios dos vendedores de livros porta a porta. Também as editoras de livros técnicos, científicos e profissionais continuam a registrar uma maior participação nas vendas dos consumidores das classes C e D, uma fatia no mercado que por muito tempo não teve a merecida atenção das principais editoras brasileiras. Com a melhora da economia brasileira bem antes das outras economias mundiais, o negócio do livro no Brasil anda ansioso para ver como se comportaram as vendas nesse e em outros segmentos em 2009.
A Câmara Brasileira do Livro e o Sindicato Nacional dos Editores de Livros já estão com os números no forno
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18 mai, 2010

Você sabe o que significa "VULGATA"?

Surgiu a dúvida, um cliente telefonou e pediu uma Biblia Vulgata, o Thiago atendeu e informou que não tinhamos, daí veio a pergunta: "o que quer dizer vulgata?"

Fomos na wikipedia e encontramos a seguinte descrição:

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17 mai, 2010

Como fazer sucesso e influenciar o destino

Escritores, professores universitários e especialistas repercutem dados de uma pesquisa que mostra que 35% dos brasileiros percebem que ler resulta em ascensão social

Publicado em 17/05/2010 | Marcio Renato dos Santos na Gazeta do Povo (Mais)

13 mai, 2010

Pesquisa IBGE Mais cidades têm bibliotecas, mas cai total de municípios com livrarias

De 1999 para 2009, cresceu em 22% total de cidades com bibliotecas

O total de municípios brasileiros com bibliotecas públicas aumentou 22% entre 1999 e 2009, enquanto que o percentual de cidades com pelo menos uma livraria diminuiu 21%, aponta a nova edição da Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic), divulgada nesta quinta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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30 abr, 2010

Mais de 20% dos municípios brasileiros não têm bibliotecas públicas

Censo foi realizado no ano de 2009 em todo o país. Ministério diz que em algumas cidades já houve implementação (Mais)

26 abr, 2010

Curitiba mobilizada pelos livros - Bibliotecas acessíveis e sem burocracia democratizam o prazer da leitura

Não fossem os livros para empréstimo disponíveis no Terminal Pinheirinho, em Curitiba, a empregada doméstica Ana Gilda de Paula Ferreira não teria frequentado uma bi­­­blioteca até hoje. Não havia bibliotecas onde ela estudava na infância, em Palmital, no Centro-Sul do Paraná. No alto dos seus 42 anos, sustenta o gosto pela literatura relendo os livros que tem em casa.
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22 abr, 2010

O desafio de enfrentar os clássicos juvenis

A estreia de Alice no País das Maravilhas, a mais nova adaptação literária para o cinema, é uma oportunidade de incentivar os adolescentes a lerem livros infanto-juvenis de séculos atrás

Cena da primeira versão de Alice no País das Maravilhas, de Walt Disney, de 1951. “Tem algumas aventuras em que gosto de me imaginar. É bem mais legal do que ver na tevê, que já vem com aquela imagem definida. Já cheguei a voar 100 metros!” Igor Dalsenter (foto acima), aluno da 4ª série do Colégio Medianeira

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20 abr, 2010

Algumas ideias boas sobre textos curtos

O belga radicado na Argentina Julio Cortázar sacou uma metáfora esportiva para explicar o efeito do conto sobre o leitor. Se o romance vence por pontos, o conto o faz com um nocaute. É talvez a frase mais famosa ligada ao gênero. Tão difundida que você esquece de ouvi-la de verdade, de reagir a ela.

“A definição de Cortázar é divertida, mas não deixa de ser um jogo de palavras. Se formos desmontá-la, mesmo que de brincadeira, como agora, nada nos impedirá de afirmar que alguém pode ser nocauteado no último assalto de uma longa luta de boxe”, diz Luís Henrique Pellanda, autor de O Macaco Ornamental (Bertrand Brasil). (foto)

Fato. Dentro dessa lógica, também existem romances que nocauteiam e contos que vencem por pontos...


Dalton
Se os islâmicos rezam voltados para Meca, os contistas deveriam fazer genuflexões para Taganrog (cidade em que nasceu o russo Anton Chekhov), ou ainda para Fécamp (a do francês Guy de Maupassant). Se o escritor for brasileiro, poderia orar em direção ao Rio de Janeiro de Machado de Assis, ou, por que não?, à Curitiba de Dalton Trevisan.

Chekhov dizia que conto era uma história da qual se tirou o começo e o fim. O manauara Milton Hatoum (A Cidade Ilhada) diz algo parecido quando afirma que ele “deve começar pelo meio e deixar a cena final ou o desfecho para a imaginação do leitor. Os desdobramentos da intriga e das personagens, tão necessários ao romance, devem estar latentes no conto”.


?
Mais da metade dos escritores ouvidos pela reportagem devolveram respostas que foram arrematadas com perguntas na linha de “É isso?” e “Faz sentido?”. Pellanda defende um conhecimento instintivo. “Quando lemos um texto literário, intimamente sabemos dizer se aquilo se trata ou não de um conto”, diz.

Conto é uma ferramenta imprescindível no trabalho de Flávio Moreira da Costa, organizador de várias antologias importantes – o homem que conseguiu colocar o gênero nas listas de mais vendidos com livros que compilavam histórias usando temas diversos, do humor ao sexo. No entanto, ele admite não gostar de definições.

Respondendo de uma lan house em Paris, onde faz pesquisas para seus próximos trabalhos, Moreira da Costa lembra que, certa vez, um leitor o pressionou pedindo uma definição de conto durante uma palestra em Curitiba. “Acabei concluindo que conto é uma travessia que traz em si mesma – na ação, no personagem, no leitor – uma transformação antes do final.”
Outros preferem um direto de direita (para voltar à metáfora de Cortázar). Veja Raimundo Carrero, autor de Minha Alma É Irmã de Deus: “Conto é como riscar fósforo: mal acende, já apagou”.


Fácil
Há ainda quem coloque o conto próximo da poesia pela precisão que exige. Dizem que escrever narrativas curtas seria mais complicado do que produzir um romance, mas isso é relativo demais. Sérgio Rodrigues, que acaba de publicar a coletânea Sobrescritos (Arquipélago), admite ter mais facilidade com o conto e penar para escrever romances.


Monogamia
Curiosos são os casos de autores monogâmicos, fiéis a um único formato. Dalton Trevisan não larga o conto por nada. Jorge Luis Borges nunca escreveu histórias longas. Chekhov suou para fazer romances e chegou a escrever dois ou três, mas seu negócio era o conto.


Sem regras nem fórmulas
Viagens à parte, é possível listar certas características que ajudam a definir um conto, ou pelo menos a chegar perto disso.

“Síntese, suspense, surpresa – mas é muito mais do que isso, ou bem menos do que isso, se pensarmos no lema do minimalismo, less is more ('menos é mais')”, diz o escritor e jornalista Roberto Muggiati, organizador do volume A Selva do Dinheiro (Record).

Todo mundo parece concordar que não há regras nem fórmulas e tudo o que pode ser afirmado sobre o conto não consegue engessá-lo. “É uma narrativa estratégica. Um cálculo. Enquanto narra uma história – de forma precisa e densa – oculta uma outra, elíptica e fragmentária, cujo sentido se desvela no final fundindo as histórias de forma surpreendente”, diz Livia Garcia-Roza (A Cara da Mãe), ecoando as palavras do argentino Ricardo Piglia.


Fragmento
Piglia, no livro Formas Breves, afirma que um conto apresenta sempre duas histórias: uma visível que esconde outra invisível. “Para mim, conto é um fragmento de algo que poderia ser maior e mais amplo, caso interessasse ao autor”, diz Marçal Aquino (Cabeça a Prêmio).

Alguém pode reclamar que não cabe aos escritores explicar o conto, mas a ideia aqui foi exatamente essa: sem a visão acadêmica, ver o que diriam os ficcionistas.


Massaud
Talvez seja uma referência banal, mas, no Dicionário de Termos Literários (Cultrix), Massaud Moisés faz um verbete de fôlego para apresentar uma definição elaborada do gênero, abordando temas como “a unidade de ação que gera a unidade de lugar”, a representação do tempo (com lapsos) e o foco narrativo do conto. E mostra que há, sim, uma estrutura reconhecível nos textos curtos – embora não faltem escritores dispostos a detoná-la.


Objetividade, não
“Realmente não gosto e nem posso responder nada com muita objetividade”, diz Luís Henrique Pellanda. “Mas arrisco que um conto decente deve ter entrelinhas largas, abster-se de detalhar demais o recorte de vida comum que optou por narrar, não desmatar muito o terreno ruim que vai explorar e fugir das facilidades do mero anedotismo e das chaves-de-ouro – quando fáceis, esclareço e repito.”


Poética
Para arrematar a conversa, Milton Hatoum diz que Machado de Assis elaborou “uma poética do conto”. “Já no primeiro parágrafo de 'A Causa Secreta', Machado dá uma ótima definição do gênero. Esse conto começa com uma cena de que participam os três personagens principais. Na quinta linha, o narrador escreve: 'Como os três personagens aqui presentes estão agora mortos e enterrados, tempo é de contar a história sem rebuço'. Contar a história sem rebuço: não é esse o primeiro mandamento de quem escreve um conto?”, pergunta Hatoum.

Se Machado diz para não dissimular, quem vai discordar?


Enfim
No mais, ele é fulminante (nocaute), sem começo nem fim, uma travessia transformadora, efêmero (fósforo), sintético, tenso, surpreendente, estratégico, calculista, do tipo “dois-em-um” (história narrada que oculta outra invisível) e é fragmento de algo maior.

Por fim, a extensão de um conto pode criar a ilusão de facilidade, um negócio que se lê rápido. Na verdade, é o oposto disso. Enquanto o romance permite que sua atenção vacile de vez em quando – Roland Barthes chegou a escrever sobre essa experiência –, o conto leva o leitor com rédeas curtas.


(Texto publicado, de maneira um pouco diferente, na Gazeta do Povo de 10 de abril de 2010.)


14 abr, 2010

Turrão, Rascunho completa 10 anos

Jornal literário editado em Curitiba, uma referência nacional, faz aniversário e inspira uma série de projetos que ajudam a mantê-lo, de café até livros


Escreva “jornal literário” no Google e o primeiro resultado a aparecer é a página do Rascunho, a mais duradoura e conhecida publicação de sua espécie. A afirmação não considera os títulos bancados com verba de governo, como o Pernambuco e o Suplemento Literário de Minas Gerais, este o mais antigo do país.

Editado pelo jornalista Rogério Pereira desde abril de 2000, o Rascunho completa dez anos e a expressão “sobreviveu” não é um exagero, pois as dificuldades financeiras nunca deixaram de ameaçá-lo.

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9 abr, 2010

Você só lê de verdade quando usa um lápis

Pode parecer excêntrico para alguém que não se interessa por livros – ou soar como “coisa de jornalista” –, mas gosto de saber mais sobre os hábitos de leitura, os métodos e as manias dos outros.

Se prefere ler sentado ou deitado, se usa marcadores ou dobra as páginas (ou apela para as orelhas do livro), se lê um volume de cada vez ou vários ao mesmo tempo e, sobretudo, se tem o costume de fazer anotações nas margens. Se a resposta for sim para esse último item, surgem várias outras perguntas.


Antônio Costa/ Gazeta do Povo

Antônio Costa/ Gazeta do Povo /
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9 abr, 2010

Entrevista gigante sobre "Chá das cinco com o vampiro"

Amanhã (quinta-feira, dia 18), o escritor e colunista da Gazeta do Povo Miguel Sanches Neto aparece numa entrevista gigante, no “Caderno G”, sobre o seu romance mais recente, Chá das Cinco com o Vampiro.

Escrito ao longo dos últimos oito anos, o livro é um relato de ficção sobre a vida literária em Curitiba. Não é difícil supor que Geraldo Trentini, o “Vampiro” do título, é inspirado no contista Dalton Trevisan, autor de Violetas e Pavões. Trevisan e Sanches Neto foram amigos durante um período e a relação acabou sem muitas explicações.

Assim como Trevisan, é possível criar paralelos com outras figuras conhecidas do meio cultural curitibano. Sanches Neto comenta essa “leitura direta”, que nada tem a ver com a proposta da narrativa, e responde, por exemplo, por que fez questão de deixar várias pistas que ligam a ficção à realidade fora do livro. Ele fala sobre a desavença com Trevisan e diz que ainda guarda mágoa, "mágoa do leitor devoto, que se dedicou intensamente à leitura de uma obra, fazendo de tudo para compreendê-la – basta ver as dezenas de textos que escrevi, sem poupar adjetivos, sobre ela".


Celso Margraf/Gazeta do Povo (17.abril.2010)

Celso Margraf/Gazeta do Povo (17.abril.2010) / O escritor Miguel Sanches Neto, na biblioteca de sua casa, em Ponta Grossa (PR).O escritor Miguel Sanches Neto, na biblioteca de sua casa, em Ponta Grossa (PR).

A seguir, confira uma amostra das perguntas que o escritor encarou na extensa entrevista de amanhã. As questões apresentadas aqui, no blog, não aparecem no jornal e vice-versa. Haverá ainda uma resenha, também longa, de Chá das Cinco com o Vampiro. Mas não tão longa quanto a entrevista.

No blog que criou para o lançamento de Chá das Cinco com o Vampiro, a maioria dos posts menciona Dalton Trevisan (8 de 12 até o meio-dia da segunda-feira passada) e alguns sugerem que o livro que você lança agora pode pôr fim a uma questão pessoal – como aquele em que comenta o quanto sua reação ao poema “Hiena Papuda” foi terrível. Não é difícil enxergar em “Hiena Papuda” um ato de vingança de Trevisan. O mesmo vale para Chá das Cinco com o Vampiro. A situação toda é singular demais para ser ignorada: o vampiro é, enfim, vampirizado. Você consegue antever alguma consequência da publicação do livro? Teme as reações das pessoas que talvez se sintam retratadas em algum personagem?
Miguel Sanches Neto – Não existe ação que não produza reação. Eu próprio, como você bem observou, funciono melhor reativamente. O que não quer dizer que eu vá responder a tudo que for escrito contra mim. Qualquer um tem o direito de escrever o que bem quiser. Não posso achar que só eu tenho direito de me manifestar livremente – não suporto este tipo de hipocrisia, de quem faz piada com todo mundo e não aceita que brinquem com ele. O importante é que, do ponto de vista das intenções dos textos, não existe nenhum projeto de julgar pessoas, e sim de mostrar um personagem – o narrador – que desfia a vida como um rosário de decepções.

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9 abr, 2010

A mania de listas em " 501 grandes escritores"

Existe uma série de livros que quer dizer o que você tem de ouvir, ver, ler, comer e beber antes de morrer. O tom arrogante aparece na versão original, em inglês, que traz no título “you must”, você deve.

A tradução em português é mais simpática e deixa para o leitor decidir o que fazer, como em 1001 Discos para Ouvir Antes de Morrer. Embora o tom dramático persista porque, sutilmente, os editores estão dizendo que não se pode morrer em paz sem conhecer as dicas que eles estão oferecendo.

De qualquer forma, aceitando as sugestões de modo passivo ou de modo crítico, concordando ou não com as seleções, esses livros são referências boas, às vezes, muito boas.


AFP

AFP / Albert Camus, autor de Albert Camus, autor de "A Queda", cravou: “O que é a felicidade senão a mera harmonia entre um homem e a vida que ele leva?”.

1001
A Sextante já publicou os 1001 Discos... e os 1001 Filmes..., agora, prepara para publicar os 1001 Livros Para Ler Antes de Morrer. Enquanto este não chega, a editora lançou há pouco os 501 Grandes Escritores (há também um volume dedicado a artistas plásticos).

É um livro de peso: um quilo e trezentos gramas. Além de ser bonito. A capa com Fernando Pessoa talvez seja herança da edição portuguesa, embora essa seja em “português brasileiro”. Em papel cuchê e com imagens lindas, o volume tem uma diagramação bacana, aliando biografias breves e uma bibliografia de “principais obras”.

Viciante
O compêndio é o tipo de leitura viciante (eu disse isso quando indiquei o título na Gazeta impressa) e dá vontade, pelo menos no meu caso, de carregar o livro debaixo do braço. É incrível a quantidade de nomes que continuam inéditos no Brasil. Pío Baroja, Antonio Machado, Robert Frost, Eino Leino, Alfred Döblin, Wyndham Lewis para citar só os que eu encontrei depois de abrir o livro ao acaso e folhear uma dúzia de páginas.

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9 abr, 2010

Estudiosos analisam os efeitos da ficção sobre o cérebro

No próximo domingo (11), a Gazeta do Povo publica um texto bacana do New York Times sobre os rumos que estão tomando os estudos literários.

O artigo fala numa crise dos departamentos de Literatura que se arrasta há mais de uma década.

Agora, começam a pipocar pesquisas que aliam obras literárias a teorias científicas.

Um desses trabalhos, por exemplo, analisa o funcionamento do cérebro diante da complexidade de certos textos com o objetivo de avaliar quais são os efeitos de se ler um jornal ou um romance de Henry James.


Divulgação

Divulgação / Henry JamesHenry James

Com o que já foi descoberto, os pesquisadores estão elaborando teorias boas sobre por que as pessoas gostam de ficção e por que são capazes de se apaixonar por um ser que não existe (pense nas legiões de garotas que suspiram pelo vampiro adolescente de Crepúsculo).

Para dar uma dica e sem estragar a leitura do texto, que é longo, mas vale a pena, dizem que a ficção pode ajudar a compreender a evolução e não o contrário.

Confira a seguir, um trecho do texto do Times, com tradução de Christian Schwartz (lembrando, a íntegra sai no Caderno G de domingo).

*

Friends
"Ao exemplificar do que trata aquele que, para um número crescente de especialistas em literatura, é o campo da nova pesquisa acadêmica na área que mais os empolga, Lisa Zunshine, professora de inglês da Universidade de Kentucky, cita um episódio da série de tevê Friends.

"(Preste bastante atenção agora; o assunto aqui é a ciência da língua.) Phoebe e Rachel planejam uma pegadinha para Monica e Chandler quando descobrem que os dois estão namorando em segredo. O casal descobre antes a armação e tentar virar o jogo, mas Phoebe percebe a reviravolta e, mais uma vez, tenta surpreender os dois.

"Como diz Phoebe a Rachel: “Eles não sabem que a gente sabe que eles sabem que a gente sabe”.

Sobrevivência
"Esse processo em camadas em que se descobre o que outra pessoa está pensando – ou seja, de leitura da mente – é ao mesmo tempo um artifício literário comum e uma ferramenta de sobrevivência essencial. Porque nós, os seres humanos, somos equipados com essa capacidade e que funções particulares do cérebro nos permitem tê-la são questões das quais se ocupam, primordialmente, os psicólogos cognitivos.

"Agora, professores de Inglês e estudantes de graduação da área também estão se colocando as mesmas perguntas. Eles estão convencidos de que a ciência não apenas proporciona insights inesperados na leitura de textos, individualmente, mas pode ajudar a responder questões fundamentais sobre a própria existência da literatura: por que lemos ficção? Por que nos envolvemos de maneira tão passional com personagens que não existem? Que processos mentais subjacentes são ativados quando lemos?"

*

Kafka
A resenha de domingo fala do livro O Mundo Prodigioso Que Tenho na Cabeça, um ensaio biográfico de Louis Begley sobre Franz Kafka (1883-1924), autor de A Metamorfose.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/blog/livros


17 nov, 2009

Um mundo sem sebos (Cristovão Tezza)

Publicado em 17/11/2009 , na coluna de Cristovão Tezza, no portal.rpc.com.br:

O grande assunto do mun­­do do livro, hoje, é o li­­vro eletrônico. Basica­­mente, é um arquivo digital que se baixa via internet, celular ou aparelho especialmente desenhado para isso, para ser lido na telinha. Há anos se fala dele e de suas vantagens: não pesa, não ocupa lugar no es­­paço, custa muito menos que o livro de papel. E, como efeito colateral, dispensaria bibliotecas, estantes, pó e traças. Ele veio em ondas: primeiro falou-se em livro-cedê (alguém se lembra das primeiras enciclopédias em disco?), depois em arquivos simples em formato texto para ser lidos no computador e finalmente apareceram os primeiros “leitores”, maquininhas projetadas para leitura, com o tamanho de um livro e um botão de “virar páginas”. Algumas até imitavam o ruído de uma página virando.

Esse é um tema fascinante, sob qualquer aspecto. São mu­­danças radicais, tanto na relação do usuário com o objeto, quanto na relação comercial subsequente. Sim: muitos dirão que é chato ler um livro num monitor. Eu mesmo não consigo ler mais do que três páginas – além disso, melhor imprimir e ler. Mas pensemos nas novas gerações, nas crianças que já aprendem a soletrar no computador. Essa multidão está prontinha para o livro digital. No Brasil, há um detalhe suplementar curioso: a população foi historicamente “educada” do ponto de vista visual – lem­­bremos que para a metade do país a TV chegou antes do li­­vro. E, no aspecto comercial, desenha-se uma revolução incrível: nada impede que eu formate um livro em casa e ponha-o à venda diretamente numa grande rede digital, dispensando a tradicional editora.

as a coisa não pegava. Preço alto, reflexos na imagem, limitações de formato, falta de hábito. Recentemente, a Amazon Books, a maior livraria virtual do planeta, lançou um modelo que caiu nas graças dos americanos, de tal forma que o livro eletrônico passou a ser o grande assunto das feiras internacionais do livro. A razão do entusiasmo é que vinculou-se ao aparelho – que aliás imita a página impressa com uma qualidade que os anteriores não conseguiam – uma rede universal já instalada de arquivos digitais, a própria Amazon. E ela está entrando forte no mercado, propondo associações com editoras importantes do mundo inteiro, o que inclui também as brasileiras.

Bem, são apenas especulações – na verdade, ninguém sa­­be o que vai acontecer com o livro digital. De minha parte, nada contra. Como não tive au­­torama quando criança, sou até hoje fascinado por tudo quanto é quinquilharia eletrônica. Mas tenho certeza absoluta de que o velho e bom livro vai continuar firme e forte durante séculos. Não se trata de “ou um, ou ou­­tro”, mas apenas de um e outro convivendo pacificamente, cada um com seus nichos de leituras e leitores. Cá entre nós, fico com o livro de papel. Seria muito triste um mundo sem a delícia dos sebos, dominado somente por abstrações digitais –e sem capas!


9 jun, 2009

Bibliotecas pessoais: como morar em uma "bibliotecasa"

Casal tem 10 mil volumes no seu acervo, que ocupa todos os cômodos do apartamento onde reside

Publicado em 06/06/2009 | Marcio Renato dos Santos

No apartamento de 150 metros quadrados em que Alberto Albergaria, 63 anos, e Noriko Ohta, 59, vivem, os móveis são um detalhe. Objetos como cama, mesa e sofá até parecem atrapalhar. É que essa casa na verdade é, antes de qualquer outra coisa, uma biblioteca. Ou uma bibliocasa. Há livros nas paredes de todos os sete cômodos, incluindo o banheiro. Ao total, a partir da contagem mais recente, são mais de 10 mil títulos.

Já na sala de entrada, dez metros de extensão de parede preenchidos com obras de Psicanálise, Filosofia, Literatura, Mitologia Grega e Física. Albergaria é físico. Trabalhou na Usina de Angra, na área nuclear, mas cansou do caos que, na ótica dele (e de muitos), toma conta do Rio de Janeiro. A sua companheira, a jornalista Noriko, com passagem por O Globo e Jornal do Brasil, também quis colocar um ponto final na temporada existencial em território carioca. Até fizeram uma lista, com dezenas de motivos para não retornar à Cidade Maravilhosa. Está na porta da geladeira. Para eles, desde 2005, viver é sinônimo de pulsar em Curitiba.

A sala (ou quarto?), onde há uma esteira e uma bicicleta ergométrica tem uma das paredes tomada por livros de saúde. Um, dois, três passos e o corredor, onde há (entre tantas opções) obras de paranaenses. Dante Mendonça, Dalton Trevisan, Jamil Snege são alguns. Há o texto "Curitiba, a Fria", do forasteiro Fernando Pessoa Ferreira. Coincidência ou não, todos autores que ajudam a entender esse jeito de ser humano em solo curitibano. Noriko e Albergaria, pedestres por opção, começam a caminhar em rotas sugeridas em páginas ficcionais. Estariam em busca de uma Curitiba perdida?

Se houvesse um novo dilúvio, e o nível das águas não ultrapassasse o altura do quinto andar, Albergaria e Noriko não teriam dificuldades para sobreviver. Plantam e colhem tomates e outros vegetais comestíveis. Teriam muito o que fazer. Eles não leram tudo o que está nas estantes do apartamento do Bigorrilho. O acervo é uma reserva para o futuro.

Alguém poderia dizer que a "bibliotecasa" é uma espécie de bunker. Aqueles livros todos até sugerem uma muralha que os protegeria. Do quê?"Da eventual falta de curiosidade", dispara Albergaria. Ele, após fazer análise, passou a estudar o assunto. Lacan e Freud fazem parte de suas leituras, constantes e aprofundadas.

De repente, Albergaria revela qual o tipo de leitura que mais gosta. "A que conduz ao silêncio.Um exemplo? O romance Extensão do Domínio da Luta, de Michel Houellebecq".Mas, como todo leitor voraz, não tem autor nem livro preferido. Transita (com igual prazer) de Proust a Richard Feynman, de Guimarães Rosa a Fernando Sabino, de Oscar Wilde a Nassim Taleb. E Noriko? "Noventa por cento da biblioteca é dele" (Albergaria), despista.


29 mai, 2009

Um café com o legista (reportagem do portal RPC)

José Carlos Fernandes

Foto: Rodolfo Bührer – Ilustração: Benett / Foto: Rodolfo Bührer – Ilustração: Benett

Um café com o legista

Publicado em 29/05/2009 | jcfernandes@gazetadopovo.com.br

Passei uma tarde com Manif Zacharias. E ele passou uma existência inteira em companhia do século 20. Deram-se muito bem, aliás, apesar de o homem ter nascido em plena epidemia de gripe espanhola, visto sua juventude ser tragada pela Segunda Guerra e perdido as estribeiras com o governo militar. Escapou por pouco. A gripe matou 40 milhões, a guerra mais 70 milhões e o golpe, bem, essa é uma conta que não fecha. Mas que nada. Aos 91 anos e alguns espirros, o médico legista confessa que viveu. Em sua mesa de café das cinco, o sonho não acabou, e “ainda tem cuque”, como diria o cartunista Solda.

Os paralelepípedos da Rua Saldanha Marinho são testemunhas dos “anos Manif”. Era ali que seus pais – os sírios Assad e Zalfa – tocavam uma fábrica de acolchoados e uma “lojinha de turco”, dessas que faziam de Curitiba uma franchising de Damasco, onde já se vendia “baratinho, baratinho” lá por 5 mil antes de Cristo. A descrição que faz de seu tempo de menino é um retrato em sépia. Dá para vê-lo – calças curtas – subindo a Saldanha para estudar no Gimnasio Paranaense. Podia ser um personagem de uns tantos Johns – o Reed, o Steinbeck, o Dos Passos. E em certo sentido, é.

Manif tinha “inclinação para os livros”, mas, sabe-se lá, entregou-se à medicina com a paixão de um pracinha em campanha na Itália. O afastamento da literatura deve tê-lo deixado numa fossa dos diabos. Pelo menos até botar os pés na cidade catarinense de Criciúma e arrumar um jeito de conciliar bisturis e pendores beletristas: passou a publicar crônicas no jornal local e apostou que seria feliz para sempre.

A inspiração para as historietas vinha do próprio consultório, onde o entra-e-sai deixava como saldo de mexericos de comadres a dilemas shakespearianos. Até que, caros amigos, arrombaram a festa. Era 1964, o ano que dispensa apresentações.

O homenzarrão de jaleco, vozeirão de coreto e cultura de monge medieval causava impressão naqueles rincões, onde nem enchente dava. Foi lá que se pôs a defender os operários das minas de carvão, feito um Émile Zola de Laguna, um Garibaldi de Urussanga. Entrou em cana, claro. “Papai arrumou briga até com um padre polaco”, apimenta a filha Dóris, pondo um pouco de graça na tristeza de tê-lo visto ingressar nos porões da ditadura. A irmã Nabia, entre um pão de queijo e uma nega-maluca, não se contém: “Que bonitinho ele. Até de carroça atendia o povo.”

Cá entre nós, o desfecho desse filme é digno das mil e uma noites. Manif tinha um irmão delegado – em cujo peito varonil estava impresso “Brasil, ame-o ou deixe-o”. Mas perdeu o chão ao flagrar o mano na lista de presos políticos. Aquilo podia ter virado a guerra do Rio Eufrates, mas Miguel salvou o pelo do mano virando seu tutor. A trama dos Zacharias se parece à dos Sigaud – dom Geraldo e Eugênio. Um era bispo TFP, o outro artista marxista – desses de ajoelhar diante da múmia de Lenin. As picuinhas não o impediram de pintar anjos revolucionários na Catedral de Jacarezinho, onde Geraldo ocupava o trono.

Na casa dos Zacharias, a peleja foi resolvida com diplomacia de fazer inveja à Liga Árabe: os dois nunca deram um piu sobre o assunto, resguardando a paz na hora da kafta e do arroz com aletria. Além do mais, de acordo com as pedras da Saldanha, o Zacharias de esquerda tinha mais o que fazer: andava às voltas com seu novo posto de trabalho, no Instituto Médico Legal, o IML.

Para surpresa geral, foi ali, em meio aos exames de vísceras nas pias de alumínio, que a literatura renasceu para Manif. Ele fazia necropsias durante o expediente e necropsias literárias nas horas vagas. Rendeu. Em 2001, publicou um catatau de 991 páginas sobre um dos livros de sua vida – Os sertões, de Euclides da Cunha. Explicou cada tintim de expressões caboclas, como “bamboante” e “noite velha”. Uma lenha.

Depois de dissecar Os sertões, o então octogenário escreveu um gigantesco dicionário de composição literária. São 662 páginas repletas de sinomínias, locuções e o escambau, radiografando sem dó termos que vão de “caruncho” a “utopia”. O livro – de 2006 – permite virar as palavras do avesso. É seu legado para o século 21. As pedras da Saldanha Marinho já podem descansar em paz.Em tempo. Em bom árabe, Manif significa “ser privilegiado”. Eu sabia.

Fonte: site portal.rpc.com.br, escrito por José Carlos Fernandes, 29/05/2009.


12 ago, 2008

Onde encontrar os livros da Federal?

A Biblioteca Pública do Paraná oferece todos os títulos, mas as obras nem sempre estão disponíveis para empréstimo. Adquirir livros de segunda mão, emprestá-los de conhecidos ou procurar versões online estão entre as soluções

Estudante do cursinho gratuito Formação Solidária, de Curitiba, Juliana Alves Garcia, 19 anos, já leu 5 dos 10 livros de literatura que serão cobrados no vestibular desse ano da UFPR. E não precisou comprar nenhum deles. “O Dom Casmurro eu consegui no cursinho onde estudo. Lá há alguns livros, mas são poucos números de cada obra. Felicidade Clandestina eu peguei emprestado da minha tia e O Santo e a Porca, Memórias de um Sargento de Milícias e São Bernardo encontrei na Biblioteca Pública do Paraná”, conta. Para conseguir os exemplares, ela teve de ir duas vezes ao local. “O São Bernardo eu encontrei logo na primeira vez, mas os outros dois estavam emprestados”, afirma.

A dificuldade de Juliana talvez seja a mesma de outros estudantes. Apesar de dispor de todas as obras de literatura solicitadas pela UFPR (algumas, inclusive, em braille), a Biblioteca Pública oferece um número pequeno de exemplares de Romanceiro da Inconfidência (12), Felicidade Clandestina (19) e Muitas Vozes (29). A quantidade de exemplares dos outros títulos é maior – são 118 números de Dom Casmurro e 88 de Memórias de um Sargento de Milícias, por exemplo –, mas ainda assim insuficiente para atender a todos os interessados. No dia 31 de julho, havia na biblioteca apenas dois livros disponíveis para empréstimo, um exemplar de Memórias de um Sargento de Milícias e um de Leão-de-Chácara.

Variação de preços passa de 100%

Quem pretende comprar livros novos não terá dificuldade em encontrá-los. As Livrarias Curitiba do Shopping Estação e a Fnac, no ParkShopping Barigüi, têm todas as obras solicitadas pela UFPR. Na Livraria do Chain (ao lado da reitoria da UFPR), apenas um título está em falta. No local, há prateleiras reservadas exclusivamente para as obras do vestibular da Federal, assim como nas Livrarias Curitiba. Para economizar, é importante não apenas comparar os preços cobrados pelas diferentes livrarias, como cotar os valores de um mesmo título no mesmo estabelecimento – os preços mudam bastante conforme a editora. Na Fnac, por exemplo, o exemplar mais barato de Memórias de um Sargento de Milícias custa R$ 11 e o mais caro sai por R$ 24,90, diferença de 126%. (MC)

Se não conseguir as obras na Biblioteca Pública do Paraná, Amanda Cristina Leonardo, 18 anos, pretende comprá-las em sebos e livrarias. Outra opção é procurar os livros na biblioteca do colégio particular em que o irmão estuda. Já o vestibulando John Welber Lourençone, 21 anos, planeja recorrer ao acervo de livros disponíveis na empresa onde trabalha. “Já dei uma olhada e vi que eles têm O Santo e a Porca. Os outros vou tentar pegar no Formação Solidária, onde estou matriculado”, afirma.

Os alunos dos cursinhos particulares de Curitiba não devem ter problemas para encontrar as obras. As escolas costumam ter vários exemplares dos livros obrigatórios. No Expoente, há pelo menos 60 exemplares de cada título, segundo o diretor, Renaldo Franque. Já no Dom Bosco, os estudantes encontram cem números de cada obra.

Ajuda online

Para aqueles que não se importam em ler os livros pela tela do computador, a dica é acessar uma das bibliotecas virtuais disponíveis na internet. Lançado em 2004 pelo governo federal, o Portal Domínio Público (www.dominiopublico.gov.br) oferece, de forma gratuita, obras científicas, artísticas e literárias que integram o patrimônio cultural da humanidade e são de livre uso de todos. Dos títulos cobrados pela UFPR, três estão no portal: Dom Casmurro, Memórias de um Sargento de Milícias e Como e Por Que Sou Romancista. Outro site que pode ser útil é o Estante Virtual (www.estantevirtual.com.br), que permite pesquisas no acervo de mais de mil sebos do Brasil. O internauta tem a chance de comparar preços e comprar livros de qualquer parte do país. O estado de conservação da obra vem descrito pelo vendedor, que também pode anexar fotos do livro.

Link da matéria: http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/vestibular/conteudo.phtml?tl=1&id=795567&tit=Onde-encontrar-os-livros-da-Federal

Fonte Gazeta do Povo On-line

...Confira a lista de livros de Filosofia...

• DESCARTES, René. O Discurso do Método [trad. Bento Prado Jr.] São Paulo: Nova Cultura, 1987, 4. ed. (Col. Os Pensadores)

• KANT, Immanuel. "Resposta à Pergunta: Que é 'Esclarecimento'?". In: Textos Seletos [Trad.: Floriano de Sousa Fernandes]. Petrópolis: Vozes, 1985. P. 101-117.***

• MAQUIAVEL, Nicolau. O Príncipe. [Trad.: Lívio Xavier] São Paulo: Nova Cultura, 1987, 4. ed. (Col. Os Pensandores) • MERLEAU-PONTY, Maurice. Conversas: 1948. [Trad.: Fábio Landa; Eva Landa] São Paulo: Martins Fontes, 2005. Capítulos I, II e III. ***

• PLATÃO. A República: Livro VII. [Trad.: Elza Moreira Marcelina] 2 Ed. Brasília: Editora UnB, 1996.

...Confira a lista de livros de Literatura...

• “Romanceiro da Inconfidência”, de Cecília Meireles;

• “Muitas vozes”, de Ferreira Gullar;

• “Dom Casmurro”, de Machado de Assis;

• “São Bernardo”, de Graciliano Ramos;

• “Memórias de um sargento de milícias”, de Manuel Antônio de Almeida;

• “Como e por que sou romancista”, de José de Alencar;

• “Leão-de-chácara”, de João Antônio;

• “Felicidade clandestina”, de Clarice Lispector;

• “O pagador de promessas”, de Dias Gomes;

• “O santo e a porca”, de Ariano Suassuna.


28 mai, 2008

-Morre escritor curitibano que inspirou o filme "Bicho de sete cabeças"

Austregésilo Carrano Bueno tinha 51 anos. Ele estava internado no Hospital das Clínicas

28/05/2008 | 10:35 | G1/Globo.com e Agência Estado  (Mais)

28 mai, 2008

Classe média, achatada, compra livros didático em sebos


Deu no Valor Econômico

Tradicionais pontos de venda de livros didáticos, as livrarias e as escolas perderam participação de mercado nos últimos anos.

Em 2000, 54% dos livros utilizados em salas de aula eram vendidos em livrarias e 24% pelas escolas.

No ano passado, esses percentuais caíram para 44% e 18%, respectivamente. "Houve um achatamento da classe média, que passou a procurar outros canais de venda.

Um exemplo são os sebos, que aumentaram a participação de 1% para 7%", disse Galeno Amorim, coordenador da segunda edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, organizada pelo Instituto Pró-Livro.

Realizado com mais de 5 mil entrevistados de todo o país, o levantamento mostra um crescimento expressivo das vendas desse tipo de livro em bancas de jornal devido à maior comercialização de livros de bolso e publicações encartadas em jornais e revistas.

Fonte: Brasília em tempo Real (www.emtemporeal.com.br)


24 abr, 2008

Você sabe qual foi a primeira técnica de impressão que existiu?

Foi a xilogravura!

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Xilogravuras do século XVI ilustrando a produção da xilogravura. No primeiro: ele esboça a gravura. Segundo: ele usa um buril para cavar o bloco de madeira que receberá a tinta
Xilogravuras do século XVI ilustrando a produção da xilogravura. No primeiro: ele esboça a gravura. Segundo: ele usa um buril para cavar o bloco de madeira que receberá a tinta

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16 abr, 2008

Como saber se um papel é mesmo reciclado?

Papel embolado

Só olhando, não há como saber. Isso porque muitos dos papéis que têm aquela cor parda cheia de fiapinhos pouco ou nada têm de reciclados. Segundo a Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), papel reciclado é aquele feito somente com fibras secundárias, ou seja, que já foram utilizadas pelo menos uma vez.

Acontece que a fibra mais importante para a fabricação do papel, a celulose, vai enfraquecendo cada vez que é reutilizada, diminuindo de tamanho e perdendo a qualidade. Por isso, algumas empresas a misturam com a fibra virgem, aquela que nunca foi usada, precisando cortar novas árvores para produzir o material reciclado e manter as características do produto. Então, todo o processo que seria poupado na produção do reciclado (corte de eucalipto, processo químico para separação das fibras da madeira, gasto de água e energia e liberação do CO2) volta a ser necessário para conseguir a celulose novinha em folha.

"Fazer papel é uma receita de bolo", afirma Maria Luiza Otero, responsável pelo laboratório de papel do Instituto de Pesquisas Tecnológicas da USP (clique aqui e veja a receita no quadro). "Não dá para saber se o papel que recolhemos da rua tem as fibras de origem primária ou secundária", completa. Por isso, as empresas aproveitam suas sobras e as jogam no processo. As empresas se defendem dizendo que a introdução de fibras virgens é ecológica porque ajuda a fazer do papel reciclado um produto com qualidade e apelo no mercado.

O Brasil recicla cerca de 3,5 milhões de toneladas por ano (quase metade da sua produção de papel), mas muita coisa ainda vai para o lixo. O papel que acabar em um aterro, durante sua decomposição, solta o gás metano, que se perde na atmosfera e contribui para o efeito estufa.

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3 abr, 2008

Semana do Escritor

Não resta dúvida de que a internet pode auxiliar a literatura, principalmente com relação à divulgação dos trabalhos de autores, lançamentos, dicas de leitura, discussões a respeito de obras...

Ela também te ajuda a encontrar aquele poema do qual você só se lembra um verso: basta uma pesquisa Google e você o terá inteiro. Contos, crônicas, todas as formas curtas encontram impulso na rede, além dos blogs de criações literárias. A Internet é ágil, não possui as tradicionais limitações de espaço ou de horário, e é ainda poderosa ferramenta de pesquisa cruzada. A internet também oferece obras.
Mas livros longos são difíceis de ler, mesmo com o e-reading e o e-book (espécie de programa de leitura e livro eletrônico portátil), então, a modalidade impressa ainda se faz mais eficaz. Livros eletrônico não têm cheiro, nem textura; não amarelecem com o tempo. Os livros são de papel: folheiam-se, dobram-se nos cantos, oferecem-se aos amigos com uma dedicatória manuscrita - afirmação do próprio Bill Gates, fundador da Microsoft, maior rede de software do mundo, em defesa de que o computador nunca irá substituir o livro. Assim, convém evitar algumas falsas questões, a começar pela idéia de que a impressão em papel é uma tecnologia condenada à obsolescência.
Como um dia se acreditou que o livro traria a libertação do ser humano e a possibilidade do conhecimento pleno, é importante não se render às promessas semi-religiosas da rede mundial para a comunhão dos povos e a distribuição do saber. A crença nos poderes virtuais, às vezes, parece ter gerado uma nova ideologia, um novo ismo, que se poderia batizar de virtualismo, tão nocivo quanto qualquer utopia.
Entretanto, acho que o maior aspecto negativo da internet em relação ao livro comum, é que a rede é uma teia dispersiva. Com tanta informação, creio ser missão impossível parar e ficar horas degustando uma história. Principalmente porque quando estamos em frente a um computador, mesmo que seja por lazer, o estado de espírito é outro: a curiosidade nos faz buscar outras coisas, diferente do momento de descontração em que você se deita em baixo de uma árvore, ou em sua cama antes de dormir, para deixar que o livro te leve a uma viagem de imaginação. Assim, essa pressa, agitação que temos em frente ao computador, atinge diretamente o prazer de ler, que é complexo e duradouro.
Quando perguntam às pessoas por que lêem tão poucos livros, elas dizem que é por falta de tempo. Mas todas têm algumas horas diárias, em média, para ficar entre o computador e a TV. Assim, a internet não é inimiga dos livros, mas adversária do tempo para os livros. Mas você ainda pode argumentar: pela internet você também pode acessar livrarias, sebos e receber seus exemplares em casa...e aí eu te digo, está aí um prazer que lhe é roubado: o de buscar as prateleiras, procurar uma obra e encontrar outra, de tocar, folhear, como que as mulheres quando estão em sua loja preferida, frente a enormes promoções e levam diversas peças consigo ao provador. Assim, leia, aventure-se no mundo da imaginação e arrisque-se também a escrever. Por que não?
Todos temos experiências de vida, muitas estórias para contar. Sentimos o mundo cada um através de uma experiência sensorial diferente: divida a sua com os outros. A escrita pode também ser um exercício de autoconhecimento, no qual você passa a se perceber melhor e a refletir sobre sua vivência.
Ótima oportunidade de se iniciar neste processo, é através da Semana do Escritor. O contato com escritores permite a troca de experiências, de dicas sobre o mundo literário, sobre o prazer de se ler e de também oferecer sua contribuição ao mundo, escrevendo...
Fonte: site www.itu.com.br- texto escrito por Douglas Lara, idealizador do projeto


14 jan, 2008

"Prefeituras distribuem livros e apostilas com erros em São Paulo"

Dez municípios investigados pelo MP gastaram R$91,1 mi na compra de material de má qualidade para escolas

Eduardo Reina, de O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO - Uma dezena de prefeituras do Estado comprou, de três editoras de livros didáticos (Filosofart, Múltipla e Expoente), apostilas para o ensino fundamental com erros de toda natureza para distribuir a alunos da rede municipal. Embora o Ministério da Educação (MEC) ofereça material didático gratuito por meio do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), elas gastaram juntas R$ 91,1 milhões nos contratos, sob o argumento de que o material do governo federal é de baixa qualidade.

Mas as apostilas são tão inferiores que, em São Bernardo do Campo, os professores da rede passaram a distribuir cópias mimeografadas de texto aos 44 mil alunos de 1ª a 4ª séries em 2004 e 2005 para dar aulas.

O Ministério Público Estadual (MPE) apura eventuais fraudes na compra dos materiais, algumas feitas sem licitação e superfaturadas. Estão sob investigação as prefeituras de Barueri, Itanhaém, Itu, Limeira, Peruíbe, São Bernardo, Valinhos, Vinhedo e Taubaté, além de outras em outros Estados. O dono da Múltipla, Paulo César Leite Froio, admitiu em uma gravação em poder do MPE que paga 10% de propina aos prefeitos. "É uma tabela", diz. Ele foi diretor comercial da Filosofart e é dono da Múltipla. As administrações negam irregularidades (leia abaixo).

Antártida no Pólo Norte

Fora os problemas legais no processo de compra, algumas apostilas contêm erros de informação e didáticos grosseiros, além de erros de português. No cartilhão de São Bernardo, até o hino da cidade está errado. Em um trecho, é dito que "os meses do ano têm, em média, 30 dias, mas nem todo o dia você terá acontecimentos importantes."

Num dos livros utilizados pelos estudantes de Valinhos, estão incorretos o número de habitantes da cidade, a data de criação do município e até os limites geográficos. O material reproduz, por exemplo, uma famosa ilustração de Rugendas, Navio Negreiro, em cuja legenda se lê "transporte de índios".

Em outro volume, a reprodução de uma foto de comemoração dos 500 anos do Brasil, com uma cruz, atores e pessoas vestindo calça jeans com câmera de filmagem na mão é identificada como uma gravura de Debret de "índios 500 anos atrás". Na cartilha distribuída em Taubaté, a Antártida está localizada no Pólo Norte.

Superfaturamento

"Qualquer editora de fundo de quintal faria um material desse tipo", disse o promotor Luiz Alberto Segalla Bevilacqua. No dia 5 de janeiro, os promotores do Grupo de Atuação Especial Regional de Repressão ao Crime Organizado (Gaerco) de Campinas foram até a sede da Múltipla, na capital, para cumprir mandado de busca e apreensão de material.

Eles avaliam que o esquema se estenda também a Rondônia, Rio, Espírito Santo, Piauí e Mato Grosso. "Há indícios de que contratos tenham sido feitos nas regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte", disse Silveira Filho.

Informações colhidas pelos promotores mostram que os livros fornecidos pelo governo federal custariam em torno de R$ 26, enquanto o preço médio de uma apostila elaborada pela Múltipla é de R$ 43,50, dependendo do contrato, mas pode chegar a quase R$ 200.

Em dezembro, o MPE recebeu novas denúncias envolvendo outras administrações, que também serão investigadas. "Não podemos generalizar, mas é possível antever um esquema ilegal em algumas", diz o promotor Amauri Silveira Filho.

O MPE tem em mãos uma gravação na qual o dono da Múltipla, Paulo César Leite Froio, diz que os livros não têm suporte do MEC. A editora trata a venda de apostilas para as prefeituras como "projeto educacional".

A Filosofart chegou a distribuir para as prefeituras com quem pretendia fechar negócio um manual com argumentos para embasar a contratação sem licitação. O conteúdo dessa documentação é reproduzido em pareceres de vários departamentos jurídicos de prefeituras, como Barueri, São Bernardo, Valinhos, Itanhaém. Em 2006, a editora Múltipla mudou de nome. Antes a razão social da empresa era Multiprinter.

Paulo César Leite Froio foi procurado várias vezes pelo Estado e não foi localizado. Também não deu retorno aos recados deixados.

Polêmica

Em setembro, a qualidade dos livros didáticos foi tema de debate por conta de trechos de uma coleção distribuída gratuitamente para milhões de alunos pelo governo federal: Nova História Crítica, de Mário Schmidt. Os livros haviam sido rejeitados em 2007 na avaliação feita por técnicos contratados pelo MEC por veicular propaganda ideológica.

Segundo a Editora Nova Geração, responsável pela publicação, foram comprados e distribuídos a escolas de todo o País 9 milhões de livros nos últimos anos, que continuam a ser usados - as compras são feitas a cada três anos.

A coleção menciona que a propriedade privada aumenta o egoísmo e o isolamento entre as pessoas e que o Movimento dos Sem-Terra (MST) se tornou um importante instrumento na luta pela justiça social no Brasil. Critica o acúmulo de capital da burguesia e faz elogios ao regime cubano.


11 jan, 2008

-“Tudo está na palavra”, disse Neruda - Agora Online 30-12-2007 Gutemberg cruz

Ler é estimulante. Tal como as pessoas, os livros podem ser intrigantes, melancólicos, assustadores, e por vezes, complicados. Os livros partilham sentimentos e pensamentos, feitios e interesses. Os livros colocam-nos em outros tempos, outros lugares, outras culturas.  (Mais)

10 jan, 2008

Dez passos rumo ao desprestígio - Alcir Pécora - O Estado de S. Paulo - 30.12.2007

Tendências do ano que se encerra fortalecem impressão de que o mundo literário está perdendo sua representatividade.

Repassando 2007 mentalmente, me vieram à cabeça as seguintes tendências no campo da literatura, umas novas, outras que só confirmam as observadas nos anos mais recentes:
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9 jan, 2008

O autor de mais de mil livros

(Artigo publicado no site www.verdestrigos.org em 5 de janeiro de 2008)

"Quem vê o homem de ascendência oriental caminhar tranqüilamente pelas ruas de Gonçalves, pacata cidade do sul de Minas Gerais, com um saco de verduras ou um cachimbo nas mãos, não imagina se tratar de um escritor frenético. Hoje, ele escreve, em média, três livros por ano, mas já foram três por dia. José Carlos Ryoki de Alpoim Inoue, um médico paulista de 59 anos que abandonou as cirurgias de tórax para se dedicar à paixão de infância, aprendeu a ser ágil com as idéias e colocá-las no papel por uma questão de sobrevivência. Coisas de escritor brasileiro. Hoje, já são mais de 1.070 livros publicados, um recorde mundial.

A carreira de escritor começou em 1986, aos 40 anos, com ‘Os Colts de McLee’, um pocket book publicado por uma editora carioca, que vendeu 15 mil exemplares. Com o sucesso, vieram outros, centenas de outros livros de bolso, com histórias policiais, de western, amor, guerra ou ficção científica. Mas o que as editoras pagavam a Ryoki era tão pouco que mal dava para cobrir os gastos com o papel, a fita da máquina de escrever e o envio do original pelo correio. A solução foi aumentar a produtividade. ‘Eu tinha de escrever muito para garantir um padrão de vida mínimo. Foi por isso que eu sempre escrevi tanto’, revela a NoMínimo.

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28 nov, 2007

Manuscrito de García Lorca é vendido por mais de US$ 45 mil

Publicado em 28.11.2007, às 11h15

Um poema do espanhol Federico García Lorca, que faz parte de seu livro mais aclamado, "Poeta em Nova York" (1929), foi vendido nesta quarta-feira em um leilão na Sotheby's de Londres por US$ 45.583.

A identidade do comprador, que deu seu lance por telefone, não foi divulgada. Mas, segundo especialistas, pode se tratar do ministério da Cultura espanhola e a Fundação Federico García Lorca, que teriam feito uma oferta conjunta para obter esse precioso manuscrito.

O manuscrito do poema "Crucifixión", que García Lorca teria dado de presente a um amigo, Miguel Benítez, sem ter feito cópia, estava avaliado pela Sotheby's entre US$ 40 mil e US$ 60 mil.

Fonte: JC Online- www.jc.uol.com.br


23 nov, 2007

-A profissão do livreiro

Entre os mais humildes comércios do mundo está o do livreiro. Embora sua mercadoria seja á base da civilização, pois que é nela que se fixa a experiência humana, o livro não interessa ao nosso estômago nem a nossa vaidade. Não é portanto compulsoriamente adquirido. – O pão diz ao homem: ou me compras ou morres de fome; - O batom diz á mulher: ou me compras ou te acharão feia. E ambos são ouvidos. Mas se o livro alega que sem ele a ignorância se perpetua, os ignorantes dão de ombros, porque é próprio da ignorância sentir-se feliz em si mesma, como o porco com a lama. E, pois o livreiro vende o artigo mais difícil de vender-se.
Qualquer outro lhe daria maiores lucros; ele o sabe e heroicamente permanece livreiro. E é graças a esta generosa abnegação que a árvore da cultura vai aos poucos aprofundando as suas raízes e dilatando a sua fronde. Suprimam-se o livreiro e estará morto o livro – e com a morte do livro retrocederemos á idade da pedra, transfeitos em tapuias comedores de bichos de pau podre. A civilização vê no livreiro o abnegado zelador da lâmpada em que arde, perpetua, a trêmula chamazinha da cultura. ”
- Monteiro Lobato


22 nov, 2007

Leitor de livro eletrônico da Amazon renova a leitura digital

Kindle gasta pouca energia e oferece internet sem fio grátis nos Estados Unidos.
Livros custam a partir de US$ 3; usuário também pode assinar jornais e blogs.

(David Pogue do New York Times)

amazon kindle "Kindle", o futuro do livro impresso?

É preciso muita audácia para lançar um leitor de livro eletrônico em 2007. Sem dúvida, a idéia tem o seu atrativo: um leitor eletrônico permite que você armazene centenas de livros, pesquise ou pule para qualquer parte do texto e aumente o tamanho da fonte quando sentir a vista cansada.

Mas os contra-argumentos não são menos convincentes. Os livros impressos são baratos, nunca ficam sem bateria e sobrevivem a quedas, derramamentos e atropelamentos. Além disso, seu formato de arquivo ainda poderá ser lido daqui a 200 anos.

Assim, os aparelhos para ler livros eletrônicos continuam chegando e frustrando, como é o caso do Rocket eBook Reader, do Gemstar, Everybook, SoftBook e Librius Millenium Reader. O Sony Reader continua nas lojas, custando US$ 350 e abocanhando literalmente dezenas de vendas.

Mas na segunda-feira (19), a Amazon lançou o seu próprio leitor de livros eletrônicos, o Kindle. O produto chega ao mercado custando US$ 400, sendo que o material de leitura é vendido separadamente. Esse pessoal enlouqueceu?

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30 out, 2007

Biblioteca Pública sofre com vandalismo

Por Luciana Cristo, 28/10/2007- Jornal O Estado do Paraná

A perda e a degradação de obras literárias nas bibliotecas é uma realidade no Dia Nacional do Livro, comemorado amanhã. Na Biblioteca Pública do Paraná (BPP), negligência e vandalismo são atos corriqueiros, sem contar os livros que são emprestados e não são devolvidos. De janeiro a setembro, já são 2.028 empréstimos que ficaram sem retorno. Só em 2006 foram 2.131 livros que não voltaram para a BPP.

Além do roubo de livros, a deterioração das obras é preocupante. “São figuras recortadas, páginas destacadas, além das pessoas que deixam a capa e levam o miolo do livro”, enumera a chefe da Divisão de Preservação da BPP, Bety de Luna, enquanto mostra os livros rabiscados, grifados, com rasuras e opiniões.

Bety de Luna: rabiscos, destaques, rasuras e opiniões.

Quando não há condições de reparo, o exemplar sai de circulação, o que acontece com muitos livros de primeira edição e de único exemplar na biblioteca. É o caso da primeira edição brasileira (1957) de Memórias de Casanova, de Casanova de Seingalt, que estava esta semana na divisão de preservação. Anotações em caneta vermelha permeavam todas as páginas, junto com desenhos e rabiscos.

O roubo dos 180 volumes (109 títulos) da coleção de obras raras, no ano passado, teve prejuízo de quase R$ 500 mil e continua sem solução. Entre as obras perdidas estavam exemplares de autores como Érico Veríssimo, Graça Aranha, Lima Barreto, Machado de Assis e Victor Hugo. A investigação está sob responsabilidade do Centro de Operações Especiais (Cope). Quem tiver informações sobre as obras podem contatar a biblioteca pelo (41) 3221-4951.

Negligência

O descuido do leitor com as obras que manuseia, deixando-as com manchas ou molhadas, deteriora as páginas, causando fungos e bolor. “O medo da punição faz com que as pessoas não comuniquem o problema na hora da devolução, ficando com o livro molhado 15 dias. O ideal é que o incidente seja alertado tão logo ocorra, para facilitar o reparo”, explica Bety.

Usuários que emprestam um livro que está com folhas soltas ou que acabam rasgando páginas, tentam consertar, colocando fitas adesivas, que prejudicam ainda mais a conservação da obra. “Colocados de qualquer jeito e em excessiva quantidade, de nada contribuem na restauração”, esclarece Bety.

Para tentar recuperar as obras, a restauração exige um trabalho apurado e cuidadoso, como a desmontagem e o refilamento do livro. Em casos de recorte de figura apenas, a seção de preservação preenche os espaços faltantes com papel. “Assim, outros leitores podem tomar consciência. Preservamos o livro, mas o aspecto visual foi perdido”, lamenta. Quando há outros exemplares de um livro que teve páginas destacadas, um xerox ocupa o espaço.

Sebos, bons locais para “garimpagens”

Na contramão do vandalismo, estão os amantes de livros e da garimpagem de obras raras e edições esgotadas em sebos. O dono do sebo Osório, Alejandro Rubio, diz que a maior procura é por livros que marcaram a juventude dos leitores, assim como livros polêmicos e os que foram proibidos durante a ditadura militar.

Rubio conta que alguns freqüentadores acabam tendo surpresas na procura de um livro. “São muitas as histórias de alguém que chega aqui e encontra um livro com a sua dedicatória que deu de presente. Quando percebe que a pessoa que o vendeu sequer leu o exemplar, a irritação é ainda maior”.

Ao longo dos 23 anos em que mantém o sebo, Rubio percebeu uma mudança no perfil do público. “Com a vida mais agitada, hoje as pessoas não têm mais tempo de parar e pesquisar as obras. Agora elas chegam com o nome do livro desejado na mão, compram e vão embora”, afirma. Com cerca de 50 mil livros à disposição dos clientes, o sebo possui como seus livros mais antigos obras de leis em latim, dos séculos XVI e XVII, que estão em exibição.

Para garantir a qualidade dos livros, o sebo Osório também faz um trabalho de restauração. “O cuidado principal está em preservar as características originais da obra. A nova costura dos cadernos que compõem o livro é a tarefa mais difícil”, explica o funcionário Edevaldo Marques.

Fantasia

A criação de um mundo de fantasia, aliada à afetividade dos pais enquanto contam uma história de dormir para os filhos, pode ser o primeiro passo para despertar o interesse pela leitura. É o que acredita a bibliotecária e chefe do setor infantil da BPP, Neide Mutti.

Estímulo esse que deve ter continuidade na escola. Porém, a inadequação das bibliotecas e de pessoal adequado para atender os pequenos contribui para o desinteresse pela prática, segundo a bibliotecária. “Muito mais que alguém para recolocar o livro na estante, o bibliotecário responsável deve conhecer um pouco de didática e participar na elaboração da proposta pedagógica, interagindo com os professores”, defende Neide, para quem sempre é tempo de começar a ler. (LC)

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26 out, 2007

Lista telefônica antiga- compramos!!

Estamos precisando adquirir uma lista telefônica da cidade de Curitiba do ano 1988 até 1994...Se alguém tiver alguma "relíquia "dessas em casa, em bom estado, ligue-nos que nós compramos. (só até dia 01 de novembro)

Bom fim de semana a todos!


24 out, 2007

"O universo do livro" (Reportagem do Diário do Nordeste, Caderno 3, "Bibliofilia")

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José Augusto Bezerra: "Será uma grande confraternização dos amantes do livro do nosso País" (Foto: Gustavo Pellizzon)

Não meros colecionadores, mas verdadeiros adoradores da palavra escrita em seu mais emblemático suporte, bibliófilos de todo o País se reúnem hoje e amanhã na Casa de José de Alencar


Há 13 anos, o mago da informática e dos negócios Bill Gates renovou sua biblioteca com um manuscrito produzido entre 1508 e 1509, da lavra do maior gênio da humanidade, Leonardo da Vinci. Rebatizou o Codex Hammer de Codex Leicester e integrou sua conquista a um acervo de outras preciosidades. Claro, preciosidades. Não tanto pelos valores monetários investidos: no caso do manuscrito do cientista italiano, na ordem de 31 milhões de dólares, dimensionados por seus proprietários anteriores. Não, os valores aqui são outros, uma coleção de critérios aparentemente subjetivos, mas que a cada dia ganham uma melhor sistematização, em todo o mundo, por parte dos chamados bibliófilos. Valores como raridade, relevância histórica, contextos de sua produção e publicação e, claro, afinidade com o objeto e seu tema, assim como busca e espera por sua conquista. Um conjunto de aspectos que encantam, seduzem, estimulam a convivência, por vezes solitária, com o universo-livro.

Encantos que unem pessoas como os 80 cearenses que integram a Associação Brasileira de Bibliófilos, responsável pelo III Encontro Nacional de Bibliófilos, transcorrendo hoje e amanhã, na Casa de José de Alencar. Cearenses como a coordenadora do evento, Regina Pamplona Fiúza, e ainda o jornalista Cid Carvalho ou o advogado Vasco Damasceno Weyne, além do também jornalista Pádua Lopes e do empresário José Augusto Bezerra, respectivamente vice-presidente e Presidente nacionais da entidade organizadora do encontro. Dele devem participar ainda nomes como José Mindlin, maior bibliófilo do País, aqui indiretamente representando outros bibliófilos pertencentes à Academia Brasileira de Letras: José Sarney, Antonio Secchin, Antonio Olinto, Arnaldo Niskier. ´Será uma grande confraternização dos amantes do livro do nosso País´, aponta José Augusto Bezerra, também presidente da entidade que possui um dos maiores, senão o maior, acervo de obras raras do Estado, o Instituto do Ceará - Histórico, Geográfico e Antropológico. Dele fazem e fizeram parte outros bibliófilos cearenses, inclusive os recém-falecidos Marcelo Linhares e Eduardo Campos, seu ex-presidente. ´Pretendemos fazer eventos que visam estudar, entender e preservar toda a bibliografia cultural da nossa terra”.

Páginas do tempo

Estabelecer um elo entre o passado e o futuro, esta parece ser uma das missões perpetuadas pelos bibliófilos. ´O objetivo da bibliofilia é procurar conhecer o passado e criar instrumentos para que o futuro possa nos conhecer através dela. Então, inicialmente há essa função memorialista. Mas o bibliófilo não é propriamente um colecionador de livros. Ele vai muito além. Deve ser um estudioso de cada uma daquelas obras, entendendo-as em seu contexto. O colecionador de livros que não os conhece na sua essência tem apenas apreço por eles e o prazer de vê-los em suas prateleiras, mas não sabe o seu valor documental para esclarecer a caminhada do homem através do tempo´. Contexto bem diverso ao do bibliófilo que, ainda segundo o presidente da Associação Brasileira, acaba constituindo parte viva das bibliotecas. Uma mimese provavelmente dimensionada tanto pela visão digital de Bill Gates, como pela Renascença de Da Vinci.

OS SEIS MANDAMENTOS DO BIBLIÓFILO

A pedido do Caderno 3, o bibliófilo José Augusto Bezerra, presidente da Associação Brasileira de Bibliófilos, relacionou os seis mandamentos do bibliófilo. Confira:

1-
O livro é o melhor amigo do homem.

2- Embora diferente de nós, possuem um corpo e uma alma.

3- Livros manuseados não pegam mofo nem traças.

4- Se lhe dermos atenção, como a um amigo, iremos sonhar juntos, aprender e crescer.

5- Os que lêem, portanto, vivem mais, com mais qualidade de vida.

6-"Se um amigo é um tesouro", conservar os livros é o melhor investimento, material e espiritual.

HENRIQUE NUNES (Repórter)


19 out, 2007

Vampiro de Curitiba ataca em prêmio de literatura

O escritor Dalton Trevisan mais uma vez deu lição de literatura com um bilhete curto, direto e definitivo, assim como o estilo de seus contos. Foi na entrega do Prêmio Portugal Telecom, que pela primeira vez incluiu na seleção escritores de fora de Portugal, e Trevisan ficou com o segundo lugar e R$ 35 mil. O primeiro prêmio foi para Gonçalo Tavares, com "Jerusalém" (R$ 100 mil para ele). A atração da noite e o que realmente importou em tudo isso - para nós que não ganhamos nada em dinheiro - foi a seguinte mensagem enviada por Dalton:

"Só a obra interessa. O autor não vale o personagem. O conto é sempre melhor que o contista. Vampiro sim, de almas. Espião de corações solitários, escorpião de bote armado. Eis o contista. Só invente o vampiro que exista. Com sorte, você adivinha o que não sabe. Para escrever mil novos contos, a vida inteira é curta. Uma história nunca termina. Ela continua depois de você. Um escritor nunca se realiza. A obra é sempre inferior aos sonhos. Fazendo as contas percebe que negou o sonho, traiu a obra, cambiou a vida por nada. O melhor conto só se escreve com tua mão torta, teu avesso, teu coração danado. Todas as histórias, a mesma história, uma nova história. O conto não tem mais fim senão começo. Quem me dera o estilo do suicida em seu último bilhete."

Post retirado do Blog "Sobretudo" de Luiz Claudio Oliveira, 18/10/2007

http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/blog/sobretudo/


15 out, 2007

Doris Lessing: prêmio Nobel 2007

A britânica Doris Lessing ganha o Prêmio Nobel de Literatura 2007ESTOCOLMO (AFP) — A escritora britânica Doris Lessing ganhou nesta quinta-feira o Nobel de Literatura 2007, um prêmio que recompensa uma obra vasta, variada e marcada pelos cenários da África e a causa feminista.

O júri descreveu Doris Lessing em um comunicado como "a narradora épica da experiência feminina, que, com ceticismo, ardor e uma força visionária sujeitou uma civilização dividida ao escrutínio".

Doris Lessing completará 88 anos no dia 22 de outubro. Desde o início da premiação em 1901, ela é a 11ª mulher a receber o Nobel de Literatura.

A escolha foi uma surpresa já que o nome de Lessing, com freqüência citado como favorito no passado, já não aparecia atualmente nos círculos suecos.



A romancista não pôde ser localizada após a divulgação da notícia. De acordo com seu agente literário, ela estava fazendo compras em Londres e não foi possível avisá-la antes que ela ficasse sabendo do prêmio pelos meios de comunicação.

Nascida no território da Pérsia, atualmente Irã, em 1919, quando seu pai era capitão do Exército britânico, Doris May Taylor viveu parte da juventude na então Rodésia (atual Zimbábue), o que marcou sua obra.

Ex-membro do Partido Comunista britânico, do qual se afastou em 1956 após a repressão da rebelião húngara, é comparada freqüentemente com a francesa Simone de Beauvoir por suas idéias feministas.

"The golden notebook" ("O caderno dourado"), de 1962, sua obra-prima, conta a história de uma escritora de sucesso em forma de diário íntimo.

Para o Comitê Nobel, este livro "é uma obra pioneira do movimento feminista e pertence ao grupo de obras que mudaram a forma de ver as relações homem-mulher no século XX".

Sua juventude, passada entre vários continentes, a inspirou a produzir sua primeira saga, escrita de 1952 a 1969: os cinco volumes de "Filhos da Violência".

Entre outras de suas principais obras figuram "The Grass is Singing", "The good terrorist", sobre um grupo de revolucionários de extrema-esquerda, "Andando na Sombra", "Regresso para casa" (1957), onde denuncia o apartheid na África do Sul, "O quinto filho", "Debaixo da Minha Pele da Companhia das Letras" e "Andando na Sombra".

A escritora sempre soube explorar todos os estilos, sem hesitar em uma incursão no mundo da ficção científica com os cinco volumes da série "Canopus em Argos: Arquivos", escrita entre 1979 e 1983, e entre os quais se destaca "Shikasta".

Nesta saga, Lessing imagina o mundo depois de um conflito atômico e fala dos antagonismos entre os princípios feminino e masculino, assim como de colonialismo e de catástrofes ecológicas.

Em 1984 Doris Lessing fez uma brincadeira com os meios literários ao lançar "Diario de uma boa vizinha" sob um pseudônimo (Jane Somers). Sua própria editora, que não conhecia a verdadeira identidade da autora, se recusou a publicar o livro.

Casada duas vezes e divorciada, a escritora afirma que "o matrimônio é um estado que não a convém".

Doris Lessing vive atualmente na periferia de Londres e, nos últimos anos, se dedicou principalmente às obras de ficção científica.

O Nobel de Literatura é acompanhado por um prêmio de 10 milhões de coroas suecas (cerca de 1,08 milhão de euros) e será entregue em 10 de dezembro, em Estocolmo, durante a tradicional cerimônia na presença da família real


27 set, 2007

-Você sabia? Extraído do site da CBL

Monteiro Lobato começou a escrever aos 14 anos, quando publicou sua primeira crônica para o jornal "O Guarani". Além de escritor, foi fazendeiro de café, desenhista, pintor, pesquisador de babaçu, adido comercial do Brasil nos Estados Unidos, industrial e editor. Sua primeira editora, a Monteiro Lobato & Cia., foi criada em 1919, quando havia pouco mais de 30 livrarias na época. Ele foi aos Correios e conseguiu uma listagem de pequenos negócios espalhados por todo o país. Despachou lotes de livros junto com uma carta. Oferecia o produto consignado e uma porcentagem nas vendas. Foi então que nasceu sua célebre frase "Um país se faz com homens e livros". Dois dias antes de sua morte, em 5 de julho de 1948, Monteiro Lobato declarou numa entrevista: "Meu cavalo está cansado e o cavaleiro tem muita curiosidade em verificar, pessoalmente, se a morte é vírgula ou ponto final".

27 set, 2007

-Um só português - Jornal do Comercio 26/09/2007

O Ministério da Educação chegou a anunciar a entrada em vigor do novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, mas a data foi postergada. A reforma, que tem como meta a unificação ortográfica dos países de língua portuguesa, pode modificar cerca de 0,5% do vocabulário brasileiro que possui cerca de 228 mil verbetes registrados no Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa.  (Mais)

22 set, 2007

-O amansa-burros por Ivo Sefton de Azevedo

Agradecemos ao nosso cliente Ivo Sefton de Azevedo que nos mandou esse texto para publicação no blog!

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O vô estava muito bem acomodado numa poltrona quando ouviu aquele característico bulício no corredor, a partir do elevador, em direção à porta de entrada do apartamento. É claro, só podia ser aquela sua netinha. Soou a campainha e ele foi atender à porta.

- Vô ! Preciso da tua ajuda. A profe disse que amanhã todo o mundo tem que chegar na escola sabendo o que é amansa-burros. E eu não sei o que é.

- Já vamos dar um jeito nisso.

E foi apanhar na estante uma porção de volumes: Dicionário Houaiss da língua portuguesa, Novo Aurélio Século XXI, Michaelis Moderno Dicionário da Língua Portuguesa, Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea em 2 volumes publicados pela Academia das Ciências de Lisboa . . . Espalhou-os sobre a mesa da sala de jantar e disse à menina:

- Taí. Podes procurar nesses dicionários todos aí. Acho que vais acabar descobrindo o que é amansa-burros . . .

A menina fez uma careta de decepção, imaginando que o vô deveria ter a resposta na ponta da língua, poupando-a da chatíssima tarefa de pesquisar naqueles imensos e pesados livrões em cima da mesa. Mas o vô tinha lá as suas manias. Achava que o que se aprende com exagerada facilidade e rapidez também logo e rapidamente é esquecido. Agora, o que custa esforço para ser encontrado e absorvido mais dificilmente será esquecido. Voltou para a sua poltrona, apanhou uma revista e ficou esperando, longos minutos, até que a menina, muito triste e meio desesperada, lhe disse, com voz quase chorosa:

- Não achei esse tal de amansa-burros em nenhum desses livros !

O vô não conseguia acreditar:

- Mas nenhum deles explica o que é amansa-burros ? Não pode ser ! Deixa o vô conferir.

E lá se foi ele a folhear, um por um, os seus preciosos dicionários. E não é que a sua neta tinha razão !? Nenhum, mas nenhum mesmo, apresentava o verbete amansa-burros ! . . .

- Mas isso é um absurdo ! Como é que esses dicionários, com milhares de páginas, não são capazes de registrar o que é um amansa-burros ?!

Não se deu por achado. E não queria dar o braço a torcer. É claro que o vô sabia o que é um amansa-burros. Mas também queria que a netinha tivesse o prazer de descobrir, ela própria, o significado da esquisita expressão. E pensou se não seria o caso, em desespero de causa, de consultar um dicionário espanhol . . . Ora, ora . . . Foi apanhar a vigésima segunda edição do Diccionario de la Lengua Española, publicado, em 2001, pela prestigiosa Real Academia Española. E lá encontrou, numa única e curta linha, na página 131 do 1º volume, isto aqui:

amansaburros. m. fest. El Salv. diccionario

Isso queria dizer, então, que na República de El Salvador, o substantivo masculino amansaburros é usado, de forma chistosa ou espirituosa, com o significado de diccionario . . . Tal como em português . . .

- Cá pra nós - pensou o vô - precisei de um dicionário espanhol para documentar que amansaburros ou amansa-burros não é outra coisa senão um dicionário ! Com que cara eu fico diante da minha neta ? Faço esse brutal empenho para que se use o dicionário e os meus belos, imensos (e caros . . .) dicionários me fazem passar essa vergonha ! . . . E agora, daqui em diante, como é que eu vou poder convencer a menina de que consultar o dicionário é o que se deve fazer para saber o significado de qualquer palavra ainda desconhecida ? . . .

Os editores desses belos dicionários que não possuem o verbete amansa-burros devem ao público brasileiro e português uma explicação convincente. Mas é difícil acreditar que consigam apresentá-la.

Que fez, então, o vô ? Acabou ele mesmo tendo de explicar à netinha o significado da expressão . . . E a vó dava risada, acrescentando:

- É isso aí, minha neta ! Eu sempre digo que não preciso consultar o dicionário porque o teu vô é um dicionário ambulante ! . . . :-)


20 set, 2007

A morte de um livraria (Rascunho- seção Ponto Final)

Com o fechamento da Guerreiro, Curitiba perde mais uma livraria de rua

Assisto ao vivo e a cores (como se dizia na década de 70) à morte de uma segunda livraria. Agora a do Joaquim, a Guerreiro. A primeira foi a minha própria, que faleceu em meus braços, agonizante, e eu esperando até o último instante por um milagre que não veio, apesar de os meus amigos terem organizado uma cooperativa na tentativa de evitar o fechamento da Eleotério.

Um advogado e um consultor empresarial me aconselharam a esquecer; ou melhor, agradecer a todos e começar tudo do zero. Matutei ainda por uns dias, mas analisando friamente, não cedi a impulsos e recomecei de balconista no “quintal onde nasci como livreiro” — nos arredores da Universidade Federal do Paraná. Estava na Guerreiro. Após 22 anos de Livraria Chain, sete como empresário, era agora um “guerreiro”, literalmente.

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8 set, 2007

-O apaixonado plágio - Milton Hatoum - 21/08/2007

Quando se fala em plágio, logo se pensa na apropriação indevida de uma idéia ou obra original. O dicionário Houaiss indica que o plagiário ou plagiador era também um ladrão de escravos: roubava-os para depois vendê-los. Ou seja, era um traficante de escravos. (Mais)

8 set, 2007

-William Ospina - A Cidade dos livros - Blog do Galeno - 04/09/2007

Desde a conquista da escrita, poucas coisas modificaram tanto quanto nossa maneira viver, como a popularização dos livros. Na sociedade de consumo a indústria colocou nas mãos de todo o cidadão da classe média, confortos comparáveis somente a que tiveram os imperadores na antiguidade. E é verdade que os automóveis, a refrigeração para os alimentos, os meios de comunicação, a avalanche de informação, os sistemas da provisão de bens ao consumidor, o projeto industrial e o conforto são vantagens notáveis para aqueles que podem ter acesso a elas. Mas poucas coisas foram tão radicalmente inovadoras como ter-se evoluído das bibliotecas medievais restritas, nas quais tinha-se que reter o conhecimento na memória (o livro não podia ser tirado de lá), a menos que fosse o bispo ou o abade, à biblioteca pessoal ou à biblioteca pública próxima e acessível. (Mais)

8 set, 2007

-Um novo modo de ler - Muniz Sodré - Blog do Galeno - 23/04/2007o

Eis um fato que hoje pouco se comenta (ou que, na verdade, pouco se sabe): o livro não tinha maior importância na aurora do sistema de pensamento que veio a se chamar de Ocidente. Isto foi frisado por Heidegger. Pensar, para o antigo grego, era atividade pública e oral. (Mais)

8 set, 2007

-Como se aprendia português - Deonisio da Silva - 31/05/2007 - Blog do Galeno

Era impressionante o lastro intelectual proporcionado aos adolescentes no ensino da língua portuguesa até 1971. Textos de Euclides da Cunha, Rui Barbosa e José de Alencar eram apresentados logo nas primeiras aulas da terceira série do ginásio, equivalente, depois da Reforma, à sétima série do ensino fundamental. (Mais)

8 set, 2007

-O Livro e a História - Pedro A. Biondo-Blog do Galeno 03/09/2007

Depois que os dois livro eu li,
Fiquei me sintindo bem,
E ôtras coisinha aprendi
Sem tê lição de ninguém.
Na minha pobre linguage,
A minha lira servage
Canto o que minha arma sente
E o meu coração incerra,
As coisa de minha terra
E a vida de minha gente.

(Aos Poetas Clássicos, Patativa do Assaré)


O que é história? Apesar da resposta ser simples, poucos respondem com precisão. História é o registro dos fatos, o que pode ser feito através da escrita ou da gravação de sons ou imagens. Com certeza a escrita foi a primeira a registrar com detalhes os fatos que se tornaram história. A pré-história é o período no qual os estudiosos classificam o que aconteceu antes da escrita. Mas antes da escrita, foi necessário a codificação de sons que representavam as ações, fatos ou coisas. Esta codificação é o que chamamos de linguagem.

 (Mais)

8 set, 2007

-O presidente e os sem-livro-Daniel González-16/03/2007-Blog do Galeno

A existência de um grande contingente de cidadãos que não têm acesso ao livro e, tampouco, as habilidades necessárias para o ato de ler é um dado preocupante. Apenas um em cada quatro brasileiros está apto para tal, enquanto os 75% restantes são analfabetos absolutos ou funcionais, que mal desenham o próprio nome e têm dificuldades para compreender textos mais complexos que um simples bilhete. (Mais)

8 set, 2007

-Tecnologia democratiza a cultura-Valor Econômico - 06/09/2007

Os jovens latino-americanos de 15 a 29 anos, definitivamente, não têm tanto tempo para ler os clássicos de sua literatura, como "A Morte de Artêmio Cruz", do mexicano Carlos Fuentes, ou "O Jogo da Amarelinha", do argentino Júlio Cortázar. Apenas 8,5% dos chilenos usa o tempo livre para ler um livro, jornal ou revista. O número de mexicanos é tão baixo que não é possível catalogar os dados. Já os colombianos têm um índice melhor (24%), mas ainda preferem praticar esportes (38%) e ouvir música (37%) a se debruçar sobre um Gabriel García Márquez (Mais)

28 ago, 2007

-Quem vai ler nosso futuro? Cláudia Costin 16/03/2007 Blog do Galeno

As pesquisas de mercado e avaliações do ensino médio e superior não deixam dúvidas: o brasileiro lê pouco, muito pouco.

Baixa escolaridade e baixo poder aquisitivo certamente estão entre as causas da pouca afeição à leitura. Mas não há dúvida de que a falta de incentivo é uma grande indutora desse processo, que deixa milhares de brasileiros à margem da cidadania. Cabe ao Estado mudar esse quadro. E é possível fazê-lo com uma política cultural destinada a aumentar o espaço dedicado às letras, formar o hábito da leitura e tornar o livro um objeto acessível para qualquer pessoa.

Ler é uma atividade fundamental para que as civilizações promovam a circulação de idéias, a geração e a troca de conhecimento. É pela leitura que a pessoa se prepara para pensar, compreende melhor o mundo e se torna apta a solucionar problemas. Mas o livro é, acima de tudo, prazer estético, entretenimento, encantamento. E ninguém se encanta pelo que desconhece, pelo que lhe é tão distante e indiferente. Algum estímulo é necessário. O que, no caso, passa pela família, pela escola e, em última instância, por uma política pública adequada.

Segundo a Câmara Brasileira do Livro, 61% dos brasileiros adultos alfabetizados não têm praticamente contato nenhum com livros. A leitura atrai apenas um terço dos alfabetizados -praticamente todos das classes A e B-, e mais da metade dos compradores de livros está em apenas seis Estados, das regiões Sul e Sudeste, justamente os mais ricos. Ou seja, assim como a renda, a leitura também é concentrada neste país marcado pela exclusão social.

A desigualdade retratada pelos números se realimenta a cada dia de um círculo vicioso: o jovem que não lê se transforma no pai que se mantém ao largo dos livros ou no professor sem leitura, ao qual falta a consciência crítica necessária para o exercício de educar. Um moto-contínuo garantido pela dificuldade de acesso a livros, jornais e revistas, seja por questões econômicas, seja pela inexistência de livrarias ou bibliotecas.

O Brasil tem hoje apenas 1.500 livrarias, enquanto o ideal seria existirem pelo menos 10 mil. E mais: cerca de 1.300 municípios brasileiros das regiões mais pobres não dispõem de nenhuma biblioteca. Uma realidade que faz da formação de leitores um dos maiores desafios educacionais do país.

Uma política cultural que nos permita enfrentar e vencer esse desafio terá de levar em conta alguns fatores. O primeiro deles é que crianças, jovens, adultos e idosos têm necessidades diferentes e precisam ser atendidos de forma distinta.

As publicações infanto-juvenis, por exemplo, podem combinar conteúdo educacional com textos atraentes. Temos grandes autores no segmento infantil, mas poucas publicações de qualidade para jovens de 13 a 17 anos, o que se pode mudar com uma política articulada de incentivo.

De qualquer forma, o bom livro de nada adiantará se não puder chegar à mão do leitor. Por isso, deve-se incentivar a criação de bibliotecas públicas, escolares e comunitárias que funcionem até mesmo à noite e nos fins de semana. Quando a escola já tiver uma biblioteca, que ela seja aberta à comunidade, principalmente nos municípios mais pobres, para que toda a população possa ter contato com os livros. Claro, é preciso capacitar os professores e bibliotecários para que trabalhem como agentes incentivadores da leitura.

Quando aumentarmos o número de bibliotecas e de leitores, naturalmente abriremos espaço para baratear o preço do livro, outro entrave na disseminação do hábito da leitura. Novamente estamos diante de um problema de gestão pública: no Brasil, apenas 1% da produção editorial destina-se às bibliotecas, enquanto nos Estados Unidos 30% dos livros editados são adquiridos pelos acervos públicos.

Nossa experiência na Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo comprova que há soluções simples e com impacto imediato na transformação de habitantes de municípios com baixíssimo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) em leitores apaixonados, aptos a aprender e a se desenvolver ao longo da vida.

Os resultados já alcançados reforçam a convicção de que só pela leitura conseguiremos realmente fazer de cada brasileiro um cidadão pleno. Um cidadão capaz de pensar e construir um futuro em que desenvolvimento pressuponha inclusão social.

28 ago, 2007

-Bibliotecas em tempo de guerra- Affonso Romano de Sant´Anna 01/07/2007 Correio Braziliense

Como escritor, como ex-presidente da Biblioteca Nacional do Brasil ou como um simples cidadão, não poderia ficar indiferente diante das notícias do que ocorre com a Biblioteca Nacional do Iraque e das agruras de seu diretor, Saad Estkander.

Durante a estúpida invasão americana naquele país, em 2003, eu havia escrito uma crônica assinalando que se estava arrasando um dos patrimônios mais valiosos da história da humanidade, ao despejarem toneladas de bombas e passarem tanques em cima de ruínas históricas onde estão os míticos rios Tigre e Eufrates, naquelas bandas onde estava a Nínive do profeta Jonas, na paisagem onde se construiu a Torre de Babel e onde reinou Nabucodonosor, na terra onde se escreveu o código de Hamurabi e no cenário das aventuras de Gilgamesh.

Agora vejo uma fotografia onde um funcionário da Biblioteca Nacional do Iraque, entre os destroços da seção de obras raras, recolhe livros queimados, arruinados. E descubro que o diretor Saad Estkander, impotente diante do descalabro, resolveu fazer um diário na internet narrando as coisas terríveis e estapafúrdias que ocorrem.

Eu já estava, de alguma forma, familiarizado com a lastimável situação de algumas bibliotecas, a começar da nossa, quando a assumi e via livros empilhados pelos corredores ou expostos à chuva e à incúria. Na guerra que também travava, lembro-me que uma bala perdida caiu, certa manhã, a dois metros de minha mesa de trabalho. Mandei recolhê-la à seção de obras raras. Mas lembro-me também, no plano internacional, de quando recebi um espantoso comunicado expedido pelo diretor da Biblioteca Nacional da Rússia pedindo socorro, exatamente, socorro!, pois aquela instituição estava sendo espoliada e à deriva, logo que o comunismo desintegrou-se e não se sabia em que direção aquele país ia. Assim, um dos maiores acervos do mundo parecia ir a pique, num naufrágio titânico. Já tinha, na mesma linha, ouvido, em Moçambique, o ministro da Cultura me narrar que todas as bibliotecas do país haviam sido destruídas nos muitos anos de guerrilha.

Mas essa outra notícia, agora, sobre o que está ocorrendo no Iraque é por demais perturbadora.

Ali foram destruídos, com a guerra, 60% do material arquivado e 95% dos livros raros. Ou seja, a guerra arrasa tanto os monumentos de cal e pedra quanto as obras monumentais do passado. E o diário do acuado diretor da BN iraquiana vai narrando, por exemplo, que “o dia 3 de fevereiro foi um dos mais sangrentos. Um caminhão explodiu na área de Al Sadriya. Mais de 150 pessoas inocentes morreram e 250 ficaram feridas”. Nos dias seguintes, mais explosões, cortes de luz e água; noutro dia, desaparecimento de funcionário seqüestrado ou, até mesmo, o assalto ao ministro da Cultura, ao sair do banco, quando levaram todo o seu salário. E assim por diante. Fora isso, segue descrevendo uma outra guerra, a guerra da burocracia, menos barulhenta, mas mesquinha e danosa.

Muitos de nós já vimos uma espantosa e ao mesmo tempo encorajadora foto tirada durante os bombardeios nazistas de 1940, em Londres. O cenário é uma biblioteca bombardeada, destelhada, mas, entre os destroços, três senhores, britanicamente vestidos, com capote e de chapéu, contemplam e examinam livros que restaram nas estantes. Como diz Alberto Manguel em Uma história da leitura, “eles não estão dando as costas para a guerra nem ignorando a destruição. Não estão escolhendo os livros em vez da vida lá fora. Estão tentando persistir contra as adversidades óbvias; estão afirmando um direito comum de perguntar; estão tentando encontrar uma vez mais – entre as ruínas, no reconhecimento surpreendente que a leitura às vezes concede – uma compreensão”.

É isso que também cada um de nós procura entre as ruínas desta e de outras guerras.


28 ago, 2007

-Leitura, pra quê? Adelson Fernando 11/7/2007 Blog do galeno

Quando o aluno se depara na Universidade com a leitura de certos textos, logo se descobre as dificuldades de entendimento e um estranhamento com a linguagem contida neles. O processo mental acrítico favorece esse estranhamento. Ler significa aquela qualidade que faz a diferença entre o que percebe o mundo e o apreende como forma de domínio de campo e o que deixa o conhecimento passar sem sentido, sem se dá conta de sua relevância e vigor. (Mais)

27 ago, 2007

-O aniversário da coleção Vaga-lume -Gazeta do Povo-26-08-2007

Série completa 35 anos e ainda encanta leitores de diferentes idades. Em comemoração à data, a Editora Ática pretende lançar outros títulos – além dos 90 já disponíveis nas livrarias e bibliotecas do país (Mais)

10 ago, 2007

-Biblioteca digital ao alcance de todos..

Uma bela biblioteca digital, desenvolvida em software livre :) mas que está prestes a ser desativada por falta de acessos...Imaginem um lugar onde você pode gratuitamente:
. Ver as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci ;
· E
scutar músicas em MP3 de alta qualidade;
· Ler obras de Machado de Assis ou a Divina Comédia;
· Ter acesso às melhores historinhas infantis e vídeos da Tv Escola
· E muito mais ...

Esse lugar existe!!

O Ministério Da Educação disponibiliza tudo isso no site:

www.dominiopublico.gov.br

Só de literatura portuguesa são 732 obras!

Estamos em vias de perder tudo isso, pois vão desativar o projeto por desuso, já que o número de acesso é muito pequeno. Vamos tentar reverter esta situação, divulgando e incentivando amigos, parentes e conhecidos, a utilizarem essa fantástica ferramenta de disseminação da cultura e do gosto pela leitura.


9 ago, 2007

-Deseja fazer doação de livros em Curitiba, mas não sabe pra quem??

Aos interessados em fazer uma limpa e doar livros, cadernos, roupas, materiais escolares que estão sem uso em casa...No Uberaba, funciona o Centro de Educação Infantil Curumim, entidade pública a serviço da comunidade que funciona como creche e Projeto.Eles estão fazendo uma campanha de arrecadação de livros e materiais escolares, de todos os tipos, e estão aceitando doações.Se for grande quantidade, eles buscam no local.Lá eles receberão as doações de coração aberto!
Falar com Igle Boelter (diretora) ou Claudete.
3366-3994
Rua Dona Saza Lates, 116
Curitiba PR


7 ago, 2007

-Leitura, pra quê?-Adelson Fernando-Gestão Universitária - 11/7/2007

Quando o aluno se depara na Universidade com a leitura de certos textos, logo se descobre as dificuldades de entendimento e um estranhamento com a linguagem contida neles. O processo mental acrítico favorece esse estranhamento. Ler significa aquela qualidade que faz a diferença entre o que percebe o mundo e o apreende como forma de domínio de campo e o que deixa o conhecimento passar sem sentido, sem se dá conta de sua relevância e vigor. (Mais)

7 ago, 2007

-Colecionador de palavras-Gabriel Perissé-Correio da Cidadania - 19/7/2007

O colecionismo figura entre as manias humanas mais interessantes. Revela nossa capacidade de fazer recortes no universo e criar microcosmos temáticos. Nesses pequenos mundos, construídos com carinho e obsessão, o colecionador se torna especialista, pesquisador contumaz, “pastor” zeloso de um rebanho de coisas e símbolos. (Mais)

7 ago, 2007

-Livros na era digital-O Estado de S. Paulo (por Pedro Doria) - 06/08/2007

Na semana passada, o assunto cá da coluna foi a OpenLibrary, projeto para digitalizar todos os livros do mundo. É o terceiro destes projetos, que incluem também um do Google e outro da Microsoft. (Mais)

7 ago, 2007

-Notícias do futuro-Folha de S. Paulo (por Carlos Eduardo Lins da Silva) - 04/08/2007

Das análises já publicadas sobre o destino dos jornais diários impressos diante do assédio que sofrem das novas formas de comunicação, nenhuma é mais relevante do que a de Philip Meyer, professor da Universidade da Carolina do Norte, no livro "Os Jornais Podem Desaparecer?", agora lançado no Brasil.  (Mais)

4 ago, 2007

-Um país de 320 milhões de livros-Blog do Galeno 02-08-2007

Para ler mais, o país precisa de livros. Para ter mais livros - e fazer chegar às livrarias e outros pontos de venda, às escolas, às bibliotecas e, em especial, às mãos dos leitores - é preciso escrevê-los e publicá-los. (Mais)

3 ago, 2007

-Brasil tem 5 universidades entre as 500 melhores do mundo-Terra-3 de agosto de 2007

O ranking 2007 das 500 melhores universidades do mundo, divulgado desde 2003 pela Shanghai Jiao Tong University, na China, classificou cinco instituições brasileiras. A primeira a aparecer é a Universidade de São Paulo (USP), entre as 200 melhores.

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31 jul, 2007

-Contra a diminuição de público, uma nova biblioteca-ABER - 31/07/2007

Enquanto bibliotecários do mundo todo reclamam que o público vai cada vez mais pesquisar na internet, Amsterdã inaugurou, no começo do mês, sua nova biblioteca: 28 mil metros quadrados de livros, revistas, jornais e DVDs, restaurantes, dois teatros e auditórios.

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30 jul, 2007

-Você sabia?

Em 1971, a casa de Luis Fernando Verissimo se transformou em sede de um jornal de nome e linha editorial não convencionais: “Pato Macho”. Lançado em 14 de abril, o semanário de formato standard tinha em suas páginas desenhos do pato-mascote. No “conselho de redação” tinha Verissimo e amigos como Claudio Ferlauto e Coi Lopes de Almeida. Na cabeça destes “conselheiros”, estava a idéia de se fazer um jornal independente, crítico diante da situação política do país e que, através de textos e muitos cartuns, proporcionasse diversão para os leitores e os próprios redatores. Por causa das dificuldades econômicas inerentes a um jornal alternativo, o projeto naufragou menos de um ano depois de ser lançado, mas ainda hoje pode fazer rir e pensar quem veja os cartuns que publicava. Entre eles, vários de Verissimo.


30 jul, 2007

-Leitura deve ser estimulada na infância-Metronews-30/07/2007

O Instituto Brasil Leitor (IBL) investe na primeira infância para tentar formar uma geração de leitores no País. Cálculos da instituição mostram que estimular a leitura entre crianças de até seis anos é pelo menos cinco vezes mais barato do que tentar inserir o hábito em adultos. (Mais)

27 jul, 2007

-A web sob medida para seu cliente-Diário do Comércio - 24/07/2007

A nova geração de comércio eletrônico (e-commerce 2.0) usa ferramentas de comunidades online para criação, avaliação e seleção de produtos, conforme os desejos claramente definidas pelos compradores. São usadas ferramentas como blogs, fóruns, Wikis etc., que permitem que o consumidor vá além do balcão e comece a determinar, desde o início, as características que deseja nos produtos que irá consumir. (Mais)

9 jul, 2007

-Fofocas literárias

O escritor Wolfgang von Goethe escrevia em pé. Ele mantinha em sua casa uma escrivaninha alta.

O escritor Pedro Nova parafusava os móveis de sua casa a fim que ninguém o tirasse do lugar.

Gilberto Freyre nunca manuseou aparelhos eletrônicos. Não sabia ligar sequer uma televisão. Todas as obras foram escritas a bico-de-pena, como o mais extenso de seus livros, Ordem e Progresso, de 703 páginas.

Euclides da Cunha, Superintendente de Obras Públicas de São Paulo, foi engenheiro responsável pela construção de uma ponte em São José do Rio Pardo (SP). A obra demorou três anos para ficar pronta e, alguns meses depois de inaugurada, a ponte simplesmente ruiu. Ele não se deu por vencido e a reconstruiu. Mas, por via das dúvidas, abandonou a carreira de engenheiro.

Machado de Assis, nosso grande escritor, ultrapassou tanto as barreiras sociais bem como físicas. Machado teve uma infância sofrida pela pobreza e ainda era miope, gago e sofria de epilepsia. Enquanto escrevia Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado foi acometido por uma de suas piores crises intestinais, com complicações para sua frágil visão. Os médicos recomendaram três meses de descanso em Petrópolis. Sem poder ler nem redigir, ditou grande parte do romance para a esposa, Carolina.

Graciliano Ramos era ateu convicto, mas tinha uma Bíblia na cabeceira só para apreciar os ensinamentos e os elementos de retórica. Por insistência da sogra, casou na igreja com Maria Augusta, católica fervorosa, mas exigiu que a cerimônia ficasse restrita aos pais do casal. No segundo casamento, com Heloísa, evitou transtornos: casou logo no religioso.

Aluísio de Azevedo tinha o hábito de, antes de escrever seus romances, desenhar e pintar, sobre papelão, as personagens principais mantendo-as em sua mesa de trabalho, enquanto escrevia.

José Lins do Rego era fanático por futebol. Foi diretor do Flamengo, do Rio, e chegou a chefiar a delegação brasileira no Campeonato Sul-Americano, em 1953.

Aos dezessete anos, Carlos Drummond de Andrade foi expulso do Colégio Anchieta, em Nova Friburgo (RJ), depois de um desentendimento com o professor de português. Imitava com perfeição a assinatura dos outros. Falsificou a do chefe durante anos para lhe poupar trabalho. Ninguém notou. Tinha a mania de picotar papel e tecidos. "Se não fizer isso, saio matando gente pela rua". Estraçalhou uma camisa nova em folha do neto. "Experimentei, ficou apertada, achei que tinha comprado o número errado. Mas não se impressione, amanhã lhe dou outra igualzinha."

Numa das viagens a Portugal, Cecília Meireles marcou um encontro com o poeta Fernando Pessoa no café A Brasileira, em Lisboa. Sentou-se ao meio-dia e esperou em vão até as duas horas da tarde. Decepcionada, voltou para o hotel, onde recebeu um livro autografado pelo autor lusitano. Junto com o exemplar, a explicação para o "furo": Fernando Pessoa tinha lido seu horóspoco pela manhã e concluído que não era um bom dia para o encontro.

Érico Veríssimo era quase tão taciturno quanto o filho Luís Fernando, também escritor. Numa viagem de trem a Cruz Alta, Érico fez uma pergunta que o filho respondeu quatro horas depois, quando chegavam à estação final.

Clarice Lispector era soitária e tinha crises de insônia. Ligava para os amigos e dizia coisas pertubadoras. Imprevisível, era comum ser convidada para jantar e ir embora antes de a comida ser servida.

Monteiro Lobato adorava café com farinha de milho, rapadura e içá torrado (a bolinha traseira da formiga tanajura), além de Biotônico Fontoura. "Para ele, era licor", diverte-se Joyce, a neta do escritor. Também tinha mania de consertar tudo. "Mas para arrumar uma coisa, sempre quebrava outra."

Manuel Bandeira sempre se gabou de um encontro com Machado de Assis, aos dez anos, numa viagem de trem. Puxou conversa: "O senhor gosta de Camões?" Bandeira recitou uma oitava de Os Lusíadas que o mestre não lembrava. Na velhice, confessou: era mentira. Tinha inventado a história para impressionar os amigos.

Fernando Sabino foi escoteiro dos nove aos treze anos. Nadador do Minas Tênis Clube, ganhou o título de campeão mineiro em 1939, no estilo costas.

Guimarães Rosa, médico recém-formado, trabalhou em lugarejos que não constavam no mapa. Cavalgava a noite inteira para atender a pacientes que viviam em longínquas fazendas. As consultas eram pagas com bolo, pudim, galinha e ovos. Sentia-se culpado quando os pacientes morriam. Acabou abandonando a profissão. "Não tinha vocação. Quase desmaiava ao ver sangue", conta Agnes, a filha mais nova.

Mário de Andrade provocava ciúmes no antropólogo Lévi-Strauss porque era muito amigo da mulher dele, Dina. Só depois da morte de Mário, o francês descobriu que se preocupava em vão. O escritor era homossexual.

Vinicius de Moraes, casado com Lila Bosco, no início dos anos 50, morava num minúsculo apartamento em Copacabana. Não tinha geladeira. Para aguentar o calor, chupava uma bala de hortelã e, em seguida, bebia um copo de água para ter sensação refrescante na boca.

José Lins do Rego foi o primeiro a quebrar as regras na ABL, em 1955. Em vez de elogiar o antecessor, como de costume, disse que Ataulfo de Paiva não poderia ter ocupado a cadeira por faltar-lhe vocação.

Rodaram o videoteipe para confirmar a validade de um lance contra o seu Fluminense. Foi unanimidade: pênalti claro. Nelson Rodrigues gritou: "Câmera em mim! Se o videoteipe diz que foi pênalti, pior para ele. O videoteipe é burro! E é só o que tenho a dizer."

Para agradar ao poeta, Chico Buarque "escalou" um jogador do Náutico na Seleção Brasileira, de brincadeirinha. João Cabral de Melo Neto agradeceu a homenagem, com uma ressalva: "Meu time é o América do Recife".

Castro Alves morreu com apenas 24 anos, nasceu em 1847 vindo a falecer em 1871.

J.K Roling (Escritora de Harry Potter) comeceu a escrever seu primeiro livro Harry Potter e a Pedra Filosofal, em guardanapos em um bar que frequentava, e ao terminar o livro ficou com uma terrível dúvida: escolher se comprar leite para sua filha ou mandava seu livro pra editora, hoje elá é milionaria !

Jorge Amado para autorizar a adaptação de Gabriela para a tevê, impôs que o papel principal fosse dado a Sônia Braga. "Por quê?", perguntavam os jornalistas, Jorge respondeu: "O motivo é simples: nós somos amantes." Ficou todo mundo de boca aberta. O clima ficou mais pesado quando Sônia apareceu. Mas ele se levantou e, muito formal disse: "Muito prazer, encantado." Era piada. Os dois nem se conheciam até então. ;o)

Trechos extraídos do site www.aliteratura.kit.net, site com resumos literários , dirigidos a estudantes brasileiros, principalemente vestibulandos.


27 jun, 2007

Pesquisa da CIEE aponta que 1 em cada 5 jovens não lê

Jovens sem história ..
Fernanda Aranda, do Jornal da Tarde (25/06/2007)

SÃO PAULO - O papo é sério e o quadro é grave. Uma pesquisa do Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee) revelou que cerca de 20% dos universitários da Região Metropolitana de São Paulo não têm o hábito de ler. Isso significa que uma em cada cinco pessoas que freqüenta alguma faculdade, seja pública ou particular, vive afastada do mundo da leitura.

Foram entrevistados 1.104 jovens do ensino superior. Da parcela que afirmou ler de vez em quando, a Bíblia foi citada como o livro mais influente. No segundo lugar do ranking, a resposta foi típica de concurso de beleza. Como entre as candidatas à miss, O Pequeno Príncipe também está no topo da lista dos preferidos dos estudantes (saiba mais acima).

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18 jun, 2007

LIVRO DE BAUDELAIRE COM DEDICATÓRIA A DELACROIX SERÁ LEILOADO

PARIS, 14 JUN (ANSA) - Uma rara edição de uma das obras-primas da literatura mundial, "As Flores do Mal" de Charles Baudelaire, com uma dedicatória do escritor a Eugène Delacroix, pintor francês, será leiloado em 27 de junho pela Southeby's, nos arredores de Paris.
A obra tem o valor estimando entre 300 e 400 mil euros, mas é provável que os lances superem essa marca.
A Southeby's criou todo um evento em torno do leilão, aproveitando o aniversário de 150 anos de publicação desse livro, que saiu em 1857.
Essa obra foi confiscada meses depois do seu lançamento, e Baudelaire e o seu editor Poulet-Malassis foram parar na Justiça sob a acusação de publicação de material obsceno e ofensivo. Seis poesias foram censuradas e tanto o autor quanto o editor tiveram que pagar uma multa.
O canal público televisivo Public Senat transmitirá o leilão ao vivo a partir do dia 19 de junho pelo site www.publicsenat.fr, e a partir de 22 de junho na TV.
A dedicatória, escrita com tinta preta, diz: "A Eugène Delacroix, como prova da minha eterna admiração, Ch. Baudelaire". Isso confirma os fortes laços de amizade e de estima entre o poeta e o pintor, responsável por uma das maiores obras-primas do período romântico, "A Liberdade guiando o povo".
Baudelaire o definia como "o poeta da pintura", ou ainda "o pintor mais original dos tempos antigos e dos tempos modernos".
A obra que irá a leilão é uma dos 22 exemplares do livro que foram impressos em um raro tipo de papel, dos quais 12 possuem dedicatórias a artistas e literatos da época de Baudelaire.
O volume dedicado a Delacroix também contém correções em três poesias feitas pelo próprio autor.
Southeby's apresenta o leilão do dia 27 de junho como "um verdadeiro acontecimento no mercado da arte".
Também serão leiloados alguns livros, fotografias, desenhos, manuscritos e cartas referentes a outros grandes nomes dos séculos XVIII - Denis Diderot e Jean-Jacques Rousseau, XIX - Arthur Rimbaud e o próprio Delacroix - e XX - Marcel Proust. (ANSA)

Retrato de Baudelaire


5 jun, 2007

Raridade, primeira edição de "Harry Potter" vai a leilão em Londres

Uma primeira edição do livro que iniciou a saga do jovem mago Harry Potter, criação da escritora britânica J. K. Rowling, irá a leilão na Bonhams de Londres no próximo dia 26.

A versão em capa dura de "Harry Potter e a Pedra Filosofal" será leiloada três semanas antes da publicação da sétima e última obra de Rowling na série, em 21 de julho.

Seth Wenig/AP

Carta da escritora J. K. Rowling também será leiloada na Bonhams de Londres
Carta da escritora J. K. Rowling também será leiloada na Bonhams de Londres



Quando saiu a primeira edição das aventuras do bruxinho, em 1997, foram postos à venda menos de 1.000 exemplares. Em pouco tempo, porém, o personagem se transformou em fenômeno editorial. Rowling vendeu 325 milhões de livros no mundo todo, traduzidos para 64 idiomas.

Em leilões anteriores, outras edições iniciais do primeiro livro de Harry Potter arrecadaram mais de 15 mil euros (US$ 20 mil) e a casa de leilões Bonhams espera que a próxima supere os 10 mil euros (US$ 13 mil).

O especialista em livros da Bonhams, Luke Batterham, afirmou haver "um enorme interesse" no leilão, por se tratar do "fenômeno editorial desta era".

No leilão, irá à venda ainda uma carta que a escritora britânica enviou ao correspondente no Reino Unido do jornal alemão "Die Welt", Thomas Kielinger, comunicando sua frustração por não poder viajar a Berlim para receber um prêmio literário concedido pela publicação.

Espera-se que a carta alcance entre 2.175 euros (US$ 2.900) e 2.900 euros (US$ 3.900) no leilão.

Fonte:Folha Online (Bol Notícias-05/06/07)


2 jun, 2007

Para falar bem é preciso gostar de ler

O professor e palestrante Reinaldo Polito, mestrado em ciências da comunicação e autor de vários livros, conta um pouco de sua convivência com os livros desde a infância...fato que,obviamente, impulsionou a sua carreira.

http://click.uol.com.br/?rf=hu-mod7a-subs&u=http://noticias.uol.com.br/economia/carreiras/artigos/polito/2007/06/01/ult4385u17.jhtm

Sugestões de livros lançados por este autor, todos laçados pela editora Saraiva, geralmente voltados para oratória:

-"Como falar corretamente e sem inibições "

-"Recursos audiovisuais nas apresentações de sucesso"

-"Superdicas para falar bem em conversas e apresentações"

-"Como falar de improviso e outras técnicas de apresentação"

-"Como se tornar um bom orador e se relacionar bem com a "imprensa

-"Gestos e postura: como falar melhor"

-"Vença o medo de falar em público"

-"Assim é que se fala"


30 mai, 2007

-Tesouro da juventude-O Estado S. Paulo - 29/05/2007

Tudo o que você precisa saber sobre a arte de escrever para crianças reaparece na versão atualizada do completo Dicionário de Literatura Infantil e Juvenil

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24 mai, 2007

-Livros produzidos no Brasil passarão a ter 'selo verde'-O Estado de São Paulo - 23/5/2007

A Suzano Papel e Celulose iniciou um projeto que vai permitir a um grupo de gráficas brasileiras obter a certificação florestal FSC, selo internacional que reconhece o uso correto das florestas para fins econômicos. Até então, apenas as grandes papeleiras tinham acesso a essa certificação.A certificação das gráficas permitirá que mais produtos com o selo, como livros e embalagens, cheguem às mãos dos consumidores. (Mais)

22 mai, 2007

-Tesouros da Biblioteca Nacional-MinC - 21/05/2007

Com um patrimônio superior a 9 milhões de publicações, a Fundação Biblioteca Nacional foi considerada pela Unesco como a 8ª maior biblioteca do mundo

A Fundação Biblioteca Nacional (BN) é uma das mais antigas instituições públicas brasileiras. Foi instalada oficialmente no Rio de Janeiro em 1810, a partir do acervo da Real Biblioteca de Portugal, trazido pela corte do príncipe regente Dom João, em 1808. É hoje a maior fonte de pesquisa em livros, jornais e periódicos do país e tem a função de ser a depositária da memória bibliográfica e documental do Brasil. Toda obra publicada no país precisa ter pelo menos um exemplar arquivado na BN. Com um patrimônio superior a 9 milhões de itens foi considerada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como a 8ª maior biblioteca do mundo.

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21 mai, 2007

-A pena e a espada-Folha de S. Paulo (por Nelson Aacher) - 21/05/2007

Havia países onde ser escritor envolvia mais do que publicar e ser lido. Em tais lugares, os autores consideravam-se e eram não raro considerados a consciência da nação ou a voz do povo, os portadores dos valores tradicionais ou o símbolo da resistência. Eles eram, enfim, figuras sobre-humanas, heróis da comunidade. (Mais)

10 mai, 2007

-Vaticano vai fechar biblioteca para reformas até 2010--BBC Brasil 03/05/2007

Uma das bibliotecas mais antigas do mundo, a do Vaticano, deve ficar fechada pelos próximos três anos, devido a problemas nos edifícios que abrigam a coleção. A decisão foi tomada sem aviso prévio e surpreendeu estudiosos de todo o mundo que utilizam o acervo do Vaticano em suas pesquisas.

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10 mai, 2007

PAPEL RECICLADO! CIDADÃO ENGANADO? - Eduardo Massocati

DESASTRE ECOLÓGICO!
Num dos piores acidentes ecológicos do País, vazamento tóxico contamina rios, dizima a fauna e deixa 600 mil pessoas sem água.


Uma semana depois de celebrar o dia mundial da água, o Brasil perpetrou um marco na história ambiental. Uma mancha tóxica resultante do processo químico de branqueamento do papel se alastrou por quase 100 quilômetros de rios, deixando mais de 600 mil pessoas sem água e um cenário desolador. Foi um dos mais graves desastres ecológicos do País. O acidente começou na madrugada do sábado 29, quando 1,2 bilhão de litros de resíduos tóxicos vazaram do reservatório da fábrica Cataguazes Indústria de Papel ( fabricante de papel reciclado), no município mineiro de Cataguases. O veneno de coloração negra cobriu o ribeirão Cágado, impregnou o rio Pomba e se estendeu pelo rio Paraíba do Sul, que abastece os Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. [I]
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8 mai, 2007

-A enciclopédia e a obesidade---Folha de S. Paulo (por Nelson Ascher) - 07/05/2007

Enciclopédia é algo que nunca tive em casa. Não que faça alguma ressalva substantiva a esses magníficos e laboriosos compêndios de todo tipo de conhecimento. Uma das razões, aliás, para não tê-los por perto está no fato de que são demasiado tentadores: a gente pega um de seus volumes para consultar tal ou qual verbete, abre na página errada, algum tópico nos chama a atenção, depois, vinculado a este ou não, mais outro e assim por diante, até que, horas mais tarde, já é difícil até recordar que dúvida ou curiosidade nos levara originalmente à estante. (Mais)

28 abr, 2007

-"Escrever é uma ponte entre o real e o imaginário" A Tribuna - Santos - 23/04/2007

O escritor Milton Hatoum foi uma das estrelas do último sábado da 1ª Bienal de Guarujá, que acontece no Pavilhão de Eventos Enseada (Avenida Miguel Esféphano, 1.739) até o próximo dia 30. O vencedor do Prêmio Jabuti 2006, com a obra Cinzas do Norte, participou do Salão de Idéias, espaço de encontro entre autores e público, falando sobre o tema O Processo de Criação do Romance Contemporâneo, destacando as alegrias de construir personagens e da sensação de fracasso ao deixar um livro inacabado. (Mais)

18 abr, 2007

-Sim, o Sítio do Pica-Pau existe. E fica em Taubaté O Estado de S. Paulo - 17/04/2007

Espaço tem programação para marcar 125 anos de Monteiro Lobato

Para quem achava que tudo era mera ficção, a boa notícia: o Sítio do Pica-Pau Amarelo existe sim. Trata-se de uma imensa área verde no centro de Taubaté, interior de São Paulo, onde fica a casa do Visconde de Tremembé, avô de Monteiro Lobato. Lá nasceu há 125 anos - a data será comemorada amanhã - o pai de Emília, a boneca falante, e de outros personagens inesquecíveis.

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16 abr, 2007

"A VIDA SÓ PODE SER COMPREENDIDA OLHANDO-SE PARA TRÁS, MAS DEVE SER VIVIDA OLHANDO-SE PARA FRENTE"

(NIELS BOHR)


10 abr, 2007

-Confesso que não li-Folha de São Paulo

Inspirada pela pesquisa, a reportagem da Folha pediu a alguns escritores e leitores que freqüentam a Livraria Cultura, em São Paulo, que relatassem seus exemplos de livros "menos lidos". A lista apontou de clássicos de notória difícil digestão, como "Ulisses", de James Joyce, a best sellers como "Quando Nietzsche Chorou", em que Irvin D. Yalom criou uma trama envolvendo o filósofo alemão Friedrich Nietzsche e Sigmund Freud.

O romance de Yalom está, por exemplo, na lista dos livros que a escritora Lya Luft começou, achou "chato" e não terminou: "Faço isso algumas vezes porque tenho pouca paciência para o que não me interesse ou seduza", justifica Luft. "Tendo traduzido uma grande biografia de Nietzsche, e conhecendo um pouco da vida e obra de Freud, detestei aquelas situações romanceadas."

Dono de uma biblioteca com 8.000 mil livros, o escritor Alberto Mussa compra até 20 livros por mês, mas não sofre tanto com sua condição de colecionador, que não dá conta do que está na estante. E sim com um quase trauma de infância. Mussa conta que, quando criança, era obrigado pelo pai a fazer resumos de livros, se fazia alguma "besteira". O castigo funcionou até que caiu em suas mãos "Guerra e Paz", clássico do escritor russo Tolstói.

"Tomei aversão ao livro. Comprei outra edição há dois anos e não consegui ler até hoje", confessa Mussa, que há cerca de um ano abandonou outro clássico: "Finnegans Wake", de Joyce. "Achei absurdo, um livro sem sentido, uma viagem que não tem nada a ver."

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9 abr, 2007

-Como chegar ao primeiro livro - Folha de S. Paulo - 26/03/2007

Jovens escritores explicam qual foi a trilha que seguiram para colocar nas livrarias suas obras de estréia


Escrever um livro demanda inspiração e trabalho duro. Mas publicá-lo exige bem mais: é preciso aliar esforço a um pouco de sorte, um tanto de iniciativa, bons contatos e muita paciência. A Folha ouviu sete escritores de uma nova geração que contam suas experiências e revelam quais os possíveis atalhos para lançar o primeiro livro.

Alguns criaram a própria editora, como o paulistano Daniel Galera, 27. Aos 21 anos, ele juntou-se aos amigos Daniel Pellizzari e Guilherme Pilla (companheiros no fanzine eletrônico CardosOnline) para fundar a Livros do Mal, editora que funcionou de 2001 a 2003.

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2 abr, 2007

-Livro esgotado em preso em "blitz" contra cópias

Retida no 5.º DP de Sorocaba, obra relata prisões durante 30.º Congresso da UNE

(José Maria Tomazela, SOROCABA, pelo jornal O Estado de São Paulo )


Um exemplar do livro Movimento Estudantil - A UNE na Resistência ao Golpe de 64, do professor José Luis Sanfelice, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) está há mais de cinco meses “detido” no 5º Distrito Policial de Sorocaba.

A apreensão ocorreu durante blitz policial para coibir a cópia não autorizada de livros.

Ocorre que a obra, lançada em 1986 pela editora Cortez, está esgotada há mais de dez anos e sua cópia foi recomendada pelo próprio autor.

O livro aborda a prisão de líderes estudantis durante o regime militar, na década de 60. Entre eles o ex-presidente do PT, ex-ministro da Casa Civil e deputado federal cassado José Dirceu. Um dos capítulos trata do célebre 30º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), em Ibiúna, interior de São Paulo, que terminou com a prisão, em 12 de outubro de 1968, dos 800 participantes, entre eles Dirceu, candidato favorito à presidência da entidade.

Também são citadas lideranças estudantis da época, como José Serra, presidente da UNE entre 1963 e 1964 e hoje governador de São Paulo (PSDB), e José Genoíno, outro ex-presidente do PT e hoje deputado federal na 6ª legislatura. O autor, que também colabora com o programa de mestrado da Universidade de Sorocaba, foi procurado por uma aluna que queria consultar seu livro para utilizar numa dissertação de mestrado.

“Contei que havia um único exemplar na biblioteca da escola e sugeri que ela tirasse cópia.” A aluna levou o livro a uma xerocadora justamente no dia da blitz. Quando soube da apreensão, ela informou o professor. “Achei estranho, pois é uma edição esgotada, de mais de 20 anos.”

Ele considera que o caso remete a uma rediscussão da lei dos direitos autorais. “Como não fiz reedição, tenho de tornar o conteúdo disponível de alguma forma. Isso pode acontecer com outros autores.”

Sanfelice dispôs-se a ir até o distrito para liberar a obra, mas foi informado de que não adiantaria.

O exemplar foi encaminhado para uma demorada perícia técnica. Sanfelice acredita que o livro pode ficar preso mais tempo do que Dirceu. O ex-líder estudantil permaneceu 11 meses numa cela do Departamento de Ordem Política e Social (Dops) em São Paulo, até ser exilado no México, de onde seguiu para Cuba.

A aluna, Marcilene Leandro Moura, que é professora de educação física, disse que procurou o livro até em sebos. “Mandei copiar autorizada pelo autor e como último recurso.”

Quando soube da apreensão, foi até o DP, onde informaram que havia um inquérito em andamento. De nada adiantou dizer que precisava do livro para a tese.

Marcilene teve até problemas acadêmicos por causa da apreensão. “Como estava em débito com a biblioteca, não conseguia cancelar a inscrição numa disciplina do mestrado e quase fui reprovada por falta.”

Ela teve de negociar uma anistia, oferecendo outro título à biblioteca. “Ninguém acreditava que minha história fosse verdadeira.”

O delegado do 4º DP, José Olímpio Prette, confirmou ontem que o exemplar foi encaminhado para perícia no Instituto de Criminalística (IC). O procedimento seria necessário para comprovar a reprodução, vedada pela lei 9.610, de 1998.

Artigo retirado do site www.vermelho.org.br


2 abr, 2007

- Um pais se faz de homens e de livros _Valor Econômico - 30/03/2007

O Brasil é um país que lê pouco e mal. Em média, o brasileiro lê 1,8 livro por ano, segundo a Câmara Brasileira do Livro (CBL). Os modestos números ganham contornos piores se comparados aos dos vizinhos Uruguai e Argentina, onde as pessoas lêem quatro livros por ano. Quando confrontados à média européia, os dados são irrisórios. Na terra de Shakespeare e Cervantes, a média é superior a 20 títulos anuais. Mesmo diante de quadro tão cinzento, o Brasil tem acompanhado, nos últimos tempos, importante fenômeno que procura fazer frente a essa situação: a vitalização dos prêmios literários. (Mais)

2 abr, 2007

-Tecnologia rompe limites de livros e lousas-O Estado de são Paulo 02/04/2007

O grande barato é usar o PC como ferramenta de apoio ao aprendizado, em sincronia com o projeto pedagógico

Um corpo humano, semidissecado, flutua na lousa em cores vivas. Com um toque de dedo, o professor, atento à reação dos alunos, abre a cavidade torácica e expõe o coração, que bate com vigor. O som das batidas estremece a sala. Vários olhinhos atentos acompanham o fluxo de sangue pelo corpo até chegar ao cérebro.

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29 mar, 2007

-São Paulo repagina livrarias - Folha de S. Paulo - 18/03/2007

Livraria da Vila abre hoje nova loja com arquitetura de "luxo";
Cultura segue a tendência nos próximos meses

Teatros, auditórios, bares e restaurantes são oferecidos como vantagens a público que poderia comprar livros na internet ou em megastores

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29 mar, 2007

-Oferta de obras digitais aumenta no Brasil - Valor Econômico - 27/03/2007

O mercado de livros digitais ainda é incipiente no Brasil. Porém, há várias iniciativas que estão ampliando a oferta do produto na internet, principalmente por parte das bibliotecas. Também há apostas comerciais no segmento, como a do site eBookCult que, a partir de abril, passa a vender também um tipo de eBook reader (aparelho que armazena os arquivos e no qual as pessoas podem ler os livros).  (Mais)

8 mar, 2007

-Best-sellers são alvo de pirataria na internet -Caderno G-Gazeta do Povo-06/03/2007

por LUÍS CELSO JR. - GAZETA DO POVO ONLINE

Os best-sellers são o principal alvo da pirataria de livros
Os best-sellers são o principal alvo da pirataria de livros
Assim como acontece com a música e os filmes, os livros também são alvos da pirataria na internet. Em programas de conexão entre usuários (P2P ou torrent) não é difícil se encontrar obras digitalizadas, principalmente best-sellers como “O Código Da Vinci”, “Harry Potter” e “O Monge e o Executivo”, o que viola a Lei de Direitos Autorais (LDA). Na web, devido à maior vigilância, esse tipo de pirataria explícita é mais rara, mas ainda assim pode acontecer.

Ao contrário do que muita gente pensa, fazer o download de quaisquer obras intelectuais, mesmo que para fins não comerciais, caracteriza pirataria, pois viola a licença, que são os termos de uso, para qual aquela obra foi cedida.

Segundo a LDA (Lei n.º 9.610 de 19 de fevereiro de 1998), com exceção de pequenos trechos, é proibido reproduzir ou distribuir uma obra sem a autorização do autor, que é o detentor dos direitos da mesma. De acordo com Rafael de Sampaio Cavichioli, professor de Direito Civil do Unicenp, a proteção acontece desde a concepção da obra. "No momento em que se cria uma obra intelectual o autor possui os diretos sobre ela, independente de um registro", explica.

Portanto, para que uma obra seja distribuída gratuitamente na internet, é necessário que ela se enquadre em uma das duas condições: que ela esteja em domínio público, o que ocorre 70 após a morte do autor; ou que o próprio autor autorize, o que vem ocorrendo por meio de licenças públicas como o Creative Commons (entenda melhor como funciona).

Os livros digitais

Theo Marques/Gazeta do Povo
Theo Marques/Gazeta do Povo / Os e-books ainda encontram resistência dos leitores. Muitas pessoas preferem o papel
Os e-books ainda encontram resistência dos leitores. Muitas pessoas preferem o papel
Apesar da pirataria, há muito livros que são distribuídos de graça na internet, e com total legalidade. Os e-books (também chamados de livros digitais, livros eletrônicos ou livros-e) já estão disponíveis na rede há muito tempo. Devido ao tamanho reduzido dos arquivos e à facilidade de digitalização, o material já era colocado à disposição antes mesmo das músicas ou vídeos. A prática só cresce à medida que a tecnologia evoluiu. A quantidade de material distribuído em diversas línguas é muito grande.

Somente o Project Gutenberg (Projeto Gutenberg) tem no catálogo mais de 20 mil obras, com inserção de 50 novos textos por semana. Iniciado em 1971, pelo americano Michael Hart, então na Universidade de Illinois, o projeto também se denomina a mais antiga biblioteca digital do mundo. O primeiro texto inserido no sistema foi a Declaração de Independência dos Estados Unidos da América, que também é considerado o primeiro e-book.

E-books
Confira uma lista de alguns dos sites que fornecem e-books gratuitos
Atualmente na web há diversos sites e bibliotecas digitais (também chamadas bibliotecas virtuais), tanto em português quanto em outras línguas. No Brasil, alguns dos maiores são o Cultvox, que oferece cerca de 500 livros gratuitos e possibilita a compra de outros títulos em formato digital; o Virtual Books, que possui também outros serviços como entrevistas e resumo de jornais; e o eBookCult, que oferece além de livros diversas informações sobre a cultura dos e-books, notícias, links, dicas de software e hardware para leitura.

Resistência e Receptividade

Olho seco
Ar-condicionado e muito tempo no computador podem causar a Síndrome do Olho Seco. Veja como se prevenir
Mesmo sendo a mídia digitalizada há mais tempo, os e-books sofrem resistência de muitos usuários devido ao incômodo em permanecer longos períodos lendo no computador. Além dos problemas posturais, causados pelo posicionamento incorreto na cadeira e em relação ao computador, o leitor está sujeito a complicações oftalmológicas.

No entanto, há pessoas que dizem não sentir esse mal estar. "Eu acho melhor ler no computador. Posso aumentar e diminuir a letra conforme o meu gosto. Além do fato de ser de graça", afirma o jornalista Marcos Alede (26). "Eu acho que é bem mais prático [ler no computador]. Se há algum problema de saúde nesse sentido, a tecnologia está caminhando para resolver", diz Alede referindo-se a novos softwares e hardwares que prometem solucionar o problema.

Sebos online
Se você também não abre mão de ter um livro de papel e precisa de uma opção acessível, veja a lista de sites de sebos que a Gazeta do Povo Online preparou
Mesmo assim, para algumas pessoas a sensação de ter o livro em mãos é importante. É o caso da diretora da Faculdade de Tecnologia Instituto Politécnico do Paraná, Valdelúcia Krüger (53). "Acho que o leitor tem uma relação com a obra que se consolida com o manuseio do livro. O computador é impessoal. Para mim ele distancia, não permite as emoções da leitura", afirma. "Mesmo para ler jornais e revistas há todo um charme que no computador não tem. Não leria jamais um livro no computador porque não tem a emoção do livro", finaliza.

Já a doutora em história social Ana Paula Vosne Martins (45), professora da Universidade Federal do Paraná, afirma que não gosta de ler no computador, mas usa os e-books. "Não tenho o hábito de baixar livros digitais. Só uso quando não acho [para vender] o título que eu quero", afirma. "Acho que deveria existir muito mais [livros digitais gratuitos] porque facilita o acesso às obras. Não significa que o livro de papel vai acabar, mas o preço democratiza o conhecimento", enfatiza.


28 fev, 2007

Poema inédito de Pablo Neruda está à venda por US$ 3.700!!!!

Um poema inédito do Nobel de Literatura chileno Pablo Neruda, escrito em 1963, está à venda por US$ 3.700.

Neruda escreveu o poema, dedicado a uma amiga, sobre uma tábua de madeira. A mulher, Elvira Morel, comemorava seu aniversário em Limache, 120 quilômetros ao norte de Santiago.

Na ocasião, o poeta chegou e reclamou do barulho que os convidados faziam. "É meu aniversário e estou na minha casa. Se não está gostando, pode ir embora", teria dito Morel, segundo relato ao jornal "El Mercúrio".

Neruda, amante das festas, não se foi e decidiu pedir desculpas à mulher por meio de um poema de 14 linhas escrito com sua pena de tinta verde. "Perdoe o poeta/Um pouco o que lhe passa/Aos poetas e aos loucos/Dá-lhes tua casa", escreveu Neruda na madeira.

O neto da mulher é quem oferece o poema, por US$ 3.700, em anúncio nos classificados do jornal chileno.

Artigo da Folha de São Paulo-coluna "Ilustrada", de 26-02-2007


9 fev, 2007

"O mapa da compra do livro tecnico"- artigo do Jornal do Estado-PR

Volta às aulas08/02/2007
Sebos, pontas de estoques, promoções e edições mais simples ou antigas são a saída para os alunos do ensino superior

(Ana Ehlert Colaborou Thais Marques )
Sebos, pontas de estoques, promoções e edições mais simples ou antigas são a saída para os alunos do ensino superior que precisam segurar os gastos nesta volta às aulas. Para esse pessoal, a lista de material praticamente não tem peso, uma vez que é a lista de livros técnicos, muitas vezes com títulos indispensáveis ao ensino, que literalmente lhes tira o sossego. A exceção se dá por conta dos alunos de alguns cursos, como de odontologia, em que, além dos livros técnicos, são necessários equipamentos cirúrgicos para o aprendizado.

Em algumas livrarias, as edições mais antigas são vendidas a preços bem menores. Um exemplo é a publicação Anatomia Fundamental, de Sebastião Vicente de Castro, utilizado por alunos da área de Biológicas. A edição mais nova tem o preço de tabela de R$149. Mas na Livraria Osório, os alunos podem encontrar edições com preços entre R$ 39 e R$ 90, segundo informa Vanessa Fialho, uma das vendedoras. Mas antes de optar pelo preço o mais indicado é buscar orientação dos professores sobre a melhor edição.

Na Feira dos Livros Usados, que trabalha tanto com troca quanto com venda de títulos, o funcionário Fábio Ribeiro, conta que o valor de troca do livro é de metade do preço de venda, e o valor de compra, de um quarto. “Por isso, trocar vale a pena”, pondera. O preços da Feira são entre 40% e 50% menores aos novos.
A estudante de medicina, Vanessa Amoroso, compra os livros apenas em sebos. “Abro a lista telefônica e ligo para todos os lugares perguntando se eles têm o livro que eu quero”, explica.

Vanessa, além do telefone, utiliza a internet para fazer pesquisas em sebos on-line, mas diz que prefere, antes de fechar a compra, verificar as condições do livro pessoalmente.
Entre os “achados” de Vanessa o Altas de Anatomia Humana, de James Sabotta, comprada por R$ 250. “O preço era de R$ 300, mas eu pechinchei e a vendedora fez por menos”, lembra.


Descontos que chegam a 90%

Na Top Livros, que trabalha apenas com ponta de estoque de livros novos, os descontos podem chegar a 90%, segundo o gerente, Marcelo Gonzaga. “Procuramos fazer descontos maiores do que 50% em todos os livros”, conta. Para tanto, são comprados estoques de livrarias que estão fechando, em qualquer ponto do País. O site www. toplivros.com.br tem a relação de títulos ofertados.

Na Livraria do Chain os livros universitários para turmas tem desconto de até 20%, segundo as informações do vendedor, Giltamar Cardoso.“O desconto aumenta conforme o número de pedidos. Negociamos o abatimento no preço dos livros para turmas a partir de 10 alunos”, acrescenta.
Nas Livrarias Curitiba, até o dia 31 de março os descontos serão de 20% no pagamento à vista para universitários, mediante a apresentação da carteirinha da faculdade com validade atualizada ou comprovante de matrícula. (AE)

Serviço
Feira dos Livros Usados 3322 9922
Livraria do Chain 3264 3484
Livrarias Curitiba 0800 643 9697
Livraria Osório 3222 0652
Top Livros 3022 7973

2 fev, 2007

-Pasternak ganhou o Nobel graças à CIA, diz historiador Agencia Estado SP

historiador russo Iván Tolstói revela a saga do romance Doutor Jivago
MOSCOU - A Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos pagou de seu próprio orçamento a primeira edição em russo do lendário romance Doutor Jivago, o que permitiu que seu autor, Boris Pasternak, fosse premiado com o Nobel de Literatura em 1958. Poucos dias depois ele renunciou ao prêmio, após ter sido ameaçado de deportação. (Mais)

2 fev, 2007

-A LEITURA E A CONSTRUÇÃO DO LEITOR EM POTENCIAL

Texto escrito por Patrícia Ferreira Bianchini Borges, licenciada em Letras pela Uniube – MG, e pós-graduada em Estudos Lingüísticos: “Fundamentos para o Ensino e Pesquisa” pela UFU – MG.

Fonte: Amigos do Livro

A leitura é um dos grandes, senão o maior, elemento da civilização. De acordo com Bakthin, o ato de ler é um processo abrangente e complexo de compreensão e intelecção do mundo que envolve uma característica essencial e singular ao homem: a sua capacidade simbólica de interagir com o outro pela manifestação da palavra. (BRANDÃO:1997).

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31 jan, 2007

-Ficção entre o descaso e o despeito (por Paulo Ludmer) - DCI - 24/01/2007

Há mais brasileiros escrevendo do que lendo ficção, debocham alguns escritores. Verdade ou mentira, somente no último concurso anual do Banco Real, dirigido a candidatos maiores de 60 anos, no segmento literário dos Talentos da Maturidade, afluíram mais de 16 mil textos na disputa.

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12 jan, 2007

-Noticia histórica sobre M. Galland - O tradutor das "Mil e uma noites"

Antoine Galland nasceu em 1646 de pais pobres, fixados numa aldeiazinha da Picardia.
Tinha apenas quatro anos, e era o sétimo filho, quando seu pai faleceu. Sua mãe, não sabendo que destino dar-lhe, e reduzida ela própia a viver do trabalho, tanto fez que conseguiu coloca-lo
no colégio de Noyon, onde o principal e um cônego da catedral dividiram os cuidados e o custo da sua educação. (Mais)

12 dez, 2006

Um gesto simples..Um exemplo a ser seguido

Escola municipal no Tatuquara faz pausa para leitura


Alunos da Escola Municipal Vila Zanon, no Tatuquara, estão dando um exemplo de como desenvolver o hábito de leitura e melhorar o desempenho escolar. A proposta veio da direção da escola, no início deste ano. Uma vez por semana, às quartas-feiras, alunos de 5 a 12 anos, educadores e funcionários, interrompem suas atividades às 9h e às 14h por 20 minutos. É a "Pausa para a Leitura".

Durante a pausa, as crianças escolhem o livro de seu interesse, entre 600 obras disponíveis, e o local preferido para melhor se concentrarem nas páginas, de onde saltam heróis, princesas e vilões. O diretor da escola, Antonio Ulisses Carvalho, contou que a leitura é adequada ao processo de entendimento e aprendizagem de cada criança.

"Algumas lêem sozinhas, deitadas no pátio; outras escutam atentamente contos infantis ou histórias de aventuras lidas pela professora".

Jéssica, 6 anos, tem dificuldade de aprendizagem e durante a pausa para leitura dedica atenção integral à professora Kátia Reizer. "No caso da Jéssica, é um incentivo à concentração e desenvolvimento individual. O mais interessante é que as crianças, além de gostarem das leituras, interagem e desenvolvem a comunicação", explicou a professora de Educação Infantil da Escola Vila Zanon.

É importante aprender mais e isso a gente faz lendo mais, explicou Gabriela, 7 anos, aluna da 2º série do Ensino Fundamental. "Eu melhorei muito nas provas, nas palavras e aprendi coisas bem interessantes", contou Jonathan, 8 anos, também aluno da 2º série. Na última atividade, Jonathan descobriu as aventuras de um macaco trapalhão, deitado em um colchão.

Maior agilidade de raciocínio, desenvolvimento na comunicação e na leitura, além da percepção e construção de um espírito crítico, são os resultados da "Pausa para Leitura" em 11 meses de atividade. "Percebemos as transformações no rendimento escolar, na percepção e no desenvolvimento do espírito crítico dos alunos a partir da pausa para leitura", reforçou o diretor da escola.

Funcionários também se integraram à proposta. A cozinheira Judite Roiko, de 37 anos, há muito tempo não lia um livro. "É bom quando nos reunimos com todos, aqui na escola, para ler. Desde que começamos, participo de todos os momentos. Lendo, a gente aprende mais", disse.

Além do projeto das quartas-feiras, a Escola Vila Zanon propõe escalas de leitura durante os recreios para cada turma e incentiva a leitura em casa, com a participação da família. "Pretendemos organizar outros horários e dias para ampliar a atividade e criar um lugar para concentrar o acervo de livros", informou Carvalho. Por enquanto, os livros estão disponíveis no pátio da escola, nas salas de aula e na sala do diretor.

Publicado em 11/12/2006 às 10:32, no site www.curitiba.pr.gov.br.


18 nov, 2006

-OS 100 LIVROS BRASILEIROS DO SÉCULO 20-Fonte: Câmara Brasileira do Livro

1.Novelas Paulistanas: Brás, Bexiga e Barra Funda - Antonio de Alcântara Machado
2.A Rosa do Povo - Carlos Drummond de Andrade
3.O Tempo e o Vento - Érico Veríssimo
4.Vidas Secas - Graciliano Ramos
5.Grande Sertão: Veredas - Guimarães Rosa

 (Mais)

18 nov, 2006

-Os 100 melhores livros da literatura universal segundo a Folha de São Paulo

- Ulisses (1922) - James Joyce (1882-1941). Retomando parodicamente a obra fundamental do gênero épico -a "Odisséia", de Homero-, "Ulisses" pretende ser uma súmula de todas as experiências possíveis do homem moderno. Ao narrar a vida de Leopold Bloom e Stephen Dedalus ao longo de um dia em Dublin (capital da Irlanda), o autor irlandês rompeu com todos as convenções formais do romance: criação e combinação inusitada de palavras, ruptura da sintaxe, fragmentação da narração, além de praticamente esgotar as possibilidades do monólogo interior. Para T.S. Eliot, o mito de Ulisses serve para Joyce dar sentido e forma ao panorama de "imensa futilidade e anarquia da história contemporânea".
-
Em Busca do Tempo Perdido (1913-27) - Marcel Proust (1871-1922). Ciclo de sete romances do escritor francês, inter-relacionados e com um só narrador, dos quais os três últimos são póstumos: "O Caminho de Swann", "À Sombra das Raparigas em Flor", "O Caminho de Guermantes", "Sodoma e Gomorra", "A Prisioneira", "A Fugitiva" e "O Tempo Redescoberto". Ampla reflexão sobre a memória e o poder dissolvente do tempo, o ciclo se apóia em fatos mínimos que induzem o narrador a resgatar seu passado, ao mesmo tempo em que realiza um painel da sociedade francesa no fim do século 19 e início do 20.
-
O Processo - Franz Kafka
(1883-1924). Na obra-prima do escritor tcheco de língua alemã, o bancário Josef K. é intimado a depor em um processo instaurado contra ele. Mas, enredado em uma situação cada vez mais absurda, Joseph K. ignora de que é acusado, quem o acusa e mesmo onde fica o tribunal.
-
Doutor Fausto (1947) - Thomas Mann
. Biografia imaginária do compositor alemão Adrian Leverkühn, escrita por seu amigo Serenus Zeitblom durante o desenrolar da Segunda Guerra Mundial. Nela, o autor, para recontar o pacto fáustico com o diabo, se vale de aspectos da vida de Nietzsche, da teoria dodecafônica de Shoenberg e do auxílio teórico do filósofo Adorno. O alemão Thomas Mann, filho de uma brasileira, recebeu o Prêmio Nobel em 1929.
-
Grande Sertão: Veredas (1956)- Guimarães Rosa
(1908-1967). No sertão do Norte de Minas, o jagunço Riobaldo conta para um interlocutor, cujo nome não é revelado, a história de sua vida de guerreiro e de seu amor pelo jagunço Diadorim -na verdade, uma mulher disfarçada de homem para vingar o pai morto em luta. A escrita de permanente invenção de Guimarães Rosa (feita de neologismos, arcaísmos, transfigurações da sintaxe) reelabora a expressão oral e os mitos do interior do país a fim de criar um quadro épico e metafísico do sertão
 (Mais)

16 nov, 2006

-Qual é o maior livro do mundo?

É o Yongle Dadian, uma enciclopédia chinesa da Dinastia Ming, composta por 22.937 capítulos em 10.000 volumes. Cerca de dois mil estudiosos trabalharam em sua elaboração, entre 1403 e 1408. O livro, considerado um marco na cultura do país, tem 3.7 milhões de caracteres chineses, muitos deles já não mais utilizados, e registra a história do período anterior à Dinastia Ming (1368-1644). O prefácio é do próprio imperador Chengzu, que compara o difícil trabalho a ?peneirar a areia em busca de ouro, ou explorar o oceano procurando por diamantes?. Boa parte do Yongle Dadian foi destruída pelas forças aliadas, incluindo tropas da Grã-Bretanha, Estados Unidos, Rússia e Japão, que invadiram Pequim em 1900


16 nov, 2006

-Gregos apresentam reconstrução do livro mais antigo da Europa-Agencia EFE-20-11-2006

Atenas, 20 out (EFE).- Um grupo de cientistas gregos apresentou hoje no Museu Arqueológico de Salônica, no norte da Grécia, a primeira edição reconstruída do livro mais antigo da Europa, o chamado Papiro de Derveni, que data de 25 séculos atrás. (Mais)

16 nov, 2006

-Inauguração da Casa da Leitura

A Prefeitura Municipal, por meio da Fundação Cultural de Curitiba, inaugura de 13 a 21 de novembro, a Casa da Leitura, no Parque Barigüi. O espaço dedicado à literatura ocupará o que foi o Centro Cultural Maria Fumaça, onde funciona o Teatro da Maria.

A proposta do novo espaço é funcionar como um centro de estudos e pesquisas voltado à leitura, não só do ponto de vista da promoção do hábito de ler como das discussões teóricas sobre os mecanismos e as formas de incentivo. Nesse sentido, a casa será palco de cursos, seminários e conferências voltados aos agentes multiplicadores e incentivadores, caso dos professores da rede municipal de ensino, contadores de histórias, arte-educadores e voluntários, além de ações com estudantes e com a comunidade.

Segundo a coordenadora do espaço, Angelina Neska Balaguer, a Casa da Leitura vai estimular a leitura e formar promotores. “A nossa idéia é que as pessoas leiam em todos os espaços. Não só na Casa, mas também no parque. Em breve cada leitor poderá escolher o livro em nosso espaço e levá-lo para o parque para ler com uma esteirinha”, diz.

A Casa da Leitura vai dispor de um acervo rotativo de obras, teses e pesquisas. A Casa terá também um acervo de obras literárias que tanto servirá de fonte para as ações educativas desenvolvidas na casa, como estará disponível para o público que quiser fazer do local um recanto de leitura.

O Centro Cultural estava sem uso havia oito anos e em condições precárias em sua estrutura física. Para abrigar a Casa da Leitura, o imóvel de 80 metros quadrados passou por reforma completa, com troca de piso, cobertura, vidros, portas, esquadrias, janelas, aparelhos e metais sanitários e hidráulicos, revestimento de forros e paredes. Toda a casa foi lixada e pintada, além de ganhar uma nova calçada externa. A obra custou R$ 58 mil e foi patrocinada pela Cimento Itambé.

Segundo a coordenadora do espaço, Angelina Neska Balaguer, a Casa da Leitura vai estimular a leitura e formar promotores. “A nossa idéia é que as pessoas leiam em todos os espaços. Não só na Casa, mas também no parque. Em breve cada leitor poderá escolher o livro em nosso espaço e levá-lo para o parque para ler com uma esteirinha”, diz.

A Casa da Leitura vai dispor de um acervo rotativo de obras, teses e pesquisas. A Casa terá também um acervo de obras literárias que tanto servirá de fonte para as ações educativas desenvolvidas na casa, como estará disponível para o público que quiser fazer do local um recanto de leitura.


14 nov, 2006

-MEC quer ampliar estímulo à leitura nas escolas - MEC - 10/11/2006

O MEC está propondo um pacto com os secretários municipais e estaduais de educação para incentivar a leitura nas escolas. A intenção não é só distribuir livros didáticos e paradidáticos, mas fomentar a leitura e acompanhar essa política de perto. A implantação de centros de leitura em 30 escolas públicas, a publicação da revista LeituraS e um conjunto de documentos sobre a política para a formação de leitores são algumas das ações práticas previstas para o início de 2007. (Mais)

14 nov, 2006

-Bibliotecas escolares carecem de formação de leitores - MEC - 13/11/2006

As bibliotecas instaladas em escolas públicas do ensino fundamental no Brasil não estão associadas a projetos de formação de leitores. Os professores não têm intimidade com os acervos. E ainda persiste a cultura do armário. Ou seja, a de deixar os livros trancados. Esses são alguns dos resultados da pesquisa avaliativa sobre leitura nas escolas públicas realizada pela Associação Latino-Americana de Pesquisas e Ações Sociais, ligada à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

A pesquisa, encomendada pelo Ministério da Educação, avaliou a utilização dos acervos do Programa Nacional Biblioteca na Escola (PNBE) relativos a 2001, 2002 e 2003. Foi realizada em 196 escolas públicas de ensino fundamental de 19 cidades do Pará, Bahia, Sergipe, Ceará, Goiás, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Espírito Santo. O trabalho de campo foi feito no fim do ano passado. O resultado, concluído este ano, foi apresentado aos secretários municipais e estaduais de Educação na sexta-feira, dia 10, no seminário nacional Currículo em Debate, em Brasília.

De acordo com Jane Cristina da Silva, coordenadora-geral de estudos e avaliação de materiais do MEC, a pesquisa rompe mitos de leitura. Independentemente da carência das escolas, constatou-se que as instituições de ensino são guardiãs da leitura. “Em espaços carentes e condições adversas, há práticas vitalizadoras da leitura”, disse. Segundo Jane, a reação dos alunos é positiva quanto à chegada dos livros do PNBE. Ela constata, contudo, que os professores não têm intimidade com os acervos do programa. “Muitas vezes, são profissionais não-leitores responsáveis por alunos leitores”, afirmou.

Outros problemas apontado pela pesquisa são a inexistência quase total, nas escolas públicas, de bibliotecários com formação e a ausência de concursos para esse cargo. Por fim, a pesquisa constatou que há necessidade de formação específica de profissionais nas escolas para utilização dos acervos e de políticas públicas de leitura e de formação de leitores nas escolas.

“O sentido de leitura ainda é para fazer prova”, afirmou Jane. Ela destaca que a leitura precisa ultrapassar o limite da disciplina de português e envolver as demais disciplinas e áreas da escola. “Falta mediação. A diferença entre a entrega da merenda escolar e do livro escolar é que o segundo programa precisa de mediação constante”, disse.

Pacto

O MEC pretende firmar um pacto com os secretários municipais e estaduais de Educação para incentivar a leitura nas escolas. A idéia não é só distribuir livros didáticos e paradidáticos, mas fomentar a leitura e acompanhar essa política de perto.

A implantação de centros de leitura em 30 escolas públicas; a publicação da revista LeituraS e a entrega de um kit de documentos sobre a política de formação de leitores são algumas das iniciativas práticas previstas para o início de 2007.

PNBE

O programa consiste na aquisição e na distribuição de obras de literatura brasileira e estrangeira, infanto-juvenis, de pesquisa e de referência, além de outros materiais de apoio a professores e alunos, como atlas, globos e mapas.

Começou a ser implementado em 1997 e a distribuir livros em 1999. Naquele ano, foram entregues 20 mil acervos de literatura às escolas públicas. Em 2005 e 2006, os estabelecimentos de ensino receberam 5.575.160 acervos. Outros dados do programa estão na página eletrônica do programa.

Texto retirado do site da Camara brasileira do Livro-CBL

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"Um livro e como uma janela. Quem não o lê, é como alguém que ficou distante da janela e só pode ver uma pequena parte da paisagem."

(Kahlil Gibran)


13 nov, 2006

-Elas escrevem. Simplesmente-Correio Brasiliense-Brasilia

Esqueça a idéia de que mulheres escrevem sobre e para elas. Escritoras rompem barreiras de gênero no caderno de poesias, no diário, no blog ou no livro publicado. Quem ganha é a literatura contemporânea brasileira  (Mais)

9 nov, 2006

-Curiosas bibliotecas...


"Bibliocicleta" é a atração

Caixas na frente e atrás: com alguns ajustes, bicicletas são transformadas em "bibliocicletas" -sim, bicicletas que levam livros.

Talvez você tenha visto uma delas circulando por São Paulo em setembro ou outubro, durante o evento "1ª Primavera Ler É Preciso", que levou histórias às crianças. Agora, depois de tanto serem pedaladas por aí, estão paradas no conserto.

 (Mais)

8 nov, 2006

-Prejuizo por roubo de obras raras pode chegar a R$ 500 mil -Biblioteca Publica do Paraná

Resportagem extraída de "gazeta do povo Online", em 8/11/06

A Biblioteca Pública do Paraná divulgou nesta quarta-feira que o prejuízo com o roubo de 120 livros raros pode chegar a R$ 500 mil. Na terça o Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) divulgou o retrato falado do pricipal suspeito pelos roubos.

O setor onde ficam as obras literárias mais raras da biblioteca não possui sistemas de segurança, como alarmes e câmeras, e os livros e periódicos ficam vulneráveis a ação dos criminosos. Segundo o ParanáTV desta quarta, a direção da BP trabalha com duas hipóteses para o crime. Na primeira delas o roubo foi feito ao longo de cinco meses, com as obras sumindo aos poucos. Já na outra possibilidade o crime poderia ter sido cometido em apenas um fim de semana.

A direção afirmou também que estuda melhorar o sistema de segurança da biblioteca para evitar que novos roubos aconteçam. Uma das obras roubadas, segundo o ParanáTV, valia cerca de R$ 3.500.

As investigações
Reprodução / RPC - TV Paranaense
Reprodução / RPC - TV Paranaense / O homem, com cerca de 20 anos, se identificou como estudante de biblioteconomia
O homem, com cerca de 20 anos, se identificou como estudante de biblioteconomia

O Cope investiga o caso há cerca de um mês, desde que a direção da Biblioteca comunicou o furto à polícia. A delegada Vanessa Alice, que comanda as investigações, acredita que as obras foram roubadas por encomenda e que já tenham saído do Paraná. Por isso, o Cope entrou em contato com as polícias do Rio de Janeiro e de São Paulo para pedir cooperação. A idéia é ter informações sobre restauradores de livros antigos, por exemplo, que podem dar pistas sobre as obras furtadas em Curitiba.

A delegada disse também, em entrevista coletiva na tarde desta terça, que no Paraná não existe comércio especializado para esse tipo de obras literárias. Há possibilidade de que o ladrão estivesse trabalhando para uma quadrilha internacional, que tenha conexões com colecionadores de obras raras.

O homem que furtava os livros foi descrito por funcionários da Biblioteca como alto, magro, jovem - com pouco mais de 20 anos de idade - e bem falante. Ele freqüentava o local desde o início do ano, as vezes acompanhado, mas na maioria das vezes, sozinho. O que mais chamou a atenção dos funcionários da Biblioteca é que o suspeito sempre usava uma capa de chuva grande e grossa, independente do clima que fazia no dia.


3 nov, 2006

-Pirataria atinge livros na web-Folha de Pernambuco - PE 01/11/06

Obras protegidas são digitalizadas e distribuídas à revelia dos autores Maria Inês, da AVBL, aposta no registro das obras para inibir pirataria (Mais)

1 nov, 2006

-Google e concorrentes numa corrida frenética para digitalizar obras literárias - UOL - 30/10/2006

O Google e uma vasta coalizão anti-Google, apoiada por seus concorrentes Yahoo e Microsoft, estão numa verdadeira corrida para digitalizar e colocar on-line obras literárias de todo o mundo. (Mais)

27 out, 2006

-MANUSCRITOS DO MAR MORTO E A HISTÓRIA DA BÍBLIA

Entre as peças expostas estão uma maquete, mapas e imagens de Qumran, além de fotografias de pergaminhos com trechos de livros bíblicos e reproduções de um relógio de sol, um tinteiro e jarros utilizados pelos essênios.

Algumas atrações são interativas e podem ser apreciadas inclusive por deficientes visuais. É o caso dos pergaminhos com escritos em grego, hebraico e romano. (Mais)

25 out, 2006

-Dom Quixote: o melhor livro do mundo-Voltaire Schilling (www.educaterra.com.br)

Em princípios de maio de 2002, uma impressionante comissão de críticos literários de várias partes do mundo escolheu o livro Dom Quixote de La Mancha, escrito por Miguel de Cervantes y Saavedra (1547-1616), a partir de 1602, como a melhor obra de ficção de todos os tempos. Ao tempo em que narrava os feitos do Cavaleiro da Triste Figura em ritmo dos romances da cavalaria, Cervantes enervado com o sucesso daquele tipo de gênero literário junto ao grande público, realizou uma das maiores sátiras aos preceitos que regiam as histórias fantasiosas daqueles heróis de fancaria

Sancho Pança e Dom Quixote

 (Mais)

25 out, 2006

-COMO DESTRUÍMOS E AMAMOS OS LIVROS

Maxpress Net - SP

Esta semana, a coluna Responsabilidade Social e Ética, do jornalista Engel Paschoal, patrocinada pela BS Colway Pneus nos portais UOL e Globo Online, mostra como destruímos e amamos os livros. (Mais)

25 out, 2006

-Altos e baixos do Oscar da literatura - O Estado de S. Paulo - 21/10/2006

Estamos em plena saison dos prêmios literários. O Jabuti saiu no mês passado; o Nobel, nove dias atrás, para Orhan Pamuk; o Man Booker Prize, dois dias antes, para The Inheritance of Loss, da anglo-indiana Kiran Desai; o Goncourt está na bica; e o vencedor do National Book Award será anunciado em 15 de novembro. Nenhum supera o Nobel, imbatível há 106 anos nos quesitos prestígio, repercussão, recompensa (além de uma medalha de ouro, o felizardo recebe o equivalente a R$ 3 milhões), surpresas e injustiças (até nisso se compara ao Oscar). O Pulitzer - divulgado em abril, como o espanhol Cervantes - tem menos vexames em seu currículo, mas sofre de uma limitação insuperável: não é um galardão internacional (Mais)

25 out, 2006

-Eu quero gostar de ler - Diário do Comércio - 18/10/2006

Por acreditar na máxima de Monteiro Lobato, que diz que "um país se faz com homens e livros", a organização não governamental (ONG) Próxima Página faz uma aposta na criação de atividades de leitura para crianças em escolas públicas. A idéia é evitar que elas sejam vítimas do que se classifica como analfabetismo funcional, que impede que as pessoas absorvam as informações que obtêm no dia-a-dia por meio da leitura.

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25 out, 2006

-Obras e documentos históricos brasileiros estão disponíveis na internet - MEC - 19/10/2006

A Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), localizada em Recife (PE) e vinculada ao Ministério da Educação, está digitalizando seu acervo. Só este ano, foram 18.676 documentos que passaram pelo processo. Dentre eles estão antigos rótulos de cigarro, fotografias, folhetos de cordéis e livros, incluindo 39 obras de Joaquim Nabuco que contam um pouco da história nacional. Desse total, 1.151 documentos e 4.892 arquivos digitais estão disponíveis na página eletrônica da Fundaj e no portal Domínio Público do MEC.

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25 out, 2006

-‘Internet na escola não resolve problemas, fabrica novos’ - O Estado de S. Paulo - 23/10/2006

Discípula do psicólogo suíço Jean Piaget, a psicolingüista argentina Emilia Ferreiro revolucionou nos anos 80 a alfabetização, ao sugerir uma nova maneira de entender como as crianças aprendem a ler e a escrever. Foi ela quem cunhou o termo “construtivismo”, nome da teoria que hoje, passados mais de 20 anos, é tida como a principal corrente do sistema educacional brasileiro. Aos 69 anos, empolgada com as possibilidades que as novas tecnologias oferecem, ela diz que faltou, no Brasil, pesquisa didática para aplicação da teoria. Apesar dos desvios, segundo ela, a educação está melhor do que antes, só por reconhecer que as crianças são ativas na alfabetização, e não apenas devem copiar e reproduzir o que os professores escrevem (Mais)

23 out, 2006

-Acerca do Livro Ex-Libris - Coleção Biblioteca Pública do Paraná.

Histórias que os livros contam

(Curitiba: Biblioteca Pública do Paraná / Imprensa Oficial, 2002)
Publicado originalmente no jornal Leitores & Livros, n. 37, Rio de Janeiro, setembro de 2002)

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21 out, 2006

-Galeria de imagens de Ex-libris

Dando sequencia as informações sobre esta deliciosa obra de arte, colocamos a seguir diversas imagens que podemos encontrar na rede.

Divirta-se!

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20 out, 2006

Clarice: objeto não identificado na literatura brasileira

A magnífica Clarice.Amarga Clarice.A feminina Clarice.A simples Clarice.Enigma Clarice...

Clarice já foi comparada a Kafka; já foi chamada de "escritora sem tema"...

Ela se preocupa mais em profundas análise psicológicas dos personagens do que com o enredo..E escreve como se fosse uma "vozinha" dentro de nossa cabeça...

Segundo ela mesma:

"Estou atrás do que fica atrás do pensamento."

Abaixo, alguns excertos de seus textos, falando sobre a arte de escrever, aliás, sobre o seu jeito próprio de escrever, conhecido como fluxo mental.

Retrato de Clarice, de Portinari

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19 out, 2006

Antenados no mundo dos livros..

Vai a dica pra quem gosta de livros e quer estar por dentro das novidades.. Já está a algum tempo nas bancas a Revista Entrelivros, o conteúdo é sério, e muito interessante!Reportagens sobre escritores, críticas, resenhas, história do livro..Algumas matérias estão disponíveis no site:

www.revistaentrelivros.com.br

As edições anteriores discutem Vargas Llosa, Jorge Amado, Jung, Borges, Thomas Mann, Shakespeare..Tem para todos os gostos.


19 out, 2006

Pensamento do dia

"O que somos é consequência do que pensamos"

Buda


10 out, 2006

Guia dos sebos de Curitiba

A pedido dos clientes da nossa cidade, e até dos de fora (os sebos de Curitiba tem fama nacional e grande procura!!!), fizemos uma breve lista de endereços dos sebos da nossa cidade.

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10 out, 2006

Livro analisa 'plágios' de Machado de Assis


Machado rompeu com a idéia do 'gênio original', diz livro
Uma coleção de ensaios reunidos pela Universidade americana de Massachussets para antecipar o centenário de morte de Machado de Assis retrata o escritor fluminense como um "plagiário". E ainda por cima confesso.

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7 out, 2006

- A Wikipedia, enciclopédia on-line, expande-se rapidamente e consolida-se como modelo alternativo de organização e gestão

Na segunda metade da década de 1990, os evangelistas da internet prometiam revolucionar o mundo dos negócios. Segundo seus mantras, o e-business e o e-commerce demoliriam as estruturas bricks and mortars das empresas tradicionais. A ordem era aderir ou desaparecer. Entretanto, no início da década de 2000, o estouro da bolha silenciou os mais exaltados e inibiu investidores. Entramos no terceiro milênio. Avanços nas tecnologias de informação e de comunicação abriram novas portas. Os melhores modelos de negócios virtuais prosperaram. As empresas tradicionais aprenderam a incorporar as novidades aos seus negócios. Pelas iniciativas de empreendedores, novas propostas surgiram, desafiando maneiras consagradas de construir e de gerir negócios.

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7 out, 2006

-"Salto histórico" no Brasil - Gazeta Mercantil - 03/10/2006

O mercado editorial brasileiro está em condições de dar um salto histórico de qualidade graças às políticas de fomento da leitura e de apoio ao setor, afirmou ontem o proprietário da rede de livrarias Siciliano, Oswaldo Siciliano. O executivo participou do terceiro e último dia do VI Congresso Ibero-americano de Editores, no qual representantes da indústria de Brasil, Argentina, Espanha e México falaram de políticas econômicas e normas reguladoras do livro nestes países (Mais)

7 out, 2006

-Polícia identifica ladrão de obras raras - Folha de S.Paulo - 06/10/2006

A Polícia Civil de São Paulo acredita ter identificado um dos ladrões de obras raras da Biblioteca Mário de Andrade e de outros arquivos. Todos os indícios apontam para o bibliotecário Ricardo Pereira Machado, que estagiou na Mário de Andrade entre 2002 e 2003 e no ano seguinte foi preso --e depois liberado-- pelo furto de obras raras da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (Mais)

5 out, 2006

-Livros mais procurados no Google incluem Alcorão e Chomsky

O Alcorão, um guia sobre flores tropicais, um manual sobre como construir robôs e um texto sobre taxas de juros são os líderes de uma eclética lista dos livros em inglês mais procurados pela ferramenta de busca do Google específica para a íntegra de publicações.

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27 set, 2006

-Literatura pornô, cada vez mais chique - O Estado de S. Paulo - 27/09/2006

Em tempos de Cicarelli, pode parecer até trivial falar de sexo verbal - as imagens serão sempre muito mais eloqüentes. Mas a literatura vive um momento quente no setor.

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27 set, 2006

-Livros e mostra revêem costumes brasileiros no século 20 Agência Estado SP

Duas obras e uma exposição no Museu Histórico Nacional contam a evolução dos costumes brasileiros tendo eletricidade e eletrodomésticos como referência SÃO PAULO - Dois livros e uma exposição no Museu Histórico Nacional contam a evolução dos costumes brasileiros tendo eletricidade e eletrodomésticos como referência. "Álbum Carioca - 1950/ 1960/ 1970", do Centro de Memória da Eletricidade no Brasil (R$ 40), voltado para o público infanto-juvenil, seduz adultos que viveram essas décadas. (Mais)

27 set, 2006

-A sedução pela palavra escrita Jornal do Commercio

Aberto Manguel, autor argentino, estuda em em seu último livro, A biblioteca à noite, a delicada relação entre leitor e colecionador (Mais)

27 set, 2006

-Laços no Continente

No ano 2002, comemorando os cem anos de Os Sertões, a publicação de O clarim e a oração: cem anos de Os Sertões ( São Paulo, Geração Editorial), organizado por Reinaldo de Fernandes, uma alentada obra de quase seiscentas páginas, ilustrada pelo artista plástico baiano T. Gaudenzi. Dividida em partes que reúnem trabalhos agrupados sob distintas rubricas - Jornalistas e escritores, Poemas sobre Euclides da Cunha, Os Sertões, A crítica literária e entrevistas com moradores de Canudos e região - é uma obra que, nas suas diversas abordagens, nem sempre trata, efetivamente, do texto de Euclides da Cunha. (Mais)

27 set, 2006

-Lula recebe manifesto e defende pacto pelo livro - 21/09/2006 CBL

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quinta-feira (21/09), que seja estabelecido um "pacto pelo futuro do livro" no Brasil. Ao anunciar que o governo federal pretende, com a criação do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), dobrar até 2010 o índice nacional de leitura – atualmente de 1,8 livros por habitante/ano –, ele propôs uma parceria mais forte entre o Estado e sociedade para estimular a população a ler mais. "É da nossa responsabilidade não permitir que uma criança, por não ter poder aquisitivo, não possa ler os livros necessários ao seu aprendizado", afirmou.

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27 set, 2006

-Os discretos 70 anos de Veríssimo 26-09-06 O Estado de São Paulo

Os amigos enumeram elogios, a família prepara uma comemoração discreta e marcante, mas Luís Fernando Veríssimo preferia passar em silêncio a data de hoje, quando completa 70 anos. Não por vaidade ou orgulho, mas o avançar da idade (em outras palavras, a velhice) pode significar, com o tempo, uma diminuição no poder criativo. Uma preocupação precoce, pois, no caso de Veríssimo, ainda não há nenhum vestígio de queda na criatividade: em novembro, ele lança o romance A Décima Segunda Noite (Objetiva), adaptação para a célebre comédia Noite de Reis, de Shakespeare.

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27 set, 2006

-Liquidação de clássicos marca o fim de livraria histórica - O Estado de S. Paulo - 23/09/2006

Poderia ser a notícia de um saldo. Hoje, das 9h30 às 14h, a livraria Duas Cidades, na Rua Bento Freitas, centro de São Paulo, liquidará o estoque de cerca de 5.000 exemplares de clássicos da literatura e filosofia, entre outras áreas, por preços de R$ 5 a R$ 10. Poderia ser assim, não fosse a Duas Cidades uma espécie de livro vivo, que conta meio século de história da cidade, com personagens como intelectuais, guerrilheiros e intelectuais guerrilheiros, e que encerra o último capítulo nesta tarde.

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12 set, 2006

-Todos os livros dos presidentes (Folha de São Paulo 12/09/2006)

Uma das mais conhecidas frases de Monteiro Lobato - "Um país se faz com homens e livros"- tem origem em uma viagem do escritor aos Estados Unidos na década de 30. A base da frase seria a dedicação dos protestantes americanos à compreensão de um livro específico, a Bíblia. Em texto de 2 de setembro no "New York Times", intitulado "Much Ado about Reading" -que, para respeitar o trocadilho com a peça de Shakespeare, poderia ser traduzido por algo como "Muito Barulho por (Nenhuma) Leitura"-, a colunista Maureen Dowd diverte-se com a informação de que George W. Bush incluiu na lista de leitura de verão dois livros de Shakespeare ("Hamlet" e "Macbeth") e um de Camus ("O Estrangeiro"). (Mais)

26 ago, 2006

-Família Pedri profissionaliza a Livrarias Curitiba - Valor Econômico - 25/08/2006

Todas as segundas-feiras à tarde, a família Pedri reúne-se na sede da Livrarias Curitiba, localizada no bairro de Rebouças, em Curitiba. Nesses encontros, o fundador da rede de 14 lojas, Valentim Pedri, e seis de seus oito filhos, discutem e decidem estratégias para a empresa líder no varejo de livros no Sul do país e uma das cinco maiores no Brasil. "Segunda-feira é dia de tomar as decisões. No resto da semana, nós as executamos", diz o primogênito Marcos Pedri, um dos diretores da empresa.

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24 ago, 2006

-Google lança site de busca de livros e prevê aumentar sua base de usuários - DCI - 24/08/2006

O Google Inc, maior site global de busca de informações, está lançando no Brasil o “Google Books Search” (Google Pesquisa de Livros). O serviço, já disponível nos Estados Unidos e na Europa há pelo menos um ano, estará no ar no Brasil ainda esta semana no endereço books.google.com.br. Nesta página, o usuário pode fazer a busca de palavras ou assuntos e o site retornará uma série de livros que contenham tais informações.
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24 ago, 2006

-Google lança ferramenta para busca de livros-Jornal Gazeta Mercantil-23-08-2006

O Google lança hoje a versão brasileira da ferramenta de busca de livros pela internet Google Books. Pelo serviço, o internauta poderá ter acesso à versão digital de livros. Na maioria dos casos, apenas parte da obra está disponível para a busca. O anúncio foi feito ontem pelo diretor de parcerias estratégicas do Google, Marco Marinucci, durante seminário sobre informação na internet, organizado pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict).
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24 ago, 2006

-Público pede mulheres "maduras" - Folha de S.Paulo - 19/08/2006

Nem Prêmio Nobel norte-americana, nem polemista inglês, menos ainda marxista paquistanês. Quem roubou a cena na 4ª Flip (Festa Literária Internacional de Parati), encerrada no último domingo, foi a poeta mineira Adélia Prado, 71.

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24 ago, 2006

-Industria do livro na Argentina supera crise e volta a crescer - Valor Econômico - 22/08/2006

O mercado editorial na Argentina, que também sofreu com a crise econômica, agravada com a decretação da moratória em 2001, voltou a crescer. "No geral, o setor acompanhou a volta do crescimento macroeconômico", disse Carlos Alberto Pazos, presidente da Fundación El Libro. (Mais)

18 ago, 2006

-Em discussão, o futuro do papel na era da internet - Valor Econômico - 18/08/2006

A dúvida sobre a perenidade do livro como objeto está na agenda de editores e livreiros. A última palestra de seu encontro nacional, marcada para amanhã, será uma mesa-redonda sobre o impacto da era digital sobre o futuro do livro. (Mais)

18 ago, 2006

-Editores e livreiros discutem negócios em Fortaleza - Valor Econômico - 17/08/2006

A Festa Literária Internacional de Parati (Flip) mal terminou e os profissionais do livro já correram para o aeroporto, com destino a Fortaleza. Dessa vez, no entanto, o evento abordará questões diferentes. A literatura sai de cena para dar lugar aos negócios

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18 ago, 2006

-Literatura Brasileira em Quadrinhos, Valeu a Pena?- Leia Livro - SP

Clássicos de Literatura Brasileira em Quadrinhos

Em um momento importante e oportuno, a Editora Escala Educacional resolveu investir na Literatura Brasileira para jovens, estudantes, um importante público (e mercado) portanto, todo especial. E inventou de inventar que trabalhos de renome de nossa historicidade cultural fossem contados ao estilo pop "história em quadrinhos", visando também assim um necessário recurso pedagógico para colocar a nova geração no cerne de nossa literatura que é de ótima qualidade e que até cai no vestibular. A idéia é boa. Mas ainda assim experimental, porque uma coisa pode não ter muito a ver com outra, primeiramente pelo suporte denso de nossos romancistas de outros tempos, por outro lado, a linguagem que acaba ficando aquém do próprio desenho como atrativo imediatista, num primeiro momento não casando assim a idéia-projeto, tendo em vista as tantas novas linguagens midiát icas, em detrimento da linguagem culta e bela de outrora; o estilo ainda antigo, por assim dizer, de nossos consagrados nomes na área de letras, o que pode não cativar o leitor nem entusiasma-lo como deveria de acontecer. (Mais)

18 ago, 2006

-Borges, o mesmo e o outro, Álvaro Alves de Faria-Leia livros SP 11/08/2006

"Borges, o mesmo e o outro", da Coleção Ensaios Transversais da Escrituras Editora, é o relato com qualidades literárias inegáveis de uma rara entrevista concedida (concedida?) por Jorge Luis Borges ao jornalista, poeta e escritor brasileiro Álvaro Alves de Faria.
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12 ago, 2006

-Tecnologia muda o mercado de livros - Folha de São Paulo - 05/08/2006

Quando Steve Mandel, que trabalha com treinamento de gestão em Santa Cruz, Califórnia, quer mostrar aos amigos por que gosta de ficar até tarde observando o céu em seu telescópio, exibe uma cópia de seu livro, "Light in the Sky" [Luz no céu], repleto de fotos de nebulosas, aglomerados e galáxias que ele mesmo tirou. "A reação é sempre de espanto e admiração. A impressão das fotos é espetacular, eu realmente não esperava que ficassem assim tão boas", diz. "A qualidade é tão boa quanto a de um livro comprado na livraria."
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12 ago, 2006

-Atentados lotam as prateleiras das livrarias-Valor Econômico - 11/08/2006

Um tema ainda timidamente explorado pela ficção literária, os atentados terroristas nos Estados Unidos em 11 de setembro de 2001, provocou uma previsível avalanche de publicações que analisavam os ataques sob os mais variados aspectos. Ao lado de títulos que privilegiavam os feitos heróicos no resgate das vítimas do World Trade Center, ensaios sobre as conseqüências políticas das ações terroristas disputavam espaço nas prateleiras das livrarias. (Mais)

2 ago, 2006

-"Não mate Harry Potter", pedem escritores dos EUA a J.K. Rowling

NOVA YORK (Reuters) - Dois dos mais importantes escritores americanos vivos, John Irving e Stephen King, pediram encarecidamente a J.K. Rowling, na terça-feira, que ela não mate o fictício menino-bruxo Harry Potter no último livro da série sobre ele, mas Rowling não prometeu nada.

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14 jul, 2006

Exemplar raro de livro de Shakespeare é vendido por US$5,2 mi

Exemplar raro da 1a edição de Shakespeare é vendido a US$5,2 mi

LONDRES (Reuters) - Um exemplar raro e em perfeitas condições da primeira edição das peças de William Shakespeare, em formato conhecido como First Folio, foi vendido em leilão na quinta-feira por 2,8 milhões de libras (5,2 milhões de dólares).

O resultado obtido pela Sotheby's em Londres foi inferior à estimativa máxima de 3,5 milhões de libras e inferior ao recorde obtido por um exemplar comparável: 6,2 milhões de dólares em um leilão da Christie's em Nova York, em 2001.

Várias cópias do First Folio já foram negociadas em vendas particulares, entre elas o exemplar comprado por John Paul Getty, do Oriel College de Oxford, por estimados 3,5 milhões de libras. Consta que Paul Allen, co-fundador da Microsoft, teria adquirido outro exemplar.

O First Folio foi impresso em 1623, sete anos após a morte de Shakespeare, e contém 36 de suas peças. Hoje só restam cerca de 250 exemplares no mundo, e a maioria é incompleta.

O exemplar vendido na quinta-feira se encontrava desde 1716 na Dr. William's Library, uma biblioteca de pesquisas para protestantes ingleses dissidentes. É o exemplar que permaneceu por mais tempo ininterrupto de posse de uma biblioteca pública.

(Por Mike Collett-White)

Extraído de Msn Hoje-Entretenimento


12 jul, 2006

Dica de estudo: como ler sem esquecer

À primeira vista, muitas podem parecer óbvias. Mas não as subestime. Não é sempre que a gente enxerga o óbvio:

1. Não leia cansado nem ansioso. Se for o caso, faça exercícios de respiração antes de começar a leitura. O estresse é o inimigo número um da concentração e, em conseqüência, da memorização.

2. Tenha vontade de aprender o que será lido.

3. Se não tiver vontade de antemão, procure criar interesse pelo assunto. A curiosidade é a mola da humanidade.

4. Sublinhe as palavras mais importantes e as frases que expressem melhor a idéia central.

5. Analise as informações e crie relação entre elas, seja nas linhas de cima ou com tudo o que você aprendeu na vida, trazendo-as para o seu mundo. A associação de idéias é fundamental.

6. Leve sempre em conta coisas como grau de dificuldade do texto (ler um gibi não é o mesmo que ler sobre filosofia), o objetivo (só querer agradar o chefe, e mais nada, não é o melhor caminho para gravar uma informação) e necessidade (querer ler é bem diferente de depender disso).

7. Faça perguntas ao texto e busque respostas nele.

8. Repita sempre, desde ler de novo até contar para alguém o que você leu.

9. Faça uma síntese mental. Organizar bem as idéias já é meio caminho andado.

10. A memória prefere imagens a palavras ou sons. Por isso, tente criar uma história com aquilo que está lendo, com cenas coloridas e movimentadas."

(Você S.A. São Paulo: Abril, Ano 1, nº 2, agosto/98)


10 jul, 2006

Mais da metade dos idiomas do mundo estão condenados à extinção

No Brasil, a língua "'arikapu'"hoje é falada por apenas seis índios. Quando os portugueses chegaram ao País, povos indígenas falavam mais de mil idiomas. Línguas faladas na Sibéria e Alaska também estão em extinção. (Mais)

20 jun, 2006

-Dom Quixote e Bolívar - Terra-Educação › História por Voltaire Schilling

É uma idéia de Miguel de Unamuno, o filósofo espanhol, que o Dom Quixote de Miguel de Cervantes, o personagem da novela de Miguel de Cervantes, teria prenunciado o destino final, solitário e triste, de todos os cavaleiros andantes do mundo hispânico, não escapando da desdita nem homens como o venezuelano Simon Bolívar, o Libertador, o uruguaio Gervásio Artigas ou o argentino San Martin, que morreram abandonados por todos, indo ou já estando no exílio. Aliás o próprio Bolívar admitiu certa vez de que Jesus Cristo, Dom Quixote e ele, Bolívar, eram os maiores ingênuos da história.

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20 jun, 2006

-Uma revolução a caminho - O Estado de S. Paulo - 11/06/2006

E se pudéssemos reunir em um só lugar todo o conhecimento colhido através dos tempos? Foi com esse intuito que surgiu em 280 a.C. a Biblioteca de Alexandria que, segundo historiadores, chegou a contar com 70% da produção da época. Séculos depois, com a chegada da internet e iniciativas como a do Google - que está digitalizando o acervo completo de cinco das maiores bibliotecas do mundo - só fizeram o sonho de um futuro de obras digitalizadas, acessíveis pelo computador, parecer cada vez mais próximo.  (Mais)

2 jun, 2006

-Livros dentro da fábrica

Maisa Infante, Jornal do Comércio da Franca - SP 02/06/06

As oito horas diárias de trabalho dentro de uma fábrica de calçados são quebradas pela leitura. O cheiro de cola é trocado pelo cheiro de jornal, de páginas de revista, de livros folheados. No horário de almoço, além de comer, funcionários aproveitam para ler. Essa nova rotina já pode ser observada em mais de 50 indústrias de Franca. São empresas conveniadas ao Sesi (Serviço Social da Indústria) e que aderiram ao programa Caixa-Estante.

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1 jun, 2006

-Saramago diz que leitura é para minoria e dispara críticas

O escritor português José Saramago, Prêmio Nobel da Literatura, questionou a utilidade de o Estado estimular a leitura, afirmando que "voluntarismos" não valem a pena no que "sempre foi e será coisa de uma minoria". (Mais)

31 mai, 2006

-Página virada?

O Globo (por Berilo Vargas) - 27/05/2006

Deu na revista de domingo do “New York Times”. O livro, como objeto, começou a perder o que se poderia chamar de sua corporalidade — e seu lugar na prateleira dos utensílios do espírito. Fóssil de estágios pretéritos da nossa civilização, estaria condenado pela marcha da História a dissolver-se nas telas de uma gigantesca e abstrata biblioteca universal, já em frenético processo de construção por mecanismos de busca como Google, Yahoo, Microsoft e outras entidades fantasmagóricas que tecem e controlam a www.

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29 mai, 2006

-O bê-á-bá da alfabetização

Gazeta Mercantil - 26/05/2006
O rato roeu a roupa do rei de Roma. A frase que trava a língua de muita gente também faz parte da lembrança que muitos têm dos tempos de escola, da época em que os professores, para ensinar o be-a-bá, utilizavam cartilhas coloridas, cheias de desenhos. Estes livros, que acompanharam gerações inteiras e ao longo do tempo foram sendo adaptado ao espírito de cada época, são também importantes registros da história de um país, um legado que estará mais próximo de professores e pesquisadores interessados no tema a partir do dia 30, quando a Universidade de São Paulo (USP) inaugura a Biblioteca do Livro Didático. (Mais)

23 mai, 2006

-A digitalização dos livros

O Estado de S. Paulo - 22/05/2006 por Pedro Doria

Os números são os seguintes: 32 milhões de livros, 750 milhões de artigos, 25 milhões de músicas, 500 milhões de imagens, 500 mil filmes, 3 milhões de vídeos e 100 bilhões de páginas da web. Este é o tamanho do conhecimento humano, segundo os cálculos de engenheiros entrevistados pelo repórter Kevin Kelly para a revista dominical do New York Times.

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22 mai, 2006

-ISBN ou ISSN?

ISBN - International Standard Book Number

O ISBN - International Standard Book Number - é um sistema internacional padronizado que identifica numericamente os livros segundo o título, o autor, o país, a editora, individualizando-os inclusive por edição. Utilizado também para identificar software, seu sistema numérico é convertido em código de barras, o que elimina barreiras lingüísticas e facilita a sua circulação e comercialização.

Criado em 1967 por editores ingleses, passou a ser amplamente empregado tanto pelos comerciantes de livros quanto pelas bibliotecas, até ser oficializado, em 1972, como norma internacional pela International Standard Organization - ISO 2108 - 1972.

O sistema ISBN é controlado pela Agência Internacional do ISBN, que orienta, coordena e delega poderes às Agências Nacionais designadas em cada país. A Agência Brasileira, com a função de atribuir o número de identificação aos livros editados no país, é, desde 1978, a Fundação Biblioteca Nacional, a representante oficial no Brasil.

http://www.bn.br

O fundamento do sistema é identificar um livro e sua edição. Uma vez fixada a identificação, ela só se aplica àquela obra e edição, não se repetindo jamais em outra. A versatilidade deste sistema de registro facilita a interconexão de arquivos e a recuperação e transmissão de dados em sistemas automatizados, razão pela qual é adotado internacionalmente. O ISBN simplifica a busca e a atualização bibliográfica, concorrendo para a integração cultural entre os povos

ISSN - International Standard Serial Number

O International Standard Serial Number (ISSN) é o número internacional normalizado para publicações seriadas que identifica o título, tornando-o único e definitivo.

Estabelecido pela ISO (International Standards Organization), pode ser obtido no Brasil no site do IBICT - Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia. Deve aparecer na capa, à direita e acima, na página de rosto e na ficha catalográfica. Pode-se dizer que `ISSN é o `RG` do periódico.

O ISSN identifica o título de uma publicação seriada (jornais, revistas, anuários, relatórios, monografias seriadas, etc) em circulação, futuras (pré-publicações) e encerradas, em qualquer idioma ou suporte físico utilizado (impresso, online, CD-ROM etc).

O ISSN é composto por oito dígitos, incluindo o dígito verificador, e é representado em dois grupos de quatro dígitos cada um, ligados por hífen, precedido sempre por um espaço e a sigla ISSN.

Exemplo: ISSN 1018-4783

Centro Brasileiro do ISSN / IBICT
SAS - Quadra 5 - Lote 6 - Bloco `H` - 1º Andar
CEP 70070-912 - Brasília/DF

Telefones: (61) 3217-6258 ou (61) 3217-6498


21 mai, 2006

-LIVROS E INTERNET-Noticia publicada na edição do dia 6 de setembro DE 2001 no Jornal Gazeta Mercantil, no suplemento fim de semana

Jornal Gazeta Mercantil São Paulo, 6 de setembro de 2001

Livros e internet. Quando a rede mundial de computadores passou a ganhar espaço e prestígio junto a uma representativa parcela da humanidade, os termos pareciam destinados a não compartilhar um mesmo universo. Um dos mais antigos meios de transmissão de cultura e experiências, velho de pelo menos cinco séculos, talvez não conseguisse enfrentar a rapidez e o glamour de máquinas compactas, capazes de carregar a informação através do espaço e do tempo ao suave toque de um teclado.

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19 mai, 2006

-Biblioteca Móvel Itapemirim

O projeto pedagógico foi desenvolvido pela Profª. Walda Antunes, doutora em educação e mestre em planejamento bibliotecário. Além da seleção e do tratamento do acervo, a profª. Walda desenvolveu os cursos de capacitação da equipe que acompanhará a biblioteca pelo país, destinados ainda aos monitores locais, potenciais multiplicadores do projeto na criação ou revitalização de bibliotecas fixas da comunidade visitada.

Cada ônibus tem um acervo inicial de mil livros, com capacidade para até 3 mil, e dois computadores com acesso à internet, visando à inclusão digital.

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19 mai, 2006

-Livro sobre Pelé é vendido por R$ 16,5 mil

Folha de São Paulo - 18/05/2006 (Mais)

19 mai, 2006

-Mindlin doa 25 mil livros para instituto da USP

O Estado de São Paulo - 18/05/2006  (Mais)

18 mai, 2006

-Ciclo investiga rastros de Guimarães Rosa

Folha de S. Paulo - 15/05/2006  (Mais)

18 mai, 2006

-Herdeiros reorganizam administração da Martins Fontes

Valor Econômico - 15/05/2006  (Mais)

17 mai, 2006

-Pop da Vinci

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