9 out, 2009

A Engrenagem do Desenvolvimento

Se toda maquina conta com um componente indispensável, que faz com que tudo funcione perfeitamente, o livro poderia ser apontado como o principal mecanismo do mundo que conhecemos hoje. Um objeto capaz de guardar valiosas informações e colocá -las à disposição daqueles interessados em ler.
Foi ele o responsavel pela transmissão do conhecimento através das gerações. Com esse advento, não era mais nescessário que uma pessoa ensinasse algo diretamente a outra. O aprendizado poderia acontecer à distância, sem a presença do tutor. O livro elevou a importância da escrita a outro nível e colaborou com a propagação do conhecimento.
No ínicio, os livros eram produzidos de forma lenta, pois a escrita era manual. Na idade média, monges da igreja católica dedicavam a vida a copiar livros. Como a produção de uma cópia levava anos, os exemplares eram extremamente caros. Apenas membros do clero e da nobreza tinham acesso a eles.
O primeiro passo em direção a democratização do livro foi dado pelo inventor alemão Johannes Gutenberg, que aperfeiçou tecnicas já existentes de impressão e desenvolveu a primeira máquina capaz de produzir diversas cópias de um livro em um tempo relativamente curto.
Ele desenvolveu pequenos blocos de metal para representar cada letra ou sinal gráfico. Essas peças, chamadas de tipos móveis, eram combinadas para formar palavras. Assim, a página de um livro era montada em uma grande chapa e bastava apenas imprimir o conteúdo do papel, como um carimbo. Em 1455, Gutenberg apresentou ao mundo uma edição da Bíblia produzida em sua "prensa". Foi o primeiro livro de uma nova era.
Surge, então, um novo segmento industrial, com empresas especializadas na produção dos livros, as editoras. O produto passou a atrair mais leitores e, assim, espalhar o conhecimento. Foram inumeras melhorias na parte grafica e estrutural dos livros para que as informações geradas pelo escritor pudessem chegar da melhor forma até o público. Cada vez mais leves, bonitos, acessíveis e faceis de manusear, os livros da atualidadesão o ápice de mais de 500 anos de trabalho e pesquisa.
Hoje o livro chegou a tal ponto que transcedeu, inclusive, o meio físico. A empresa americana de comércio na internet Amazon lançou recentemente o "Amazon Kindlle", um dispositivo portátil com conexão sem fio desenvolvido especialmente para a visualização de livros eletrônicos, que podem ser baixados da internet.
A tela busca reproduzir o aspecto de uma folha impressa, para que a luminosidade não canse a vista do leitor. Em apenas um aparelho - leve o suficiente para ser segurado com uma mão -, o leitor pode carregar o conteúdo de uma biblioteca inteira. Trata-se mais avançada tecnologia desenvolvida nesse sentido.
No entanto, isso não significa o fim das tradicionais obras de papel. É comum ouvir dos aficcionados por livros que o objeto faz parte da experiência de ler. Aspectos como o peso, textura, coloração do papel, diagramação e até o cheiro influenciam na percepção do conteúdo e fazem parte da viagem proporcionada pela leitura. Características como essas garantem a continuidade da produção de um objeto que mudou os rumos da humanidade.

Você sabia?
O Dia Nacional do Livro é comemorado em 29 de agosto, aniversário da fundação da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. O acervo foi criado com a transferência de 60 mil itens - entre livros, mapas, manuscritos e medalhas - da Real Biblioteca de Portugal para o Brasil. O ano oficial da criação é 1810. Trata-se da maior Biblioteca da América Latina.


28 abr, 2008

Cultura é um negócio promissor (Livraria Osorio na Gazeta do Povo!)

Tecnologia

Segunda-feira, 28/04/2008

Marcelo Elias/Gazeta do Povo

Alejandro, livreiro no mundo físico e no ambiente virtual: mãozinha para quem procura obras difíceis e para os que sofrem de rinite alérgica

Cultura é um negócio promissor

Venda on-line de livros usados e download de obras permitem popularizar a literatura e são antídoto contra a falta crônica de livrarias no país

Publicado em 28/04/2008 | Franco Iacomini, da Redação, e Elis Monteiro, da Agência O Globo, no Rio de Janeiro

O número de livrarias no Brasil ainda é muito pequeno, principalmente em comparação com países como os Estados Unidos. Só para ter uma idéia, de acordo com dados da Fundação Biblioteca Nacional, o país tem 2.767 livrarias, numa proporção de 70 mil leitores para cada uma; nos EUA, a relação é de 15 mil habitantes por livraria. O número de lançamentos no mercado editorial também não é grande. Com um número reduzido de alternativas, os leitores têm procurado saídas, como as compras on-line e os livros usados. Muitas vezes esses caminhos se cruzam.

Numa dessas encruzilhadas encontra-se a Livraria Osório (www.livronet.com.br), de Curitiba, que reivindica o título de mais antiga livraria on-line ainda em atividade no país. Especializada em usados, o sebo Osório funciona há 23 anos e está na rede desde 1995, ano em que a internet comercial chegou a Curitiba. O proprietário, o argentino Alejandro Francisco Rubio, diz que a adoção da tecnologia foi um passo natural para a empresa:" As pessoas sempre ligavam perguntando se tínhamos determinada obra ou o que havia no acervo sobre algum assunto", conta. "Logo que nos informatizamos, em 1993, imprimíamos listas para para consultas, e muitas vezes enviávamos pelo correio para que o cliente fizesse a sua escolha. Só que freqüentemente a lista tinha mais de 300 folhas. Quando o acervo chegou a 10 mil exemplares, isso ficou inviável."

Literatura nacional a preço baixo e com entrega virtual

Mas não é só de usados que vivem os livreiros virtuais. Os livros foram os primeiros artigos a serem comercializados pela internet, e há boas razões para isso: é um produto padronizado e com referências claras de preço. Praticamente não há diferenças entre comprar deste ou daquele varejista. E, quando se trabalha com grandes volumes, é possível praticamente eliminar o estoque e trabalhar com parcerias diretas com as editoras; essa é a fórmula da Amazon, referência mundial em comércio on-line que começou com a venda de livros e hoje negocia de ferramentas a alimentos, de sapatos a xampus.

Cyber-sebo

Alguns marcos na história do site livronet.com.br.

1985 Abertura da Livraria Osório.

1993 Início da informatização, com computadores XP.

1994 Envio de listas impressas pelo correio para que os clientes fizessem suas encomendas.

1995 Começa a era da internet: a cada três ou quatro dias, uma nova lista entra no site da empresa.

1997 Com a adoção de um sistema de banco de dados, as listas começam a ser atualizadas em tempo real.

1998 Começam as vendas on-line

2003 O site atinge o pico de visitantes: 15 mil usuários por dia.

A internet encurtou o caminho. No princípio Alejandro pôs no ar listas estáticas, atualizadas a cada três ou quatro dias. Os internautas consultavam-nas e mais tarde faziam suas encomendas por telefone ou passavam na loja. O site começou a aparecer nos mecanismos de busca da época, como o Yahoo!, o Lycos e o Altavista, e ganhou o mundo: "Começamos a receber contatos de gente de todo o país e de fora, conta o livreiro. "

As facilidades aumentaram com a adoção de bancos de dados, que passaram a atualizar as listas do site em tempo real, e com a adoção do e-commerce, em 1998. O número de acessos bombou. Em 1995, eram 100 por dia, e Alejandro e sua equipe já ficavam admirados. Em 2003 chegaram a 15 mil por dia, o pico histórico. Depois disso veio a concorrência, e os números se estabilizaram perto de 8 mil. Ele não reclama: "A oncorrência é boa para a população. Com várias lojas na rede, o público passou a ter confiança no serviço.:"Quem está sozinho no mercado fica cercado de suspeita; agora ninguém mais pensa que nós somos picaretas."

Há outros sebos curitibanos na internet, com sites bastante amigáveis e a possibilidade de fazer a compra on-line. O Papirus (www.sebopapirus.com.br) permite consultas às obras incluídas recentemente no acervo, pelo link "Novidades". O Espaço do Livro (www.espacodolivro.com.br) tem uma interface idêntica, e não cobra taxa de envio para encomendas acima de R$ 60,00. Em todos eles o cliente pode encontrar volumes difíceis, fora de catálogo ou raros, e fazer pesquisas por autor, título e editora.


5 nov, 2007

Viver de livros antigos- Jormal Primeiro de Janeiro - Portugal - 5 de novembro de 2007

Apesar de todas as inovações que nos desafiam no dia-a-dia, a profissão de alfarrabista persiste no tempo e mantém-se fiel à sua ideologia: Vender livros antigos. Nos alfarrábios, além da qualidade dos livros antigos, procura-se preços acessíveis ao bolso de cada um.

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29 jan, 2007

-Cofre guarda nos Açores exemplar raro de 'Os Lusíadas' - UOL Diversão e Arte- 21/01/2007

Ponta Delgada, 21 Jan (Lusa) - Um cofre climatizado guarda uma das principais raridades do acervo da Biblioteca Pública de Ponta Delgada (Arquipélago dos Açores): um dos seis exemplares da primeira edição de "Os Lusíadas", de 1572, e que permanece desconhecido do grande público. (Mais)

11 nov, 2006

-Bibliotecas na areia trazem à tona passado acadêmico da África Por Nick Tattersall msn 10/11/2006

TIMBUKTU, Mali (Reuters) - Pesquisadores em Timbuktu estão lutando para preservar dezenas de milhares de textos da antiguidade que, segundo eles, comprovam que a África tem uma história escrita pelo menos tão antiga quanto a da Renascença européia.

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6 nov, 2006

-Crônica "Histórias de sebo"

Para os leitores contumazes, os sebos podem reservar gratas surpresas: uma raridade, uma edição refinada...

A Feira do Livro de Porto Alegre está aí e é tempo de a gente se reencontrar, na praça, com o livro. Um objeto maravilhoso, que passou o teste do tempo (afinal, foi inventado há mais de 500 anos) porque é fácil de manejar e é prático: dá para ler até no banheiro. Mais do que isto, o livro sempre foi considerado um símbolo, a porta de entrada para o conhecimento, para a sabedoria. E por isso era, e é, muito valorizado. Os imigrantes alemães que vinham para o RS, pessoas pobres, traziam muito pouca coisa. Mas livros (a Bíblia, ao menos) nunca faltavam na modesta bagagem deles. Houve época em que livro era um bem precioso, um acervo que deveria ser cuidadosamente preservado.

Mas a indústria gráfica desenvolveu-se e o mercado livreiro cresceu. Nos Estados Unidos aparecem mais de 100 mil títulos novos ao ano. A oferta é, portanto, muito grande. O que é ótimo. Acontece, porém, que apesar de todas suas qualidades o livro tem um defeito: ocupa espaço. Não é um grande espaço, mas considerando o reduzido tamanho dos apartamentos modernos, cria-se um problema: o que fazer com os livros que a gente já leu, e que há muito tempo não consulta? Os bibliófilos não hesitarão em responder: pode-se sacrificar qualquer coisa, menos os livros. José Mindlin, que é o maior bibliófilo do Brasil, e que recentemente foi eleito para a ABL, tem uma casa para si próprio e outra, muito maior, para os livros, que incluem inúmeras preciosidades.

Mas nem todos são bibliófilos, e alguns precisam, mesmo a contragosto, desfazer-se de seus livros. E aí entra em cena a livraria de livros usados, o sebo. A origem desta denominação é discutida. Segundo uma teoria, ela viria do tempo em que se lia à luz de vela, cujo sebo acabava pingando nos livros. Não sei se é assim, porque as apostilas colegiais eram conhecidas como sebentas, mesmo lidas (quando eram lidas) à luz das lâmpadas. De qualquer jeito, os sebos são muito antigos: surgiram na Europa já em meados do século 16. No começo não vendiam livros, e sim pergaminhos e documentos - os alfarrábios. Hoje há sebos famosos. A Strand, em Nova York, funciona há 80 anos, tem 200 empregados e anuncia em sua propaganda que suas prateleiras, juntas, oferecem 18 milhas de livros: mesmo caminhando em passo acelerado, seriam necessários alguns dias só para olhar os livros.

Para os leitores contumazes, os sebos podem reservar gratas surpresas: uma raridade, uma edição refinada. Momentos de emoção: num blog da Internet um leitor conta que 20 anos depois de ter vendido um livro encontrou-o num sebo. Banhado em lágrimas, comprou-o na hora. E há muitas outras histórias parecidas: o Guilherme, da Mosaico, conta várias.

Para escritores, as surpresas podem não ser tão agradáveis. É um choque para o autor encontrar seu livro num sebo. Pior foi o que aconteceu com o escritor pernambucano Raimundo Carrero. Ele deu para um amigo um exemplar de uma obra sua, autografada. No dia seguinte foi a um sebo e lá estava o livro. De imediato telefonou ao ingrato presenteado, perguntando o que estava achando da obra. "Maravilhosa", foi a resposta. Então vou lhe dar um conselho, disse Carrero:

- Da próxima vez que você vender um livro que ganhou de presente, tire pelo menos a página com a dedicatória.

Não há dúvida: a gente aprende muita coisa nos sebos. E não é apenas aquilo que os livros têm para nos contar.

Texto de Moacyr Scliar, retirado de www.cartamaior.com.br, data 2/11/2006


23 out, 2006

-Mais sobre ex-libris

O que é um ex-libris?

A expressão latina "ex-libris" ou "ex-bibliotheca" significa "dos livros de.." ou "da biblioteca de...", ou ainda "livros dentre aqueles" pertencentes a determinada pessoa ou instituição. A denominação ex-libris não é apenas dada a etiquetas fixadas em livros, também são chamados de ex-libris toda a marca de posse feita em uma obra, quer seja o nome do possuidor por escrito, um sinal convencional, um símbolo, um brasão de armas, um monogramas ou uma sequência de iniciais, carimbos diversos e por fim, esta etiqueta isolada, que o possuidor da obra cola, em geral, à capa interna do livro encadernado ou numa das suas folhas de guarda .

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21 out, 2006

-Biblioteca Pública do Paraná mostra parte do acervo de "ex-libris"-Paraná on line 19/10/2006

Parte da coleção de ex-libris da Biblioteca Pública do Paraná ficará em exposição a partir desta quinta-feira (19), no hall térreo. A mostra, que ficará em cartaz até o dia 31 deste mês, vai marcar a Semana Nacional do Livro e da Biblioteca. O ex-libris é uma etiqueta que indica a propriedade de um livro. Pode, também, aparecer sob a forma de carimbo ou de marca indelével, mas é uma papeleta com a indicação do nome do proprietário da publicação ou da biblioteca à qual a obra pertence.

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21 jun, 2006

-Sobre livros proibidos



Escritores perseguidos no Brasil e no exterior Todos conhecem o caso do escritor anglo-indiano Salman Rushdie, autor do famoso – e perseguido – Os versos satânicos. Em 1989, o líder iraniano, aiatolá Khomeini, condenou Rushdie com uma fatwa. Ofereceu-se um milhão de dólares a quem o matasse. Seus livros passaram a ser queimados em diversos pontos do planeta. A literatura sempre foi alvo de perseguição. Em 1912, o impressor irlandês John Falconer queimou 999 dos mil exemplares da primeira edição de Dublinenses, de James Joyce, porque a linguagem forte dos relatos não o agradou. O mais famoso romance de D. H. Lawrence, O amante de lady Chatterley, teve a primeira edição inteiramente destruída. A acusação de pornografia levou o Departamento de Estado americano a queimar livros do psicanalista Wilhelm Reich.

A primeira edição de A cidade e os cachorros, do escritor peruano Mario Vargas Llosa, de 1962, não só foi confiscada pelos militares, mas totalmente queimada. Não é preciso longe. Báez recorda também que Getúlio Vargas mandou queimar 1700 exemplares de Dona Flor e seus dois maridos, de Jorge Amado. Muitas vezes, no entanto, são os próprios escritores que perseguem seus livros. É célebre a história do tcheco Franz Kafka que, antes de morrer, pediu ao amigo, Max Brod, que queimasse seus manuscritos. Brod o desobedeceu. Ao morrer, também o filósofo romeno E. M. Cioran deixou 34 cadernos de mil páginas com uma indicação precisa: “Destruir”. Sarcástico, Borges lembrou, um dia, que, quando um escritor quer dar sumiço em seus livros, faz o serviço pessoalmente.

Quando se refugiou em Charleville, o poeta Arthur Rimbaud, por exemplo, queimou ele mesmo muitos de seus manuscritos. Até Platão queimou livros, Báez nos lembra. Na juventude, quando conheceu Sócrates, Platão destruiu todos os seus poemas. Muito mais tarde, queimou os tratados do filósofo Demócrito para esconder semelhanças entre as idéias do inimigo e as suas. “É possível que Platão queimasse obras? Pois bem, ele queimou”, Báez afirma, perplexo com sua própria afirmação. Ele recorda ainda que, em 1910, os futuristas escreveram um manifesto em que pregavam o fim de todas as bibliotecas. Um escritor genial como Vladimir Nabokov queimou um exemplar do Quixote em pleno Memorial Hall, diante de seiscentos alunos, com o argumento de que o livro não prestava.

E Martin Heidegger entregou livros de seu maior inimigo, o filósofo Edmund Husserl, para que estudantes de filosofia os levassem ao fogo. E os amigos? Quando Gustave Flaubert leu para amigos, pela primeira vez, seu estranho As tentações de Santo Antão, eles sugeriram que ele o queimasse imediatamente e o esquecesse. Por sorte, dessa vez foi Flaubert quem não os atendeu. Em Crônica pessoal, Joseph Conrad conta que seu próprio pai queimou alguns de seus manuscritos. Isaac Newton dedicou sua vida a censurar e perseguir os trabalhos do astrônomo John Flamsteed. Newton plagiou as idéias de Flamsteed sobre as estrelas – e depois, temendo ser descoberto, conseguiu o confisco dos trezentos exemplares de livro que continha esse plágio e os queimou.

A busca da pureza e a luta contra a imoralidade têm sido fortes argumentos para a destruição de livros. Em 1749, Fanny Hill, romance de John Cleland, que relata as aventuras de uma prostituta, foi proibido antes de ser editado. Já no século XX, a corte de Westminster, na Inglaterra, decretou a eliminação de todos os exemplares do Satyricon, de Petrônio, obra-prima da literatura latina, porque o livro trata da liberdade sexual. No século XIX, a grande obra de Charles Darwin, A origem das espécies, de 1859, teve muitos de seus exemplares queimados. Até hoje, nas regiões mais conservadoras dos Estados Unidos, o livro é perseguido como perigoso.

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21 jun, 2006

-Da biblioteca para fogueira

Razões políticas, religiosas e morais têm levado os livros à destruição desde sua origem, na Mesopotâmia, até os dias atuais, como no saque à Biblioteca de Bagdá (Mais)

31 mai, 2006

-Algo sobre o fabuloso "Hypnerotomachia Poliphili"

Hypnerotomachia Pholiphili é um dos incunábulos mais famosos do mundo. Leva o título do "mais raro livro jamais impresso". É considerado um dos mais obscuros e incompreendidos livros da imprensa universal. Teve sua primeira tradução somente em 1999, em inglês. Dos originais, sobraram pouquíssimos exemplares, menos cópias que da própria Bíblia de Gutenberg. O livro data de 1499, e a autoria é incerta, mas acredita-se ter sido escrito pelo dominicano Francesco Colonna.

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25 mai, 2006

-Incunábulo

O termo incunábulo foi usado pela primeira vez pelo deão da catedral de Munster, Bernard Mallinckdort, num tratado comemorativo do segundo centenário da imprensa, em que ele descreve o período de Johannes Gutenberg até 1550 como "primae typographiae incunabula ", "berços da primeira tipografia".

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23 mai, 2006

-O Primeiro Romance da História

Em meados do ano 1001, a nobre japonesa Murasaki Shikibu escreveu o primeiro romance da história. Conhecido como uma obra literária clássica de maior volume, apresentando 54 capítulos e mais de 600 mil palavras, Genji-Monogatari (Contos de Genji) descreve a elegante e requintada vida da corte, os sentimentos do personagem principal, Hikaru Genji, em relação às mulheres com quem se envolve e as intrigas pelo poder, retratando usos e costumes e pensamentos da Era Heian.
Fonte: http://www.nippobrasil.com.br/2.historia_jp/274.shtml
http://www.acbj.com.br/alianca/palavras.php?Palavra=30

23 mai, 2006

-O mais velho livro impresso do mundo

O Sutra Diamante (Vajracchedika-prajñāpāramitā-sūtra), de 868, embora seja um pergaminho é o mais velho livro impresso no mundo. Trata-se de um texto sagrado budista impresso a partir de blocos de madeira em folhas de papel (xilogravura) , reunidas em códices. Foi encontrada em 1907 pelo arqueólogo Marc Aurel Stein em uma caverna fechada em Dunhuang, no nordeste da China. Essa caverna é conhecida como a "Caverna dos Mil Budas". Esse livro foi impresso 587 anos antes da Bíblia de Gutenberg.

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9 mai, 2006

-Breve historia do livro

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