27 set, 2007
-Um só português - Jornal do Comercio 26/09/2007
O acordo também não alterará a pronúncia das palavras e o prazo de adaptação será de dois anos a partir da sistematização, que depende apenas da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), que aguarda decisão de Portugal. O Brasil já cumpriu todos os requisitos constitucionais para pôr em prática a reforma.
Apesar de trazer poucas mudanças para o idioma, o acordo apresenta um inconveniente, de acordo com os especialistas: o preço dos produtos do mercado editorial pode aumentar de 25 a 50% por causa da revisão e reedição de dicionários e livros didáticos. No âmbito do Ministério da Educação, a preocupação do governo está na edição dos livros didáticos que serão destinados a 128 milhões de alunos da rede pública no início de 2008.
Pelas regras principais do acordo, o alfabeto pode vai passar de 23 para 26 letras com a inclusão das letras k, w, y. O trema será suprimido em palavras aportuguesadas como no caso de tranquilo e preguiça. O hífen não desaparece e obedecerá a cerca de 13 regras.
Quando aprovada, a reforma ortográfica atingirá cerca de 230 milhões de pessoas que falam o idioma nos países de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.
De acordo com o membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) Evanildo Bechara, as mudanças são vantajosas pelo prestígio internacional que darão ao idioma e por facilitar a difusão e o ensino do português no mundo. O português é terceira língua ocidental mais falada no mundo, seguida do inglês e do espanhol.
